<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706</id><updated>2012-02-16T16:55:09.846Z</updated><category term='Indisciplina e violência'/><category term='Reuniões fazer +'/><category term='Pedagogia'/><category term='Formação'/><category term='Educação geral'/><category term='Cidadania'/><category term='Diário de bordo'/><category term='Planos'/><category term='Relatos de práticas'/><category term='Insucesso escolar'/><category term='Encontros'/><category term='Acção em desenvolvimento pessoal'/><category term='Actividades'/><category term='Profissão docente'/><category term='Relatórios'/><category term='fazer +'/><category term='Exames'/><category term='Acção pedagógica'/><title type='text'>fazer +</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>164</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-4661695502886796937</id><published>2010-01-27T23:49:00.007Z</published><updated>2010-02-02T16:54:17.577Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Indisciplina e violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Insucesso escolar'/><title type='text'>Disciplina em debate na Calheta</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/S2CqIW4iCcI/AAAAAAAAHj8/H-eJirtBMm4/s1600-h/disciplina27.1.2010.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 270px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431528211167185346" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/S2CqIW4iCcI/AAAAAAAAHj8/H-eJirtBMm4/s400/disciplina27.1.2010.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Debate sobre a disciplina como valor para a realização pessoal e profissional, na Escola Básica e Secundária da Calheta, entre as 14 e as 17h00 de hoje, 27 de Janeiro.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da introdução feita por nós (ver &lt;a href="http://picasaweb.google.com/neliodesousa/IndisciplinaNasEscolasBreveEnquadramento?feat=directlink"&gt;aqui em &lt;em&gt;slideshow&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;), para desafiar os presentes para o debate com alguns factos e ideias estratégicas, o director regional de Educação, Rui Anacleto, salientou desde logo que a escola reflecte o que se passa na sociedade, mas não aceita a via do facilitismo («escola lúdica») porque a Região e o País precisam de pessoas qualificadas. Mencionou os prejuízos que a equipa ministerial anterior trouxe para a autoridade dos professores, culpabilizados de tudo o que estava mal na Educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor Valter Correia (ex-director da Escola B+S do Porto Moniz) definiu a indisciplina em sala de aula como tudo o que põe em causa o bom ambiente (a concentração) para o decorrer do processo de ensino-aprendizagem. Acentuou que a Educação é um assunto demasiado sério - enquanto pilar da democracia e garante da igualdade de oportunidades - para haver complacência face à indisciplina, numa actuação que deve ser sobretudo racional e pragmática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este orador referiu ainda que o acompanhamento da família é a base, o fundamental, tendo depois os alunos e os professores a sua parte de responsabilidade. A liderança dos professores em contexto pedagógico e das escolas foi realçado. Sugeriu mesmo mais formação para os docentes neste âmbito. Afirmou ainda que o aluno indisciplinado «não tem o direito de pôr em causa o direito dos outros à aprendizagem.» Para si, «consentir a indisciplina não ajuda o aluno.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro orador, o Subcomissário da PSP Simão Freire, a propósito do peso da liderança do professor, fez notar que «não existe liderança sem autoridade: só se é líder quando há autoridade».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo como referência a sua experiência no Colégio Militar, onde «não há mimos nem comodidades», salientou a importância da responsabilidade/responsabilização já que os «menores hoje não se sentem responsabilizados.» Falou dos valores morais/sociais que formam o carácter e de como o que define uma pessoa não é tanto a violação da regra mas sim a «forma como ela encara essa falha.» Porque são os valores que impedem de violar as regras e não a existência das regras em si. Quando não há valores pessoais que impeçam a indisciplina, a pessoa indisciplinada assume as consequências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu lema é responsabilizar e não flexibilizar (muito menos ter uma atitude complacente e desculpabilizante, como também sublinhou Valter Correia, seja qual for a realidade social e cultural do aluno: «o aluno falhou, pagou», disse este professor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pároco Silvano Gonçalves, na sua intervenção, resumiu o problema desta forma: «a disciplina mais eficaz é preparar as pessoas para o sentido da importância do outro.» O problema, diríamos nós, é o ego desmedido de muitos indisciplinados que a última coisa que querem saber é precisamente do outro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marco Vasconcelos, atleta olímpico, deu conta da muita indisciplina também no desporto: a «cultura da disciplina perdeu-se.» E isso compromete os resultados desportivos. Sofia Canha, a moderadora, observou que o desporto é uma actividade para a qual os jovens têm maior predisposição, mas que mesmo assim não escapa à indisciplina... Agora imagine-se quando não há predisposição nenhuma para o trabalho intelectual/escolar os níveis que a indisciplina atinge...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A psicóloga Sara Silva referiu que os limites e hábitos desde que a criança nasce determinam a aquisição de competências sociais e auto-disciplina. Mais referiu que a disciplina exige uma acção sistémica, em que cada actor faz a sua parte, e que a liderança democrática é o modelo de liderança que melhor serve o meio escolar e familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A este propósito Simão Freire referiu que o tipo de liderança deve adequar-se ao público que temos à nossa frente. Acrescentaríamos que o professor tem sempre vinte e tantos alunos à sua frente, que requerem diferentes estilos de liderança quase em simultâneo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table style="WIDTH: 194px"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="BACKGROUND: url(http://picasaweb.google.com/s/c/transparent_album_background.gif) no-repeat left 50%; HEIGHT: 194px" align="middle"&gt;&lt;a href="http://picasaweb.google.com/neliodesousa/IndisciplinaNasEscolasBreveEnquadramento?feat=embedwebsite"&gt;&lt;img style="MARGIN: 1px 0px 0px 4px" src="http://lh3.ggpht.com/_PoLxaj_tQwI/S2DIftQ1BdE/AAAAAAAAHlA/_mwyj8m6HCs/s160-c/IndisciplinaNasEscolasBreveEnquadramento.jpg" width="160" height="160" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="TEXT-ALIGN: center; FONT-FAMILY: arial, sans-serif; FONT-SIZE: 11px"&gt;&lt;a style="COLOR: #4d4d4d; FONT-WEIGHT: bold; TEXT-DECORATION: none" href="http://picasaweb.google.com/neliodesousa/IndisciplinaNasEscolasBreveEnquadramento?feat=embedwebsite"&gt;Indisciplina nas escolas, breve enquadramento&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-4661695502886796937?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/4661695502886796937/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=4661695502886796937' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/4661695502886796937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/4661695502886796937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2010/01/disciplina-em-debate-na-calheta.html' title='Disciplina em debate na Calheta'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/S2CqIW4iCcI/AAAAAAAAHj8/H-eJirtBMm4/s72-c/disciplina27.1.2010.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-5746158581867056694</id><published>2010-01-26T10:26:00.007Z</published><updated>2010-01-26T10:48:26.932Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Indisciplina e violência'/><title type='text'>Debate sobre disciplina na imprensa 2</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/S17HK5scosI/AAAAAAAAAWA/nNxQDY5dYsI/s1600-h/escola+calheta+4+3_mar_2007.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 229px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430997190755263170" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/S17HK5scosI/AAAAAAAAAWA/nNxQDY5dYsI/s320/escola+calheta+4+3_mar_2007.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Escola Básica e Secundária da Calheta, dia 27 de Janeiro, às 14h00.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o título «Há menos auto-disciplina», o &lt;a href="http://www.jornaldamadeira.pt/not2008.php?Seccao=14&amp;amp;id=143394"&gt;Jornal da Madeira&lt;/a&gt;, em 23.01.2010, publicou a seguinte notícia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Há menos auto-disciplina nas pessoas. Há menos responsabilização das pessoas na sociedade em geral. Foram consequências, de certeza, da Revolução do 25 de Abril, que nos trouxe coisas fantásticas mas, neste aspecto, trouxe consequências negativas», afirma a docente Sofia Canha, da Escola Básica e Secundária da Calheta.&lt;br /&gt;A afirmação vem a propósito de um debate que aquele estabelecimento de ensino vai promover no próximo dia 27, quarta-feira, pelas 14 horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão da disciplina, como base fundamental para a formação do indivíduo nas suas diversas facetas, vai ser abordada pelo actual presidente da Câmara Municipal do Porto Moniz (ex-Presidente do Conselho Executivo da EBS Porto Moniz), pelo Padre Silvano Gonçalves, pelo Sub-comissário Simão Freire, pelo atleta olímpico Marco Vasconcelos e pela psicóloga Sara Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sofia Cunha, docente na Escola Básica e Secundária da Calheta alerta que há jovens muito responsáveis. A questão é que «perdeu-se de facto a noção da responsabilidade individual, usamos com mais leveza o assumir das responsabilidades e isso vai reflectir-se a todos os níveis», diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para esta professora, «se isto não for treinado num jovem em formação, quando este for adulto será também indisciplinado. Isso vai reflectir-se nos serviços que o mesmo vai cumprir no seu local de trabalho».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sofia Canha refere, contudo, que com isto não quer dizer que a educação tenha de ser feita como regime militar.- O que é preciso é «incutir a disciplina e fazer que não sejam os terceiros, os responsáveis», disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Recorde-se:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2010/01/disciplina-um-pilar-para-realizacao.html"&gt;Disciplina, um pilar para a realização pessoal e profissional&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-5746158581867056694?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/5746158581867056694/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=5746158581867056694' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/5746158581867056694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/5746158581867056694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2010/01/debate-sobre-disciplina-na-imprensa-2.html' title='Debate sobre disciplina na imprensa 2'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/S17HK5scosI/AAAAAAAAAWA/nNxQDY5dYsI/s72-c/escola+calheta+4+3_mar_2007.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-6373887603607232788</id><published>2010-01-26T10:23:00.007Z</published><updated>2010-01-26T10:54:59.766Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Indisciplina e violência'/><title type='text'>Debate sobre disciplina na imprensa 1</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/S17C1kP5b7I/AAAAAAAAAV4/txT4sVltrtE/s1600-h/Valter_Correia_DN.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430992426174607282" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/S17C1kP5b7I/AAAAAAAAAV4/txT4sVltrtE/s400/Valter_Correia_DN.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.dnoticias.pt/"&gt;Diário&lt;/a&gt;, 23.01.2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Recorde-se:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2010/01/disciplina-um-pilar-para-realizacao.html"&gt;Disciplina, um pilar para a realização pessoal e profissional&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-6373887603607232788?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/6373887603607232788/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=6373887603607232788' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/6373887603607232788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/6373887603607232788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2010/01/debate-sobre-disciplina-na-imprensa-1.html' title='Debate sobre disciplina na imprensa 1'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/S17C1kP5b7I/AAAAAAAAAV4/txT4sVltrtE/s72-c/Valter_Correia_DN.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-7785861069821021045</id><published>2010-01-17T16:01:00.016Z</published><updated>2010-01-19T11:27:06.702Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Indisciplina e violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Insucesso escolar'/><title type='text'>Disciplina: um pilar para a realização pessoal e profissional</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/S1M1-UHwf5I/AAAAAAAAAVo/p-R8tyOLijw/s1600-h/autodisciplina.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 269px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5427741320580988818" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/S1M1-UHwf5I/AAAAAAAAAVo/p-R8tyOLijw/s320/autodisciplina.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Um debate com os agentes educativos dia &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;27 de Janeiro&lt;/span&gt; de 2010 (&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;14h00&lt;/span&gt;) na sala de sessões da &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Escola Básica e Secundária da Calheta&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.investigadoronline.com/2009/11/la-autodisciplina-en-tu-vida.html"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;photo (c)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A disciplina é uma base fundamental para a formação do indivíduo nas suas diversas facetas. Um dos factores determinantes para o insucesso escolar e profissional é a falta de disciplina ou de auto-disciplina, sendo por isso pertinente debatermos esta questão sem preconceitos e envolvendo os principais agentes educativos do concelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Intervenientes:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marco Vasconcelos (Atleta olímpico)&lt;br /&gt;Silvano Gonçalves (Pároco da freguesia da Calheta)&lt;br /&gt;Simão Freire (Sub-comissário da PSP)&lt;br /&gt;Sara Silva (Psicóloga)&lt;br /&gt;Valter Correia (ex-Presidente do Conselho Executivo da EBS do Porto Moniz)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moderadores:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sofia Canha e Nélio de Sousa (Docentes da Escola Básica e Secundária da Calheta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Uma iniciativa:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/S1M4AlsRLqI/AAAAAAAAAVw/DXTfYuoCzmg/s1600-h/a.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 220px; FLOAT: left; HEIGHT: 64px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5427743558680522402" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/S1M4AlsRLqI/AAAAAAAAAVw/DXTfYuoCzmg/s320/a.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-7785861069821021045?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/7785861069821021045/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=7785861069821021045' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/7785861069821021045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/7785861069821021045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2010/01/disciplina-um-pilar-para-realizacao.html' title='Disciplina: um pilar para a realização pessoal e profissional'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/S1M1-UHwf5I/AAAAAAAAAVo/p-R8tyOLijw/s72-c/autodisciplina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-2740299278824302882</id><published>2010-01-17T14:43:00.002Z</published><updated>2010-01-17T17:08:25.010Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>Escola “a duas velocidades” é escola de “velocidade nenhuma”</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/S0uyK_wwW0I/AAAAAAAAHf8/VwjABr2otGg/s1600-h/huge_0_4349.jpg"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425626078082259778" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/S0uyK_wwW0I/AAAAAAAAHf8/VwjABr2otGg/s400/huge_0_4349.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A crise da escola portuguesa não se resolve com a assinatura do recente&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2010/01/professores-terminam-luto-188-alcancado.html"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;acordo de princípios&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;entre os sindicatos e o Ministério da Educação. Está para além da carreira, avaliação do desempenho e salários.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://ec2-75-101-165-141.compute-1.amazonaws.com/image/4349/man-pulling-anchor-across-ground/?&amp;amp;results_per_page=1&amp;amp;detail=TRUE&amp;amp;page=13"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;photo origin&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não concordo que a escola se concentre na dimensão social (lhe dê prioridade) ao ponto de conceder menor atenção e, pior ainda, negligenciar a aprendizagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante a escola “a duas velocidades” (com vocações diferentes), a social de acolhimento e a da aprendizagem, como coloca António Nóvoa (&lt;em&gt;Professores, Imagens do futuro presente&lt;/em&gt; – &lt;a href="http://www.slideshare.net/mzylb/antonio-novoa-novo-livro"&gt;disponível online&lt;/a&gt;, com destaque para o capítulo "Educação 2021"), a prioridade deve ser dada à aprendizagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sociedade actual o «&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;pior que podemos fazer às crianças, sobretudo às crianças dos meios mais pobres, é deixá-las sair da escola sem uma verdadeira aprendizagem&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;», defende aquele autor. Isto é, gerar futuros excluídos da vida. Sob a capa de um falso igualitarismo e inclusão balofa, «&lt;strong&gt;aniquilam a única oportunidade que os filhos dos pobres têm de sair do buraco onde nasceram&lt;/strong&gt;», escreveu &lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2009/02/elementos-sobre-o-estado-da-escola_21.html"&gt;Maria Filomena Mónica&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “inclusão” actual resume-se a ter os estudantes dentro dos muros da escola. O laxismo e o facilitismo em que caiu a escola social de acolhimento (também escola lúdica e sala-de-estar...) significa, na prática, promoção da exclusão social para a vida activa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acolhimento, apoio social e integração de todos na escola, que defendo, não deve nem tem de implicar a desvalorização da cultura escolar e do &lt;strong&gt;processo de ensino-aprendizagem&lt;/strong&gt;, nem a perda de valores universais de qualquer época. Nem tem de implicar um regresso à “escola de antigamente” e aos currículos mínimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como Nóvoa, não tenho a mínima dúvida, apoiado na minha experiência directa na escola, que devemos (re)valorizar a escola como «&lt;strong&gt;organização centrada na aprendizagem&lt;/strong&gt;», que sugere uma valorização da arte, da ciência e da cultura, enquanto elementos centrais de uma “sociedade do conhecimento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas ideias, que já foram mais impopulares há meia-dúzia de anos, porque os sinais de alarme e crise surgem todos os dias, vão contra as convicções dominantes. Daí a &lt;strong&gt;inexistência de vontade política, &lt;/strong&gt;por parte das lideranças políticas e escolares, &lt;strong&gt;para assumir a resolução da tensão entre a escola social de acolhimento e a escola da aprendizagem&lt;/strong&gt;, o que está a dar cabo da escola pública e da aprendizagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido ao fenómeno de democratização (massificação) do acesso ao ensino, um princípio nobre, a escola viu-se perante novos desafios. A &lt;strong&gt;escola tornou-se mais social e de acolhimento, ocupou-se menos e secundarizou as &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;aprendizagens&lt;/span&gt;, a &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;disciplina&lt;/span&gt;, o &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;esforço&lt;/span&gt;, o &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;trabalho&lt;/span&gt;, assumiu missões sociais de outros&lt;/strong&gt; e embarcou na ilusão de que a escola poderia regenerar a sociedade, solucionar os seus problemas, criar um homem novo e reparar as injustiças sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser um jovem oriundo de um meio social desfavorecido ou &lt;strong&gt;ter dificuldades&lt;/strong&gt; pessoais&lt;strong&gt; não é álibi para tornar o seu tempo inútil (e dos outros) na escola&lt;/strong&gt;, isto é, que estão na escola para trabalhar (ter ou cultivar uma atitude positiva perante o trabalho intelectual), crescerem como pessoas responsáveis e com valores humanos basilares. Para serem pessoas integradas e bem sucedidas e, pelo caminho, tornar o país mais produtivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não concebo que a escola social de acolhimento dispense os valores da responsabilidade, o trabalho e a disciplina por parte dos estudantes que necessitam de ser apoiados nas dimensões pessoal e social. O processo de ensino-aprendizagem precisa de condições prévias para funcionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se espere, utopicamente, que o professor, empunhando a "varinha mágica" (segundo certos teóricos) da pedagogia, faz aprender quem não se concentra, quem "não quer saber", quem não trabalha, quem não se empenha, quem não respeita, quem não estuda. Como se fosse possível mudar o Homem e o Mundo a partir da sala de aula, independentemente dos contextos. O professor não é um deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NDS&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-2740299278824302882?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/2740299278824302882/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=2740299278824302882' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/2740299278824302882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/2740299278824302882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2010/01/escola-duas-velocidades-e-escola-de.html' title='Escola “a duas velocidades” é escola de “velocidade nenhuma”'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/S0uyK_wwW0I/AAAAAAAAHf8/VwjABr2otGg/s72-c/huge_0_4349.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-11133583925755250</id><published>2010-01-11T14:42:00.000Z</published><updated>2010-01-17T14:43:09.697Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>Com humor se ilustra a realidade na escola</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/u7KxeNdaUhA&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/u7KxeNdaUhA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autoridade em crise na escola, bem como muitos outros valores como a responsabilidade, o trabalho e a disciplina, fundamentais para a aprendizagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Recorde-se:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2010/01/escola-duas-velocidades-e-escola-de.html"&gt;Escola "a duas velocidades" é "escola de velocidade nenhuma"&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-11133583925755250?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/11133583925755250/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=11133583925755250' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/11133583925755250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/11133583925755250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2010/01/com-humor-se-ilustra-realidade-na.html' title='Com humor se ilustra a realidade na escola'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-6865627253200249044</id><published>2010-01-09T14:40:00.003Z</published><updated>2010-01-17T15:30:09.988Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Insucesso escolar'/><title type='text'>Insucesso escolar vem de longe 4</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/S0ZeOp6qhXI/AAAAAAAAHfk/6gzVUJ8hEgI/s1600-h/luxembourg_map.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 273px; DISPLAY: block; HEIGHT: 273px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424126407077430642" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/S0ZeOp6qhXI/AAAAAAAAHfk/6gzVUJ8hEgI/s320/luxembourg_map.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://europa.eu/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;photo (c)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Portugueses no Luxemburgo são os campeões do abandono escolar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;» foi título no &lt;a href="http://www.publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/portugueses-no-luxemburgo-sao-os-campeoes-do-abandono-escolar_1416229"&gt;Público&lt;/a&gt; de 04.01.2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz a notícia que, «de acordo com o documento [do Ministério da Educação do &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Luxemburgo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;], &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;os alunos portugueses&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, que representam 19,1 por cento da população estudantil, &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;são os que apresentam a maior taxa de abandono escolar entre os estrangeiros&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;: 23,5 por cento do total de estudantes que abandonam a escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os estudantes portugueses que deixaram a escola, 53 arranjaram trabalho, 19 beneficiaram de uma medida de inserção profissional, enquanto 106 não tinham qualquer ocupação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os alunos portugueses representam o maior grupo entre os estrangeiros que estudam no Luxemburgo. No ano lectivo de 2008/2009 estavam inscritos nas escolas públicas luxemburguesas 24.093 alunos luxemburgueses, 7046 portugueses, 1549 ex-jugoslavos, 963 italianos, 811 franceses, 456 belgas, 436 alemães e 319 cabo-verdianos. No Luxemburgo residem oficialmente 76.600 portugueses.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mais uma notícia a dar conta de&lt;img class="gl_italic" border="0" alt="Italic" src="http://www.blogger.com/img/blank.gif" /&gt; uma dura realidade que temos vindo a esmiúçar aqui neste blogue:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;«Os alunos portugueses na Suiça obtêm os resultados escolares mais baixos entre as comunidades estrangeiras».&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;«A comunidade portuguesa no Canadá é uma das comunidades étnicas com maiores taxas de abandono e subescolarização.»&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;«Entre as minorias étnicas, as crianças de origem portuguesa são aquelas que têm os piores resultados escolares»&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;,&lt;/span&gt; na Inglaterra (área de Londres).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tudo nestes links:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/photo-copyright-madeiraarchipelago.html"&gt;Insucesso escolar vem de longe 3&lt;/a&gt; (estudantes madeirenses na Madeira)&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/insucesso-escolar-vem-de-longe-2.html"&gt;Insucesso escolar vem de longe 2&lt;/a&gt; (estudantes filhos de emigrantes portugueses na Suiça)&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/09/insucesso-escolar-vem-de-longe-1.html"&gt;Insucesso escolar vem de longe 1&lt;/a&gt; (estudantes filhos de emigrantes portugueses no Canadá e Inglaterra)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note-se a saudável mudança do nosso discurso entre os posts &lt;em&gt;Insucesso escolar vem de longe 1&lt;/em&gt; e o &lt;em&gt;2&lt;/em&gt;. Não há como o poder pedagógico da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não tem experiência directa em escolas ou turmas com alunos indisciplinados e com uma acentuada atitude negativa perante o trabalho escolar (intelectual) nunca dará o real valor das dificuldades que os docentes passam todos os dias, no terreno, nem ao trabalho docente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-6865627253200249044?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/6865627253200249044/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=6865627253200249044' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/6865627253200249044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/6865627253200249044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2010/01/insucesso-escolar-vem-de-longe-4.html' title='Insucesso escolar vem de longe 4'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/S0ZeOp6qhXI/AAAAAAAAHfk/6gzVUJ8hEgI/s72-c/luxembourg_map.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-9153283334688636277</id><published>2009-11-10T18:46:00.016Z</published><updated>2009-11-10T23:16:04.377Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Acção em desenvolvimento pessoal'/><title type='text'>A árdua procura da felicidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/Svnc-0VznsI/AAAAAAAAAVI/aK9yma-ZRqw/s1600-h/mercer+o+futuro.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 270px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402592199767727810" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/Svnc-0VznsI/AAAAAAAAAVI/aK9yma-ZRqw/s400/mercer+o+futuro.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Viriato Soromenho-Marques falou da evolução do conceito de felicidade até à actualmente dominante felicidade mercantil, que não é suficiente para o ser humano ser feliz.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.conferenciainternacionalfunchal.com/site/conferenciainternacionalfunchal/2009/galeria.asp"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;origem da fotografia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conferência de &lt;a href="http://www.viriatosoromenho-marques.com/"&gt;Viriato Soromenho-Marques&lt;/a&gt;, &lt;em&gt;A árdua procura da felicidade, construir a solidariedade na proximidade da solidão&lt;/em&gt;, integrada na &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.conferenciainternacionalfunchal.com/site/conferenciainternacionalfunchal/2009/programa.asp"&gt;II Conferência do Funchal: Merecer o Futuro&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, nos dias 6 e 7 de Novembro, ajudou a perceber o que move as pessoas, actualmente, na sua busca da felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecer e compreender o que move o ser humano, na sociedade acual, nessa busca da felicidade é importante para os professores. Na escola, interessa ou não distanciar-se dessa «&lt;strong&gt;concepção fortemente mercantil de felicidade&lt;/strong&gt;, que ignora os limites da Natureza e dos ecossistemas e que esquece a complexidade da condição humana, irredutível à voragem insaciável do processo de consumo.» Dessa complexidade humana fazem parte as suas dimensões imateriais, como a ética e a espiritualidade, com um papel fundamental no bem-estar e felicidade do Homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;felicidade desvinculou-se de terminadas dimensões humanas&lt;/strong&gt; para servir a economia de mercado, o materialismo e o consumo. É a felicidade com «programa de realização aqui e agora», e com rapidez, que dispensa planos como o transcendental e o ético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A felicidade moderna assenta na independência e nos interesses particulares, em que o indivíduo «se &lt;strong&gt;afasta da cidadania e se centra no consumo e no conforto&lt;/strong&gt;.» Ele não se afirma como pessoa, «não deixa marca», é anónimo, perdido na multidão, e «não é reconhecido pelos outros». A felicidade é então uma «demanda individual». Essa afirmação e reconhecimento são estruturantes para o ser humano. Soromenho-Marques disse serem necessárias «escalas de participação» para o indivíduo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«&lt;strong&gt;Nunca houve tanto conforto e tanta gente a sobreviver penosamente&lt;/strong&gt;», disse o conferencista. A felicidade do hiper-consumo não é condição suficiente para a felicidade. Obedece a pulsões. Temos um consumo sempre crescente e desejos nunca satisfeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse Kant, citado na conferência, &lt;strong&gt;a felicidade na posse e na fruição é uma ilusão&lt;/strong&gt;. Sabemos hoje, decorrente de estudos, que o aumento de rendimento per capita, a partir de dado valor, não traz mais felicidade ao indvíduo. Não lhe acrescenta felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do mais «felicidade não existe de forma estável e permanente».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sair do impasse e das várias crises que nos assolam actualmente e nos comprometem a real felicidade? &lt;strong&gt;Soromenho-Marques propõe um conjunto de princípios&lt;/strong&gt;: da comunidade inclusiva, que se estende a todas as criaturas; da solidariedade entre gerações; da humildade prudente (em alternativa à arrogância tecnológica); da simplicidade voluntária na Arte de Viver, deixando espaço para os Outros (Ghandi: «Live simply, so that others may simply live...»); da natalidade como renovação; da cooperação compulsiva e da reconstrução da Acção política numa dinâmica sustentável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adriano Moreira, na sua intervenção na &lt;em&gt;II Conferência Internacional do Funchal&lt;/em&gt;, sublinhou outro aspecto fundamental: «É preciso que os valores condicionem os valores do saber e do saber fazer». Diria ainda que «&lt;strong&gt;não basta informação e saber - faz falta os valores&lt;/strong&gt;», isto é, a sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordo José Augusto Fernandes a propósito dessa centralidade dos valores (irrenunciáveis) na nossa existência. &lt;strong&gt;À volta dos valores nunca nos enganamos&lt;/strong&gt;. Estes nunca nos desconpensam ou desequilibram. Dão estabilidade. Quando estamos fora dos valores ficamos muito dependentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós movemo-nos à volta de centros de existência. Os centros da existência quando são muito móveis (como o consumo) geram instabilidade, insegurança e arrastam as pessoas com eles. &lt;strong&gt;Os centros fora do centro dos valores, se falham, conduzem à queda&lt;/strong&gt;. É mau centro todo aquele que, se falha, arrasta a pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mais informação:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.conferenciainternacionalfunchal.com/site/conferenciainternacionalfunchal/2009/comunicacoes.asp"&gt;Comunicações da II Conferência Internacional do Funchal&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-9153283334688636277?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/9153283334688636277/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=9153283334688636277' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/9153283334688636277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/9153283334688636277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2009/11/ardua-procura-da-felicidade.html' title='A árdua procura da felicidade'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/Svnc-0VznsI/AAAAAAAAAVI/aK9yma-ZRqw/s72-c/mercer+o+futuro.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-8004306402623710536</id><published>2009-10-31T14:36:00.000Z</published><updated>2010-01-17T14:40:08.775Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>Resistir à pressão das massas para normalizar a bandalheira nas escolas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/Suw3LdE92qI/AAAAAAAAGwA/pszDxTicEts/s1600-h/dn0401020102.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 242px; DISPLAY: block; HEIGHT: 165px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398750723233929890" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/Suw3LdE92qI/AAAAAAAAGwA/pszDxTicEts/s320/dn0401020102.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;O segredo é não ceder aos "desvalores" do facilitismo e do laxismo actuais nas escolas, sem cultura de trabalho, disciplina e responsabilidade. Não se deixar levar pela irresponsabilidade de uma certa esquerda e de uma certa direita no que toca ao peso, para o sucesso escolar, dos &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;valores&lt;/span&gt; do trabalho, da disciplina e da responsabilidade individuais dos estudantes.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.dnoticias.pt/Default.aspx?file_id=dn04010201251009&amp;amp;id_user="&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;photo copyright&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mentalidade e contexto social actuais é de complacência geral face ao laxismo e ao facilitismo nas escolas. Quem se atreve a contrariar a moda e o politicamente correcto &lt;em&gt;laissez faire, laissez aller, laissez passer&lt;/em&gt;, depressa é apelidado de vários nomes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto vem a propósito da notícia intitulada &lt;em&gt;Rédea curta na escola&lt;/em&gt; (&lt;a href="http://www.dnoticias.pt/Default.aspx?file_id=dn04010201251009&amp;amp;id_user="&gt;Diário&lt;/a&gt; 25.10.2009), em que os «alunos da Escola Básica e Secundária do Porto Moniz estão &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;cansados da disciplina e das regras de estudo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de não ter um minuto para &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;descontrair&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; e até já ponderaram a possibilidade de fazer uma manifestação.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansados da disciplina e das regras de estudo... Será que é preciso dizer mais alguma coisa perante o tipo de valores que este gente defende? A malta quer o facilitismo e o laxismo («descontrair») que vê nas outras escolas, em casa e em outros espaços sociais. Daí a revolta contra a escola do Porto Moniz, um caso raro em que querem pôr os estudantes disciplinados e a estudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como refere a notícia, a «agudizar o clima está a decisão do conselho pedagógico em descontar as faltas à sala de estudo na avaliação dos alunos do ensino básico. "É uma coisa mínima», refere o director Valter Correia, «mas a sala de estudo foi uma forma que encontrámos para &lt;strong&gt;combater o insucesso&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;Os alunos não aprendiam porque não faziam os trabalhos de casa, porque não traziam o material adequado&lt;/strong&gt;. Agora, com a &lt;strong&gt;obrigação de ir à sala de estudo fazem os trabalhos de casa e os resultados melhoraram&lt;/strong&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se as medidas põem a malta a trabalhar, a reponsabilizar-se e a estudar, com efeitos evidentes na melhoria dos resultdos escolares (sucesso escolar), não deveriam antes estar gratos? Os valores do bom senso e da gratidão são bens escassos... A malta quer é direitos e nada de deveres, algo comum no pós-25 de Abril de 1974. &lt;strong&gt;Quer-se liberdade para a bandalheira, não para assumir deveres e responsabilidades.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para Valter Correia o «&lt;strong&gt;mais importante é actividade lectiva, o estudo e o sucesso dos alunos&lt;/strong&gt;. "É isso que garante a &lt;strong&gt;igualdade de oportunidades&lt;/strong&gt;".» E questiona-se: "Estou aqui há tantos anos, os métodos são estes há anos e só agora é que se lembraram disto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns estudantes ouvidos pela jornalista dizem estar «&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;cansados&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; de ouvir discursos sobre os 'rankings' e o sucesso». Isto dá vontade de rir, não dá? Confirma-se que eles não querem saber do sucesso... Então que mudem de escola. Vão para uma escola que não exija rigor, disciplina, trabalho, estudo, responsabilidade. Existem muitas à escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses estudantes, note-se bem, queixam-se de se dar prioridade aos «exames nacionais e ao estudo», face a actividades extra (desporto, visitas de estudo e a viagem de finalistas que queriam na Páscoa e a escola permite apenas no Verão). Confirmam de novo que querem festa e convívio antes de tudo, não o sucesso escolar, o trabalho, a responsabilidade. Será que não seguem os exemplos na sociedade? Que geração estamos a formar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O director da escola refere: "As actividades são autorizadas só &lt;strong&gt;não podem comprometer as aulas&lt;/strong&gt;. Podem fazer à quarta-feira à tarde, quando não há aulas, mas é verdade que não temos aqui as semanas disto e daquilo. Isso é &lt;strong&gt;perder tempo para dar os programas e distrair do que é importante&lt;/strong&gt;". Com toda a razão. Apoio a 100% e elogio a sua coragem de contrariar o politicamente correcto e o facilitismo que se tornou natural nas escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«A mais pequena indisciplina é punida de forma severa», diz o Diário. Não se pense que desatam à reguada na escola... «O director garante que é assim na Escola do Porto Moniz, nenhum tipo de indisciplina, sejam risinhos nas salas, atirar papelinhos ou andar à bofetada no recreio. Tudo é punido para que não fique pior, não se abrem excepções a ninguém. "Por muito inocente que pareçam são sempre uma &lt;strong&gt;tentativa de desautorização&lt;/strong&gt;".»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é assim que deve ser? A direcção da escola tem de ter firmeza. Disciplina e firmeza é sinónimo, para a malta do pós-25 de Abril de 1974, de ditadura. O laxismo é de tal ordem que basta uma posição mais firme que deixa logo a malta "oprimida" e auto-apelidando-se de «escravos», como surge num comentário à notícia. Isto é muito revelador da bandalheira instalada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é Valter Correia ser um caso isolado, no bom sentido, no meio do facilitismo e laxismo geral que grassa pelas escolas da Madeira, do País, da Europa ocidental e da maioria das sociedades do chamado Ocidente. E é difícil remar contra a maré.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Valter Correia tem elevado os resultados da escola, mas afinal não é isso o importante. Interessa é entreter e divertir os alunos com actividades extra&lt;/strong&gt;, isto é, com fantochada, com fogo-de-artifício, que os madeirenses bem gostam. Deixar a malta regozijar-se na lama do laxismo, em vez de garantirem melhores conhecimentos e competências para serem alguém na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rigor não é só para os alunos e há professores que não gostam do que lhes cabe. Sem querer ajuizar sobre uma realidade que não conheço bem, pode haver alguns exageros, não sei, penso que os docentes que valorizam as condições de trabalho na sala de aula, sem indisciplina ou má atitude perante o trabalho intelectual por parte dos estudantes, agradecem o rigor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um colega passou a trabalhar na escola do Porto Moniz disse-me que, em termos de disciplina dos alunos, passou do inferno para o céu, relativamente ao que sucedia na escola anterior. Este docente contraria a ideia que a disciplina e o trabalho estejam a «afastar professores e estudantes para outras escolas», como diz a notícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Diário depois recorda que a «primeira vez que se ouviu falar das boas notas dos alunos da Escola Básica e Secundária do Porto Moniz em exames nacionais foi em 2006, logo depois de se conhecer os resultados das provas do 11º ano.» Na altura, a escola foi a «primeira do &lt;em&gt;ranking &lt;/em&gt;regional e o caso mereceu destaque.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«A &lt;strong&gt;disciplina, o estudo, a preocupação em chamar os pais à escola e o controlo às faltas dos professores&lt;/strong&gt; foram a tónica das declarações do director da Escola numa reportagem publicada na então REVISTA do Diário. Já na altura Valter Correia dizia que era capaz de não renovar contratos a docentes que faltassem muito.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles, incluindo escolas e docentes, que menosprezam alguns indicadores dos &lt;em&gt;rankings&lt;/em&gt;, apesar de estarem longe de perfeitos e inviesarem algumas leituras mais simplistas, fazem-no porque surgem mal colocados nessa tabela. Então a reacção é atirar os problemas e a realidade para debaixo do tapete. É mais fácil. Assim não precisam de tomar medidas impopulares como Valter Correia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este comentário &lt;em&gt;online&lt;/em&gt; à notícia, repleta de erros, a indicar que este estudante precisa de mais estudo e rigor, deixa &lt;strong&gt;tudo à mostra&lt;/strong&gt;: «uma forma mais facil, divertida, com mais tempo para a vida adulscente, e outras coisas mais...Querem fazer todo da forma mais dificil, e sem se divertir...a vida acaba rápido...é perto dos 30 anos que se vai divertir..fazer coisas que eram supostas fazer na joventude, como ir a discoteca».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A malta quer é &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;vida «fácil» e «divertida»&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; porque a «vida acaba rápido»... Estudar, ser responsável, ter uma boa atitude perante o trabalho escolar não interessa para nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, há outros comentários mais sérios, que não apelam ao facilitismo e ao laxismo: «Eu fui aluna nessa escola, já tirei um curso, actualmente já trabalho e tudo devo a esse PROFESSOR VALTER. &lt;strong&gt;Talvez se ele não tivesse tido mão pesada sobre a minha pessoa, não tivesse imposto regras, eu não fosse o que sou hoje: uma pessoa com oportunidades&lt;/strong&gt;. Se há alguém que marcou positivamente o meu percurso pessoal e académico foi ele. Continue o bom trabalho! Oxalá houvessem mais escolas e professores como nessa escola.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ainda: «Afinal, o problema não é o professor ou a Escola!!! &lt;strong&gt;O problema é o cumprimento das regras, que, pelos vistos, os alunos não querem perceber&lt;/strong&gt;. Pois... Então querem ter direitos e não cumprem os seus deveres? &lt;strong&gt;Se cada um de nós, como pessoa, cumprisse com as suas obrigações,&lt;/strong&gt; a vida seria muito mais agradável, mais feliz, aproveitaríamos bem esta liberdade. Agora, apenas exigir menos rigor, sem nada fazer para tal, é absurdo. Que tal se começassem a cumprir com as regras? Já pensaram nisso? Experimentem! Não dói nada e fará de cada um de vós uma pessoa melhor e muito mais preparada para a vida.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Recorde-se:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2008/10/menor-qualidade-e-fraca-atitude-dos.html"&gt;Menor qualidade e fraca atitude dos estudantes madeirenses&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2008/09/indisciplina-nas-escolas-da-madeira-por.html"&gt;Indisciplina por resolver nas escolas da Madeira&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2009/09/gastar-mais-e-ter-os-piores-resultados.html"&gt;Gastar mais e ter dos piores resultados&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2007/11/insucesso-escolar-vem-de-longe-3.html"&gt;Insucesso escolar vem de longe 3&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2007/11/insucesso-escolar-vem-de-longe-2.html"&gt;Insucesso escolar vem de longe 2&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2007/09/insucesso-escolar-vem-de-longe-1.html"&gt;Insucesso escolar vem de longe 1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2009/02/elementos-sobre-o-estado-da-escola_21.html"&gt;Laxismo e facilitismo significam exclusão social&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/search?q=estado+da+escola+p%C3%BAblica"&gt;Leste arrasa postura desculpabilizante&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-8004306402623710536?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/8004306402623710536/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=8004306402623710536' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/8004306402623710536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/8004306402623710536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2009/10/resistir-pressao-das-massas-para.html' title='Resistir à pressão das massas para normalizar a bandalheira nas escolas'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/Suw3LdE92qI/AAAAAAAAGwA/pszDxTicEts/s72-c/dn0401020102.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-7065355699319513980</id><published>2009-10-30T14:35:00.000Z</published><updated>2010-01-17T14:35:57.730Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>Numa escola perto de si</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Lgx3iObd1pQ&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Lgx3iObd1pQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é por acaso que surge mais um filme francês sobre o problema da indisciplina e violência nas escolas. Estreou este mês, em Portugal, o filme &lt;em&gt;La Journée de la Jupe&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;O Dia da Saia&lt;/em&gt;), protagonizado por Isabelle Adjani.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os argumentistas e realizadores reconhecem o &lt;strong&gt;potencial dramático&lt;/strong&gt; da vida actual (vulgo bandalheira) nas escolas. Não é em França que há, como em Portugal, uma chamada «maioria sociológica de esquerda»? Uma certa esquerda adepta do facilitismo e do laxismo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só as as consequências efectivas obrigará os governos, as escolas e as sociedades a tomar medidas de bom senso. Deve fazer parte da decadência de boa parte das sociedades ocidentais... A escola reflecte logo a realidade social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém &lt;a href="http://www.best-cine.com/o-dia-da-saia-la-journee-de-la-jupe/"&gt;escreveu&lt;/a&gt; que se trata de um filme que «aborda de uma forma provocativa, de tão realista, os problemas que os professores enfrentam no seu dia-a-dia na formação das nossas gerações futuras.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curioso que, mesmo nas escolas, muitos não conseguem admitir a realidade. Quem está dentro do aquário não dá conta da água. Quem foi estudante e se formou como professor depois do 25 de Abril de 1974 tende a achar ainda mais natural a «bandalheira» nas escolas. É como o ar que se respira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;Dia da Saia&lt;/em&gt; é «um drama sobre uma professora, Sonia Bergerac, vítima de descontrolo emocional causado pelo &lt;em&gt;stress&lt;/em&gt; incutido pela indisciplina dos seus alunos. Um dia descobre na sala de aula uma arma a sair de uma mochila, toma-a e, à falta de melhor solução, usa-a para controlar os alunos he poder tentar dar a matéria. Um drama intenso que nos apresenta um rol de problemas habituais nas escolas francesas, mas também nas portuguesas, como indisciplina, abusos sexuais, racismo e até violência para com os docentes.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Outra proposta em francês:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.midas-filmes.pt/aturma/trailer.html"&gt;Entre Les Murs (A Turma)&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-7065355699319513980?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/7065355699319513980/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=7065355699319513980' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/7065355699319513980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/7065355699319513980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2009/10/numa-escola-perto-de-si.html' title='Numa escola perto de si'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-4519804764193851743</id><published>2009-10-17T14:53:00.000+01:00</published><updated>2010-01-17T14:53:52.718Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>Falar verdade</title><content type='html'>&lt;u&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#0000ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SneenGJELcI/AAAAAAAAGhs/bj8RePCDzes/s1600-h/medinacarreira.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 234px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365931875535957442" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SneenGJELcI/AAAAAAAAGhs/bj8RePCDzes/s320/medinacarreira.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Falar verdade, por mais politicamente incorrecto que seja. Falar verdade, doa a quem doer.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A educação em Portugal é um crime de «lesa-juventude»: Com a fantasia do ensino dito «inclusivo», &lt;strong&gt;têm lá uma data de gente que não quer estudar, que não faz nada, não fará nada, nem deixa ninguém estudar&lt;/strong&gt;. Para que é que serve estar lá gente que não quer estudar? Claro que o pessoal que não quer estudar está lá a atrapalhar a vida aqueles que querem estudar. Mas é inclusiva.... O que é inclusiva? É para formar tontos? Analfabetos?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os exames são uma vergonha. &lt;strong&gt;Você acredita que num ano a média de Matemática é 10, e no outro ano é 14? Acha que o pessoal melhorou desta maneira?&lt;/strong&gt; Por conseguinte a única coisa que posso dizer é que é mentira! Está-se a levar a juventude para um beco sem saída. Esta juventude vai ser completamente desgraçada!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Isto da avaliação dos professores não é começar por lado nenhum. Eu já disse à Ministra uma vez «A senhora tem uma agenda errada"» Porque &lt;strong&gt;sem pôr disciplina na escola, não lhe interessa os professores&lt;/strong&gt;. Quer grandes professores? Eu também, agora, para quê? &lt;strong&gt;Chegam lá os meninos fazem o que lhes dá na cabeça, insultam, batem, partem a carteira e não acontece coisa nenhuma. Vale a pena ter lá o grande professor?&lt;/strong&gt; Ele não está para aturar aquilo... Portanto tem que haver uma agenda para a Educação. Eu sou contra a autonomia das escolas. Isso é descentralizar a «bandalheira»."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se aparece aqui uma pessoa para falar verdade, os vossos comentadores dizem «este tipo é chato, é pessimista».... Se vem aqui outro trafulha a dizer umas aldrabices fica tudo satisfeito..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Medina Carreira&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(Entrevista conduzida por Mário Crespo, Sic Notícias, 09.03.2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://sol.sapo.pt/blogs/void2/archive/2009/03/18/Medina-Carreira-e-a-actual-pol_ED00_tica-portuguesa.aspx"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;LER MAIS&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/results?search_query=medina+carreira+entrevista+m%C3%A1rio+crespo+sic&amp;amp;search_type=&amp;amp;aq=f"&gt;VER OS VÍDEOS&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-4519804764193851743?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/4519804764193851743/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=4519804764193851743' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/4519804764193851743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/4519804764193851743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2010/01/falar-verdade.html' title='Falar verdade'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SneenGJELcI/AAAAAAAAGhs/bj8RePCDzes/s72-c/medinacarreira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-3899237858596026552</id><published>2009-09-24T14:32:00.000+01:00</published><updated>2010-01-17T14:34:50.415Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>Discurso de Barack Obama aos estudantes em 08.09.2009</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4xrSO1rHlDM&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/4xrSO1rHlDM&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4ryEE8U9EKU&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/4ryEE8U9EKU&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;a href="http://www.whitehouse.gov/MediaResources/PreparedSchoolRemarks/"&gt;discurso&lt;/a&gt; de Barack Obama aos estudantes americanos, em 8 de Setembro último, é interessante, embora possa ser &lt;a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1399541"&gt;contestado&lt;/a&gt; em alguns aspectos como "Eu já falei sobre a responsabilidade dos vossos professores vos inspirarem e fazer-vos aprender": aos professores não cabe sobretudo ensinar as matérias? Cuidado com o romantismo do "inspirar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destaco as passagens que resumem a minha luta nos últimos anos, em contexto escolar (parece que uma certa esquerda e uma certa direita, em Portugal - &lt;em&gt;José Sócrates não tem coragem para seguir Obama nesta matéria: prefere entreter-se a desmotivar e a hostilizar os professores&lt;/em&gt; -, ainda não compreenderam o peso dos valores universais do trabalho, da disciplina e da responsabilidade do estudante no seu sucesso: preferem a complacência e o facilitismo, falsamente democratizantes e inclusivos, porque as pessoas não ficam preparadas para a vida real):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«At the end of the day, we can have the most dedicated teachers, the most supportive parents, and the best schools in the world – and none of it will matter unless all of you fulfill your &lt;strong&gt;responsibilities&lt;/strong&gt;. Unless you show up to those schools; &lt;strong&gt;pay attention&lt;/strong&gt; to those teachers; listen to your parents, grandparents and other adults; and put in the &lt;strong&gt;hard work&lt;/strong&gt; it takes to succeed.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«And that’s what I want to focus on today: &lt;strong&gt;the responsibility each of you has for your education&lt;/strong&gt;. I want to start with the responsibility you have to yourself.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«At the end of the day, the circumstances of your life – what you look like, where you come from, how much money you have, what you’ve got going on at home – that’s no excuse for neglecting your homework or having a bad attitude. &lt;strong&gt;That’s no excuse for talking back to your teacher, or cutting class, or dropping out of school. That’s no excuse for not trying&lt;/strong&gt;.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«No one’s born being good at things, you become good at things through &lt;strong&gt;hard work&lt;/strong&gt;.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Em português:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«No final do dia, podem ter os professores mais dedicados, os pais mais atenciosos, as melhores escolas do mundo e nada disso terá importância a não ser que todos vocês cumpram as vossas &lt;strong&gt;responsabilidades&lt;/strong&gt;. A não ser que vocês compareçam a essas escolas, prestem atenção a esses professores, ouçam os vossos pais, avós e adultos e tenham o &lt;strong&gt;empenho&lt;/strong&gt; necessário para obter sucesso.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«E é nisso que eu quero focar-me hoje: na &lt;strong&gt;responsabilidade que cada um de vocês tem na vossa própria educação&lt;/strong&gt;. Eu quero começar com a responsabilidade que vocês têm com vocês mesmos.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Mas no final do dia, as circunstâncias da tua vida - como te pareces, de onde vens, quanto dinheiro tens, o que está acontecendo na tua casa - não é desculpa para negligenciares o teu trabalho de casa ou ter uma má atitude. &lt;strong&gt;Não é desculpa para dar uma resposta rude ao professor, ou faltar às aulas, ou desistir da escola. Não é desculpa para não tentar&lt;/strong&gt;.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Ninguém nasceu a saber bem as coisas, tornas-te bom por via do &lt;strong&gt;trabalho duro&lt;/strong&gt;.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Esta luta tem sido feita neste blogue:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2009/02/elementos-sobre-o-estado-da-escola.html"&gt;Valores do trabalho e da responsabilidade moribundos nas escolas&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2008/10/menor-qualidade-e-fraca-atitude-dos.html"&gt;Menor qualidade e fraca atitude dos estudantes madeirenses&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2008/09/indisciplina-nas-escolas-da-madeira-por.html"&gt;Indisciplina por resolver nas escolas da Madeira&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2008/10/realidade-escolar.html"&gt;Realidade escolar&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2007/11/insucesso-escolar-vem-de-longe-3.html"&gt;Insucesso escolar vem de longe 3&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2007/11/insucesso-escolar-vem-de-longe-2.html"&gt;Insucesso escolar vem de longe 2&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2007/09/insucesso-escolar-vem-de-longe-1.html"&gt;Insucesso escolar vem de longe 1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2009/09/gastar-mais-e-ter-os-piores-resultados.html"&gt;Gastar mais e ter dos piores resultados&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-3899237858596026552?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/3899237858596026552/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=3899237858596026552' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/3899237858596026552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/3899237858596026552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2009/09/discurso-de-barack-obama-aos-estudantes.html' title='Discurso de Barack Obama aos estudantes em 08.09.2009'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-9208228494004650864</id><published>2009-09-09T09:44:00.004+01:00</published><updated>2009-09-09T14:12:24.258+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Formação'/><title type='text'>Formação: Uma Experiência Pedagógica Alternativa, partilha entre agentes de ensino</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SqepiaIaR7I/AAAAAAAAAVA/QF_TvT4yclA/s1600-h/Imagem017.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379454688512591794" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SqepiaIaR7I/AAAAAAAAAVA/QF_TvT4yclA/s320/Imagem017.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Acção de formação/partilha de experiências pedagógicas orientada pelos docentes Sofia Canha e Nélio Sousa, nos dias 9, 10 e 11 de Setembro, na Escola Básica e Secundária da Calheta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HORÁRIO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 de Setembro: 09h00 às 13:00 e das 14:00 às 17:00&lt;br /&gt;10 de Setembro: 09h00 às 13:00&lt;br /&gt;11 de Setembro: 09h00 às 13:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBJECTIVOS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Contribuir para melhorar a qualidade do sistema educativo;&lt;br /&gt;-Interpelar os docentes para suscitar a mudança&lt;br /&gt;-Divulgar e partilhar experiências pedagógicas&lt;br /&gt;-Dar a conhecer o modelo pedagógico da Escola Moderna&lt;br /&gt;-Reflectir sobre as práticas no âmbito do MEM&lt;br /&gt;-Partilhar materiais&lt;br /&gt;-Construir materiais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PLANO/CONTEÚDOS DA ACÇÃO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.Enquadramento pedagógico do modelo proposto.&lt;br /&gt;2.Relato/ partilha de experiências pedagógicas alternativas.&lt;br /&gt;3.Divulgação de instrumentos e estratégias pedagógicas aplicadas nas aulas a partir da experiência com o modelo pedagógico do Movimento da escola Moderna.&lt;br /&gt;4.Actividades de aplicação de conhecimentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-9208228494004650864?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/9208228494004650864/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=9208228494004650864' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/9208228494004650864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/9208228494004650864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2009/09/formacao-uma-experiencia-pedagogica.html' title='Formação: Uma Experiência Pedagógica Alternativa, partilha entre agentes de ensino'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SqepiaIaR7I/AAAAAAAAAVA/QF_TvT4yclA/s72-c/Imagem017.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-2800425456825923873</id><published>2009-08-17T18:31:00.000+01:00</published><updated>2010-01-17T14:32:20.109Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>Estudar, pois...</title><content type='html'>«Um jovem lançar-se-á à difícil tarefa de &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;estudar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, se tiver, além de capacidade de sofrimento, motivação para isso. Motivação não significa que encontre gosto em estudar, mas que descubra &lt;strong&gt;motivos fortes para estudar: com gosto ou sem ele&lt;/strong&gt;. Mesmo não lhe apetecendo estudar, sentar-se-á diante dos livros com a consciência de que há coisas bem mais importantes do que o seu apetite. Saberá que há um preço a pagar por todo o belo objectivo, e estará disposto a pagá-lo com alegria. Mas o objectivo tem mesmo de ser grande e belo. Verdadeiro e profundo. Do tamanho da alma humana.»&lt;br /&gt;(&lt;a href="http://cidadela.net/textospaulogeraldo.htm"&gt;Paulo Geraldo&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-2800425456825923873?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/2800425456825923873/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=2800425456825923873' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/2800425456825923873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/2800425456825923873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2009/08/estudar-pois.html' title='Estudar, pois...'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-4686223842858621545</id><published>2009-08-17T15:30:00.000+01:00</published><updated>2010-01-17T14:32:35.599Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>Responsabilidade e esforço</title><content type='html'>«Mas sucede que a &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;responsabilidade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; não nasce senão depois de se ter cultivado cuidadosamente, demoradamente, a semente da responsabilidade. Passámos anos a fomentar no menino um estilo de vida irresponsável, e agora, de repente, exigimos-lhe que seja responsável? Passámos anos a apaparicá-lo, e agora queremos que seja maduro? Para ele ser maduro, teria sido necessário que tivesse vivido: que tivesse passado experiências diversas, que tivesse enfrentado obstáculos, que tivesse feito coisas sozinho, que tivesse errado e emendado depois os erros, que se tivesse aperfeiçoado à custa de &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;esforço pessoal&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. E nós temos feito tudo para lhe evitar esses obstáculos, essas experiências e esse esforço.»&lt;br /&gt;(&lt;a href="http://cidadela.net/textospaulogeraldo.htm"&gt;Paulo Geraldo&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-4686223842858621545?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/4686223842858621545/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=4686223842858621545' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/4686223842858621545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/4686223842858621545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2010/01/responsabilidade-e-esforco.html' title='Responsabilidade e esforço'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-8904674175096417426</id><published>2009-08-17T14:30:00.000+01:00</published><updated>2010-01-17T14:30:51.845Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>Esforço</title><content type='html'>«Os teus filhos, portanto, devem habituar-se desde pequenos a ajudar em casa, a prestar serviços na medida das suas capacidades. O lar, esse milagre quotidiano, deve ser também uma construção deles. Algumas vezes as &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;tarefas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; que lhes deres exigir-lhes-ão um sacrifício custoso. Mas sem isso a casa não seria a sua casa: seria um lugar vazio, a pensão onde teriam de ir dormir e comer durante mais algum tempo, exigindo que os servissem sem falhas. Assim, porém, sentir-se-ão responsáveis por aquilo que foi também obra sua. Acabarão descobrindo por si mesmos as tarefas que é preciso realizar. Olharão para a casa, para os pais, para os irmãos com os olhos perspicazes do amor.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«É claro que, quando chega a altura em que precisa mesmo de estudar, porque as matérias se tornaram mais difíceis, não é capaz de o fazer. Pois é natural que - não tendo sido habituado ao &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;esforço&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; de fazer a cama, de ir a pé para a escola, de pôr a mesa... - não seja capaz do esforço de estudar, que é maior do que os outros. É escusado levar o menino ao psicólogo. É escusado pensarmos que o problema está em que não sabe estudar, em que desconhece as técnicas de estudo. O problema dele são... os pais. Exactamente. Seremos capazes de mudar?»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«É realmente monstruoso que o trabalho infantil seja explorado. Ficamos chocados com isso, e fazemos muito bem, pois qualquer género de exploração é odiosa. Mas o &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;trabalho &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;durante a juventude é coisa útil e necessária. É a trabalhar que se aprende a trabalhar. É na juventude que se devem adquirir as capacidades - de esforço, de persistência, de concentração... - que o trabalho exige. O trabalho, com a medida adequada às características e à idade de cada um, edifica o homem. Molda-lhe as virtudes, o carácter e os músculos.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Este país está a encher-se de jovens que beberam a escolaridade obrigatória até à última gota e que agora não sabem fazer... nada. Vemo-los hoje frequentar todo o género de casas nocturnas com o dinheiro dos pais. Amanhã, como não aprenderam a &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;trabalha&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;r&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, terão de tentar sobreviver à custa de adaptações ou de truques, talvez não muito de acordo com a lei ou com os bons costumes.»&lt;br /&gt;(&lt;a href="http://cidadela.net/textospaulogeraldo.htm"&gt;Paulo Geraldo&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-8904674175096417426?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/8904674175096417426/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=8904674175096417426' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/8904674175096417426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/8904674175096417426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2009/08/esforco.html' title='Esforço'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-8093766020321313493</id><published>2009-08-15T14:28:00.001+01:00</published><updated>2010-01-17T14:28:45.290Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>Vida ilusória na escola versus a dura realidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SnZA2s_UJcI/AAAAAAAAGhU/XjL2wNjNvfA/s1600-h/Seifertlogo.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365547314592359874" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SnZA2s_UJcI/AAAAAAAAGhU/XjL2wNjNvfA/s320/Seifertlogo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://api.ning.com/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;image copyright&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Depois de termos abordado o problema das ilusões que se criam na escola em &lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2009/06/elementos-sobre-o-estado-da-escola_24.html"&gt;Vida fácil na escola&lt;/a&gt;, chegou-me às mãos um texto de um aluno que confirma a análise. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto intitula-se «The Cops» e, no final, depois de expressar que não gosta de polícias, que são maus, violentos, entre outras coisas, conclui o seguinte: «&lt;strong&gt;If the cops were like some teachers, it would be much better&lt;/strong&gt;.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este «se os polícias fossem como alguns professores, seria muito melhor» permite tirar conclusões claras, que prova a tal distância entre a vida na escola e a vida fora dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudante &lt;strong&gt;acha injusto se não o deixarmos fazer o que lhe apetece&lt;/strong&gt;. Espera e pensa poder fazer lá fora o que faz dentro da escola. Espera e pensa obter a mesma brandura, complacência e falta de autoridade (impunidade) nos polícias que encontram na Escola e nos professsores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperam que o mundo real seja como o &lt;strong&gt;ilusório mundo da escola&lt;/strong&gt;, em que regras, disciplina e responsabilidade individual são altamente realtivizadas em nome da auto-estima (amor próprio) ou de um certo conceito de "inclusão" (manter os alunos dentro dos muros da escola).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudante chega à dura conclusão que o mundo real não é a escola, mas em vez de enfrentar a realidade &lt;strong&gt;refugia-se no mundo ilusório da escola&lt;/strong&gt;: manifesta o desejo de que os polícias actuem como os professores. Pretende a mesma permissividade e complacência por parte das forças da ordem, do nosso Estado de Direito, que vive em meio escolar, em que muitas vezes não há consequências para os actos de transgressão que chocam com os direitos dos outros à sua volta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-8093766020321313493?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/8093766020321313493/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=8093766020321313493' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/8093766020321313493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/8093766020321313493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2009/08/vida-ilusoria-na-escola-versus-dura.html' title='Vida ilusória na escola versus a dura realidade'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SnZA2s_UJcI/AAAAAAAAGhU/XjL2wNjNvfA/s72-c/Seifertlogo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-130901879155180342</id><published>2009-08-13T14:27:00.000+01:00</published><updated>2010-01-17T14:27:34.803Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>Novo paradigma de escola</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SneZSjz9TII/AAAAAAAAGhk/aRDTc4BT-QQ/s1600-h/1202273651.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 249px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365926025165098114" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SneZSjz9TII/AAAAAAAAGhk/aRDTc4BT-QQ/s320/1202273651.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;em&gt;CARREGAR O MUNDO ÀS COSTAS? NÃO OBRIGADO. Em lugar de andar a sonhar com ideais, mudanças de paradigma utópicas (baseadas na impossibilidade de criar um Homem Novo ou um Estudante Novo) e rupturas radicais, o meu intento ou desejo mais terreno é &lt;span style="color:#990000;"&gt;que se mude&lt;/span&gt; rapidamente do paradigma do facilitismo, do laxismo, da desresponsabilização, da atitude negativa perante o trabalho escolar e da complacência perante a indisciplina, &lt;span style="color:#990000;"&gt;para o paradigma da Responsabilidade, da Disciplina e do Trabalho na escola&lt;/span&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://lucianamelo.flogbrasil.terra.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;image origin&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canso-me de ouvir teóricos sobre a educação, na forma como iludem premissas básicas e universais do processo de ensino-aprendizagem por parte do estudante (Trabalho, Disciplina e Responsabilidade) e apontam para o IDEAL, para uma mudança sonhada e radical de paradigma de escola, que sabem que não dá resposta aos problemas do momento presente nem do futuro próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior do que isso, com um fundo claramente ideológico, procuram fazer passar a ideia de que esse novo paradigma de escola ou novos modelos pedagógicos como que dispensam, ou resolvem de forma espontânea, por arrastamento, a falta da disciplina, de trabalho e responsabilidade entre muitos estudantes na actualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos teóricos insistem nessa ideia do professor enquanto facilitador, orientador, organizador e criador das melhores condições possíveis para os estudantes desenvolverem a sua aprendizagem, mas depois atribuem ao professor, quando não depende só dele, a existência de disciplina, responsabilidade e trabalho nesses alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, o professor tem de ser uma espécie de «faz tudo» ou «consegue tudo», um milagreiro, em que o seu carisma, liderança e sei lá o que mais tudo soluciona e resolve na sala de aula, mesmo perante os alunos mais indisciplinados, irresponsáveis ou aversos ao mais elementar empenho ou esforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os teóricos ligados a uma certa esquerda evitam sempre o problema da indisciplina , da falta de responsabilidade e da atitude negativa dos alunos perante o trabalho escolar e relativizam o seu peso nos resultados escolares. Além disso, desresponsabilizam essa parte importante do processo de ensino-aprendizagem que são os estudantes e transferem a responsabilidade do sucesso ou insucesso escolar do aluno para o professor ou para a esfera social em geral. Muito cómodo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reiventar a roda, se isso é de alguma utilidade, pode ser um sonho belo, dar sentido a uma missão, pode ser uma utopia, um farol para uma caminhada, mas continuamos a perder de vista o essencial e os problemas prementes/reais que precisam de ser resolvidos de imediato, no quotidiano, como tentei alertar. Enquanto não chega o IDEAL, o novo paradigma, é preciso ir resolvendo as questões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não resolvemos muitos dos problemas no ensino continuando a dispensar o trabalho, a disciplina e a responsabilidade dos estudantes na escola, &lt;strong&gt;valores fundamentais em qualquer época, regime político, sociedade, cultura ou paradigma pedagógico/escolar&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São valores universais e basilares. &lt;strong&gt;Não existe nem existirá um novo paradigma de escola (por mais que se tente encontar sentido em reiventar a roda) que tenha sucesso sem esses valores fundamentais&lt;/strong&gt;. Tem a ver com o fundamental da natureza humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que é mais fácil e cómodo desviar o olhar para o longo prazo, esperar um acto messiânico ou acreditar que um modelo pedagógico, um modelo de avaliação, um modelo de sociedade, um regime político, um modelo IDEAL qualquer faça o milagre. Nunca se aprenderá, substancialmente, sem trabalho, sem disciplina, sem responsabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Antes de mudar o mundo ou criar um Homem Novo (e com ele a sociedade perfeita...), precisamos de, na escola, mudar urgentemente, neste tempo presente, do paradigma do facilitismo, do laxismo, da desresponsabilização, da atitude negativa perante o trabalho escolar e da indisciplina para o &lt;span style="color:#990000;"&gt;paradigma da Responsabilidade, da Disciplina e do Trabalho na escola&lt;/span&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns teóricos da educação fazem lembrar um grupo de barbudos que, no PREC, queriam fundar o Homem Novo. Há quem pense que se pode fundar a Escola Nova, deitando abaixo a escola que existe e construindo de um momento a outro essa escola nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto não chega o IDEAL é preciso resolver os problemas terrenos e concretos com que lidamos todos os dias nas escolas, da forma mais directa, objectiva e realista possível. É incómodo mas é necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não somos capazes de actuar e procurar minimizar desde já os problemas reais e evidentes que enfrentamos neste momento, nunca seremos capazes de mudar de paradigma de Escola no médio ou longo prazo, que é uma tarefa tremenda, levará imenso tempo e será muito lenta, porque o corte radical com o actual paradigma, excepto em casos isolados e em contextos especiais, nunca acontecerá com sucesso. A mudança será sempre progressiva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-130901879155180342?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/130901879155180342/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=130901879155180342' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/130901879155180342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/130901879155180342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2009/08/novo-paradigma-de-escola.html' title='Novo paradigma de escola'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SneZSjz9TII/AAAAAAAAGhk/aRDTc4BT-QQ/s72-c/1202273651.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-6986038615324388977</id><published>2009-08-09T14:25:00.000+01:00</published><updated>2010-01-17T14:26:29.868Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Indisciplina e violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Insucesso escolar'/><title type='text'>Intransigir com a bandalheira</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SnY9vy5So6I/AAAAAAAAGhM/JAL93NQusgU/s1600-h/434px-Right_arrow_svg.png"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 335px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365543897383740322" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SnY9vy5So6I/AAAAAAAAGhM/JAL93NQusgU/s400/434px-Right_arrow_svg.png" /&gt;&lt;/a&gt;Renovar em Educação significa ter uma intransigência grande com a bandalheira ou a balbúrdia(facilistismo e laxismo) instaladas na escola pública, embora fruto de uma cultura social mais vasta - mas encarada e assumida como se fosse a coisa mais natural do mundo -, que se preocupa mais com a auto-estima (amor, falsa inclusão e ilusões) dos estudantes do que com os seus conhecimentos e competências efectivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trilogia Trabalho, Responsabilidade e Disciplina são incontornáveis, independentemente do regime político do país, da cultura da sociedade ou da corrente/modelo didáctico-pedagógico em prática. Quem escamoteia esta base estruturante de valores na Educação e na Escola presta um péssimo serviço à Educação e à Escola.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-6986038615324388977?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/6986038615324388977/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=6986038615324388977' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/6986038615324388977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/6986038615324388977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2009/08/intransigir-com-bandalheira.html' title='Intransigir com a bandalheira'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SnY9vy5So6I/AAAAAAAAGhM/JAL93NQusgU/s72-c/434px-Right_arrow_svg.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-4451501100829001440</id><published>2009-07-17T14:23:00.000+01:00</published><updated>2010-01-17T14:25:02.343Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Indisciplina e violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Insucesso escolar'/><title type='text'>«A balbúrdia na escola»</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/Sl9mefUvshI/AAAAAAAAGVo/fIjJAUmuBmE/s1600-h/antonio_barreto_zorate.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 213px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359114755584799250" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/Sl9mefUvshI/AAAAAAAAGVo/fIjJAUmuBmE/s320/antonio_barreto_zorate.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;António Barreto considera que a principal inspiração do actual Estatuto do Aluno é a &lt;span style="color:#990000;"&gt;desconfiança dos professores&lt;/span&gt;. O documento oscila «entre a burocracia, a teoria integradora das ciências de educação, a ideia de que existe uma democracia na sala de aula e a &lt;span style="color:#990000;"&gt;convicção de que a disciplina é um mal&lt;/span&gt;.»&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;António Barreto, no Público (30 de Março de 2008), sob o título «A balbúrdia na escola», mostra que sabe do que fala. Como professor, subscrevo aquilo que já pensava sobre o Estatuto do Aluno aprovado pelo actual governo, que foi mais um passo no sentido do laxismo e facilitismo estudantil e da impossibilidade de haver autoridade, disciplina (consequência) e responsabilização nas escolas. Sem essas condições, não há trabalho, não há aprendizagens sugnificativas, não há melhores resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passemos ao texto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Os direitos dos alunos, consagrados no respectivo estatuto, são os mais abrangentes e absurdos que se possa imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cenas de pancadaria na escola têm comovido a opinião. A última ocorreu numa escola do Porto e foi devidamente filmada por um colega. Em poucas horas, o clip correu mundo através do YouTube. A partir daí, choveram as análises e os comentários. Toda a gente procura responsáveis, culpados e causas. Os arguidos são tantos quanto se possa imaginar: os jovens, os professores, os pais, o ministério e os políticos. E a sociedade em geral, evidentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As causas são também as mais diversas: a democracia, os costumes contemporâneos, a cultura jovem, o dinheiro, a televisão, a publicidade, a Internet, a permissividade, a falta de valores, os "bairros", o rap, os imigrantes, a droga e o sexo. Para a oposição, a culpa é do Governo. Para o Governo, a culpa é do Governo anterior. O trivial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve haver um pouco disso tudo, o que torna as coisas mais complicadas - sobretudo quando se pretende tomar medidas ou conter a &lt;strong&gt;vaga crescente de violência e balbúrdia&lt;/strong&gt;. Se as causas são múltiplas, por onde começar? Mais repressão? Mais diálogo? Mais disciplina? Mais co-gestão? Há aqui matéria para a criação de várias comissões, a elaboração de um livro branco, a aprovação de novas leis e a realização de inúmeros estudos. Até às eleições, haverá debates parlamentares sobre o tema. Não tenho a certeza, nem sequer a esperança, que o problema se resolva a breve prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer maneira, a ocasião era calhada para voltar a ver a obra-prima do esforço legislativo nacional, o famoso "&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;estatuto do aluno&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;". A sua última versão entrou em vigor em finais de Janeiro, sendo uma correcção de outro diploma, da mesma natureza, de 2002. Trata-se de uma espécie de carta constitucional de direitos e deveres, a que não falta um regulamento disciplinar. Não se pode dizer que fecha a abóbada do edifício legal educativo, porque simplesmente tal edifício não existe. É mais um produto da enxurrada permanente de leis, normas e regras que se abate sobre as escolas e a sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;É um dos mais monstruosos documentos jamais produzidos pela administração pública portuguesa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Mal escrito, por vezes incompreensível, repete-se na afirmação de virtudes. Faz afirmações absolutamente disparatadas, como, por exemplo, quando considera que "a assiduidade (...) implica uma atitude de empenho intelectual e comportamental adequada..."! Cria deveres inéditos aos alunos, tais como o de se "empenhar na sua formação integral"; o de "guardar lealdade para com todos os membros da comunidade educativa"; ou o de "contribuir para a harmonia da convivência escolar". E também os obriga a conhecer e cumprir este "estatuto do aluno", naquele que deve ser o pior castigo de todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos direitos dos alunos, são os mais abrangentes e absurdos que se possa imaginar, incluindo os de participar na elaboração de regulamentos e na gestão e administração da escola, assim como de serem informados sobre os critérios da avaliação, os objectivos dos programas, dos cursos e das disciplinas, o modo de organização do plano de estudos, a matrícula, o abono de família e tudo o que seja possível inventar, incluindo as normas de segurança dos equipamentos e os planos de emergência!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de um &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;estatuto burocrático, processual e confuso&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. O regime de faltas, que decreta, é infernal. Ninguém, normalmente constituído, o pode perceber ou aplicar. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Os alunos que ultrapassem o número de faltas permitido podem recuperar tudo com uma prova&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. As faltas justificadas podem passar a injustificadas e vice-versa. As decisões sobre as faltas dos alunos e o seu comportamento sobem e descem do professor ao director de turma, deste ao conselho de turma, destes à direcção da escola e eventualmente ao conselho pedagógico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;As decisões disciplinares são longas, morosas e processualmente complicadas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, podendo sempre ser alteradas pelos sistemas de recurso ou de vaivém entre instâncias escolares. Concebem-se duas espécies de medidas disciplinares, as "correctivas" e as "sancionatórias". Por vezes, as diferenças são imperceptíveis. Mas&lt;span style="color:#000000;"&gt; a sua aplicação, em respeito pelas normas processuais, torna inútil qualquer esforço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;As medidas disciplinares são quase todas precedidas ou acompanhadas de processos complicados, verdadeiros dissuasores de todo o esforço disciplinar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. As medidas disciplinares dependem de várias instâncias, do professor aos órgãos da turma, destes aos vários órgãos da escola e desta às direcções regionais. Os procedimentos disciplinares são relativos ao que tradicionalmente se designa por mau comportamento, perturbação de aula, agressão, roubo ou destruição de material, isto é, o dia-a-dia na escola. Mas &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;a sua sanção é de tal modo complexa que deixará simplesmente de haver disciplina ou sanção&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estatuto cria um regime disciplinar em tudo semelhante ao que vigora, por exemplo, para a administração pública ou para as relações entre administração e cidadãos. Pior ainda, é criado um regime disciplinar e sancionatório decalcado sobre os sistemas e os processos judiciais. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Os autores deste estatuto revelam uma total e &lt;span style="color:#990000;"&gt;absoluta ignorância do que se passa nas escolas&lt;/span&gt;, do que são as escolas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Oscilando entre a burocracia, a teoria integradora das ciências de educação, a ideia de que existe uma democracia na sala de aula e a convicção de que a disciplina é um mal&lt;/span&gt;, os legisladores do ministério (deste ministério e dos anteriores) produziram uma monstruosidade: senil na concepção burocrática, administrativa e judicial&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;; adolescente na ideologia; infantil na ambição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estatuto não é a causa dos males educativos, até porque nem sequer está em vigor na maior parte das escolas. Também não é por causa do estatuto que há, ou não há, pancadaria nas escolas. &lt;strong&gt;O estatuto é a consequência de uma longa caminhada e será, de futuro, o responsável imediato pela &lt;span style="color:#990000;"&gt;impossibilidade de administrar a disciplina&lt;/span&gt; nas escolas&lt;/strong&gt;. &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;O estatuto não retira a autoridade na escola&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; (aos professores, aos directores, aos conselhos escolares). Não! &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Apenas confirma o facto de já não a terem e de assim perderem as veleidades de voltar a ter.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo educativo, essencialmente humano e pessoal, é transformado num processo "científico", "técnico", desumanizado, burocrático e administrativo que &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;dissolve a autoridade e esbate as responsabilidades&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Se for lido com atenção, este estatuto revela que a sua principal inspiração é a &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;desconfiança dos professores&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Quem fez este estatuto tinha uma única ideia na cabeça: é preciso defender os alunos dos professores que os podem agredir e oprimir. Mesmo que nada resolva, a sua revogação é um gesto de saúde mental pública.»&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-4451501100829001440?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/4451501100829001440/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=4451501100829001440' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/4451501100829001440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/4451501100829001440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2010/01/balburdia-na-escola.html' title='«A balbúrdia na escola»'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/Sl9mefUvshI/AAAAAAAAGVo/fIjJAUmuBmE/s72-c/antonio_barreto_zorate.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-5767555694821701662</id><published>2009-07-08T14:21:00.000+01:00</published><updated>2010-01-17T14:22:53.118Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Insucesso escolar'/><title type='text'>«Esforço e estudo», receita a ministra</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SlNmgqRveHI/AAAAAAAAGK0/xwhvDjHo_xA/s1600-h/MLR.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 211px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355737093164202098" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SlNmgqRveHI/AAAAAAAAGK0/xwhvDjHo_xA/s320/MLR.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Já não era sem tempo a ministra da Educação reconhecer a centralidade do esforço e do trabalho dos alunos para a obtenção de bons resultados escolares. Por vezes, é difícil de ver o óbvio e resistir ao mais fácil: culpabilizar os professores de tudo, até da atitude negativa generalizada dos estudantes perante o trabalho (escolar) na escola pública.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img.rtp.pt/noticias/images/articles/374273/ministra_22810_0_17_N.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;photo origin&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elogio hoje o sentido de realidade e bom senso da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, na sequência de uma intervenção no telejornal das 13h na RTP1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«&lt;strong&gt;Não há melhoria escolar sem mais esforço e mais estudo&lt;/strong&gt;» dos estudantes, disse a ministra a propósito dos resultados dos exames nacionais hoje publicados. Mais adiante, insistiu: «&lt;strong&gt;os resultados escolares são &lt;span style="color:#990000;"&gt;sempre&lt;/span&gt; explicados por mais trabalho e mais estudo&lt;/strong&gt;.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aleluia. Finalmente, o bom senso começa a imperar e responsabilizam-se os estudantes pelo peso do seu trabalho nos resultados escolares. Trabalho, Responsabilidade e Disciplina são valores, a nosso ver, estruturantes do sucesso de qualquer estudante na escola e de qualquer pessoa na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, o discurso de Maria de Lurdes Rodrigues tem de ser mais coerente com a prática governativa, que tem sido laxista e facilitista relativamente ao papel dos estudantes no processo de aprendizagem e nos seus resultados escolares, nomeadamente quanto aos sinais dados pelo estatuto do aluno, mas que tem sido de mão dura para os professores, transformados em bodes-expiatórios de todos os males do sistema de ensino, ainda por cima acentuando a desautorização/desvalorização pública dos docentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer modo, saudamos a posição da ministra (esperamos não ser algo meramente circunstancial), que vai ao encontro de muita coisa que por aqui temos escrito nos últimos anos e, especifiamente, do que &lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2009/06/elementos-sobre-o-estado-da-escola_8692.html"&gt;escrevemos há poucos dias&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«A complacência e a não exigência de esforço, trabalho, responsabilidade e disciplina nunca fará evoluir o estudante desmotivado, com menor cultura/apetência para o estudo, e nunca será sinónimo de escola inclusiva. Ter os alunos dentro dos muros da escola não significa, necessariamente, inclusão, se estiverem excluídos da aprendizagem, do saber, das competências que precisam para a vida e que a sociedade actual exige. Se estiverem excluídos dos valores da disciplina, do rigor, do trabalho e da responsabilidade estarão excluídos da vida real.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E concluímos: «Em vez de se tentar reinventar a roda, aquilo que é óbvio e já existe, coloquemos as pessoas a trabalhar nas escolas para aprenderem mais e melhor. Além disso, claro, apliquem-se modelos de diferenciação pedagógica, prestem-se apoios, valorize-se a singularidade, mas NUNCA se dispense o trabalho, a disciplina e a responsabilidade do estudante no seu próprio percurso escolar, porque esses valores são os alicerces do seu progresso e sucesso. Não há modelo de organização pedagógica que dispense essas pressimas/valores no estudante.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo acabará por reconhecer a razão, mas até lá e, sobretudo, até a consciência dos problemas se traduzir em mudança no terreno, continuam os docentes a sofrer as pressões da indisciplina, da irresponsabilidade e da atitude negativa dos estudantes perante o trabalho escolar, bem como a serem culpabilizados pelos resultados escolares que não podem surgir apenas do trabalho do professor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-5767555694821701662?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/5767555694821701662/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=5767555694821701662' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/5767555694821701662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/5767555694821701662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2009/07/esforco-e-estudo-receita-ministra.html' title='«Esforço e estudo», receita a ministra'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SlNmgqRveHI/AAAAAAAAGK0/xwhvDjHo_xA/s72-c/MLR.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-6696166490349897741</id><published>2009-06-30T14:20:00.000+01:00</published><updated>2010-01-17T14:21:45.655Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>Roda já está inventada</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SkqEfm3yPXI/AAAAAAAAGDc/8_yc6DM9xCc/s1600-h/jo%C3%A3o+formosinho.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 272px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353236785628593522" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SkqEfm3yPXI/AAAAAAAAGDc/8_yc6DM9xCc/s320/jo%C3%A3o+formosinho.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Apliquem-se modelos de diferenciação pedagógica, prestem-se apoios, valorize-se a singularidade, mas NUNCA se dispense o trabalho, a disciplina e a responsabilidade do estudante no seu próprio percurso escolar, porque esses valores são os alicerces do seu progresso e sucesso. Ignorar isto é render-se ao facilitismo, à ilusão e à exclusão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://educar.wordpress.com/2008/02/25/o-especialista-atira-ao-lado/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;image origin&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Formosinho deu uma entrevista ao &lt;a href="http://www.jornaldamadeira.pt/not2008.php?Seccao=14&amp;amp;id=127344&amp;amp;sdata=2009-06-29"&gt;Jornal da Madeira&lt;/a&gt; (29.6.2009) e levanta algumas questões importantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destacamos esta frase, pela sua centralidade: «Não podemos viver [na escola] num oásis à parte em que todos nós somos iguais e carinhosos uns com uns outros porque sabemos que a sociedade [isto é, a realidade] não é assim».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudamos este pragmatismo deste professor catedrático do Departamento de Ciências da Educação da Criança do Instituto de Estudos da Criança da Universidade do Minho. Apesar de a escola pública ter de atender e dar resposta aos vários públicos estudantis, com diferentes pontos de partida, culturas, interesses, objectivos e ritmos de aprendizagem (em que o professor tem tanto de avaliar o progresso dos estudantes como seleccionar os melhores), uma coisa é certa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NÃO pode haver qualquer cedência no que toca à atitude dos estudantes perante o trabalho escolar, à exigência de empenho e disciplina para que se criem condições básicas para o bom decorrer do processo de ensino-aprendizagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser um estudante desfavorecido social e culturalmente ou ter problemas emocionais deve dar direito aos apoios possíveis, na escola e fora dela, para que se minimizem as inadaptações desses estudantes à cultura escolar e se compense o facto de partirem mais tarde ou mais detrás do que outros estudantes, nomeadamente aqueles oriundos das classes médias e médias-altas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser um estudante desfavorecido social e culturalmente ou ter problemas emocionais NÃO deve nem pode dar direito à atitude negativa perante o trabalho escolar, à indisciplina, à irresponsabilidade, ao laxismo e ao facilitismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem pelo contrário, a complacência e a não exigência de esforço, trabalho, responsabilidade e disciplina nunca fará evoluir o estudante desmotivado, com menor cultura/apetência para o estudo, e nunca será sinónimo de escola inclusiva. Ter os alunos dentro dos muros da escola não significa, necessariamente, inclusão, se estiverem excluídos da aprendizagem, do saber, das competências que precisam para a vida e que a sociedade actual exige. Se estiverem excluídos dos valores da disciplina, do rigor, do trabalho e da responsabilidade estarão excluídos da vida real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escola de massas e para todos não tem de significar a decadência da qualidade da escola, o que seria uma contradição com aquilo que o tempo actual exige. Há um conhecimento geral e básico que todos devem ter, ponto final. Ser pobre não é impedimento para a criança e jovem ser disciplinado, responsável e empenhado (trabalhador) na escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado é que, desde às classes sociais mais desfavorecidas às mais altas, embora por razões diferentes, estão todos descontentes com a escola pública. O laxismo e o facilitismo falsamente inclusivo e integrador não serve a ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os modelos de organização, de avaliação, de ensino, os currículos, entre outros aspectos, podem ser alterados, mas nada disso assegura que quem não queira aprender, seja indisciplinado e tenha uma má atitude perante o trabalho escolar aprenda algo de válido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez de se tentar reinventar a roda, aquilo que é óbvio e já existe, coloquemos as pessoas a trabalhar nas escolas para aprenderem mais e melhor. Além disso, claro, apliquem-se modelos de diferenciação pedagógica, prestem-se apoios, valorize-se a singularidade, mas NUNCA se dispense o trabalho, a disciplina e a responsabilidade do estudante no seu próprio percurso escolar, porque esses valores são os alicerces do seu progresso e sucesso. Não há modelo de organização pedagógica que dispense essas pressimas/valores no estudante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os três motivadores que existem é o interesse (amor), esperança e medo. Quando o estudante não gosta da disciplina, não tem esperança ou perspectiva que isso lhe traga algo de bom no futuro, resta o medo. Daí que transformem os professores em polícias (medo) na sala de aula. Entretanto, aprende-se pouco e mal. É o deixa andar até à implosão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-6696166490349897741?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/6696166490349897741/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=6696166490349897741' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/6696166490349897741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/6696166490349897741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2009/06/roda-ja-esta-inventada.html' title='Roda já está inventada'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SkqEfm3yPXI/AAAAAAAAGDc/8_yc6DM9xCc/s72-c/jo%C3%A3o+formosinho.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-3346434260133769728</id><published>2009-06-25T14:20:00.000+01:00</published><updated>2010-01-17T14:20:47.626Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Indisciplina e violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Insucesso escolar'/><title type='text'>Vida fácil na escola e regras de vida para estudantes</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SkJnUSltL6I/AAAAAAAAF-Q/A12LpqQa9cc/s1600-h/sykes-bio.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 100px; DISPLAY: block; HEIGHT: 100px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350952905554603938" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SkJnUSltL6I/AAAAAAAAF-Q/A12LpqQa9cc/s320/sykes-bio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Apesar dos alertas racionais e realistas, na forma da mais simples evidência, o FAZ DE CONTA no sistema de ensino continua na maior das descontracções... Olha-se para o lado para não termos a maçada de tomar as medidas (impopulares...) necessárias e limitamo-nos a criar ilusões.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://law.marquette.edu/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;photo origin&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No livro &lt;a href="http://www.amazon.com/Dumbing-Down-Our-Kids-Themselves/dp/0312148232/ref=sr_1_1?ie=UTF8&amp;amp;qid=1245863358&amp;amp;sr=8-1"&gt;&lt;em&gt;Dumbing Down our Kids&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; da autoria de &lt;a href="http://www.the50rules.com/Bio/tabid/3402/Default.aspx"&gt;Charles Sykes&lt;/a&gt;, editado nos anos 90, surge uma lista de regras que os estudantes não aprendem nas escolas. (Estas regras são muitas vezes, erradamente, atribuídas a &lt;a href="http://www.business.uiuc.edu/broker/eleven.htm"&gt;Bill Gates&lt;/a&gt;.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo autor tem outro livro em que expande essas regras que a escola do "tá-se bem" e do irrealismo deixou de ensinar aos estudantes: &lt;a href="http://www.amazon.com/Rules-Kids-Wont-Learn-School/dp/031236038X/ref=sr_1_2?ie=UTF8&amp;amp;qid=1245863358&amp;amp;sr=8-2"&gt;50 Rules Kids Won't Learn In School&lt;/a&gt; («&lt;em&gt;taking on the education system's "modern bubble-wrap mentality" of "no losing, no disappointments, no harsh reality checks," Sykes takes a hard-line but humorous approach to instilling the discipline, morals and good sense that keep kids from becoming "sulky, self-centered, spoiled brats&lt;/em&gt;."»)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ensino facilitista e politicamente correcto, orientado mais para a auto-estima do estudante (amor próprio: nem estamos a falar de auto-confiança; a auto-estima é baseada em nada, não tem sustentação, enquanto a auto-confiança é baseada nalguma coisa) do que para a aprendizagem efectiva, criou uma geração de estudantes sem noção da realidade, fazendo com que falhem na vida posterior à escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jovens são vistos como sendo tão frágeis que precisam estar &lt;strong&gt;isolados da realidade, dos problemas, dos desafios, dos desapontamentos, das suas frustrações, das suas limitações e insuficiências&lt;/strong&gt;. Daí que o que importa é o estudante ter um ego insuflado, esteja centrado em si próprio e se ame a si mesmo acima de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curioso que toda a gente reconhece razão ao autor, mas não se consegue transpor tal clarividência para o concreto. As escolas estão transformadas em locais de faz de conta, de laxismo, de facilitismo, uma espécie de &lt;strong&gt;limbo separado da realidade&lt;/strong&gt;, em que os jovens não assumem as suas responsabilidades enquanto estudantes nem reagem às dificuldades. Parece que o Ocidente enveredou, de uma forma geral, por educar as novas gerações nesta alienação da realidade e insuflá-los de "auto-estima" Em Portugal, o faz de conta e o laxismo atinge valores alarmantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes da recente crise dos mercados financeiros toda a gente fazia de conta que estava tudo bem e que o falso bem-estar económico e social, fruto da especulação, iria durar para sempre. Os que vaticinavam a crise foram alvo de chacota e ridicularizados. A escola no Ocidente também desvia o olhar para não ver a realidade, mas mais tarde ou mais cedo vamos ser confrontados com essa mesma realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há hoje uma cultura geral sobre a educação tão impregnada nas sociedades ocidentais (sobretudo nos professores, depois das lavagens ideológicas que sofreram na formação inicial ...) que quem diz que o rei vai nu é logo visto como louco. Há mesmo cidadãos política e ideologicamente bem de direita que defendem, na educação, as maiores balelas esquerdistas que dão corpo a muito do laxismo/facilitismo actual nas escolas públicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transcrevemos então 11 dessas regras de &lt;a href="http://www.the50rules.com/"&gt;Charles Sykes&lt;/a&gt; (pode &lt;a href="http://www.box.net/index.php?rm=box_v2_mp3_player_shared&amp;amp;node=f_96322090&amp;amp;single_file=1"&gt;ouvir entrevista ao autor&lt;/a&gt;), traduzidas em português:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1&lt;br /&gt;A vida não é fácil, acostuma-te a isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2&lt;br /&gt;O mundo não está preocupado com a tua auto-estima. O mundo espera que tu faças alguma coisa útil por ele ANTES de te sentires bem contigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3&lt;br /&gt;Não ganharás 40 mil euros por ano assim que saíres da escola. Não serás vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que tenhas conseguido comprar o teu próprio carro e telefone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4&lt;br /&gt;Se achas o teu professor rude, espera até teres um Chefe. Ele não terá pena de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5&lt;br /&gt;Fritar hamburgers num restaurante não está abaixo da tua posição social. Os teus avós têm uma palavra diferente para isso: eles chamam-lhe oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6&lt;br /&gt;Se fracassares, não é culpa dos teus pais. Então não lamentes os teus erros, aprende com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7&lt;br /&gt;Antes de nasceres, os teus pais não eram tão críticos ou chatos como agora. Eles só ficaram assim por pagar as tuas contas, lavar as tuas roupas e ouvir-te dizer quanto és porreiro. Então antes de salvares o planeta para a próxima geração, querendo consertar os erros da geração dos teus pais, tenta limpar o teu próprio quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8&lt;br /&gt;A tua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas já não repetes o ano e tens quantas hipóteses precisares até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA com a vida real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9&lt;br /&gt;A vida não é dividida em semestres. Não terás sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados te ajudem a cumprir as tuas tarefas no fim de cada período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10&lt;br /&gt;A televisão NÃO é a vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o bar ou a discoteca para ir trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11&lt;br /&gt;Sê simpático com aqueles estudantes que os demais julgam que são uns marrões. Existe uma grande probabilidade de vires a trabalhar PARA um deles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-3346434260133769728?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/3346434260133769728/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=3346434260133769728' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/3346434260133769728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/3346434260133769728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2009/06/vida-facil-na-escola-e-regras-de-vida.html' title='Vida fácil na escola e regras de vida para estudantes'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SkJnUSltL6I/AAAAAAAAF-Q/A12LpqQa9cc/s72-c/sykes-bio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-6291988754532981993</id><published>2009-06-15T23:17:00.000+01:00</published><updated>2010-01-17T14:20:02.882Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Insucesso escolar'/><title type='text'>«Zona de esforço não negociável»</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SjTYGC_fcHI/AAAAAAAAF7s/opVaMgiKuNg/s1600-h/paula.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 262px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347136255989608562" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SjTYGC_fcHI/AAAAAAAAF7s/opVaMgiKuNg/s320/paula.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://img.rtp.pt/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;image copyright&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Há uma fase inicial de preparação, que tem a ver com&lt;strong&gt; disciplina&lt;/strong&gt;, com &lt;strong&gt;esforço&lt;/strong&gt;, valores que se confundiram. &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Durante décadas a escola foi sendo esvaziada da disciplina e do método&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Os meninos têm que estar muito contentes na escola, têm que estar sempre divertidos. Isto é um erro, não estou a fazer a apologia da reguada, mas estou a dizer que há aqui uma &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;zona de esforço que não é negociável&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. As pessoas têm que &lt;strong&gt;desenvolver recursos internos, construir o seu património&lt;/strong&gt;. Quem tem esse património interpreta a realidade de outra forma, defende-se melhor, antecipa melhor as situações, consegue imaginar melhor, arranja mais depressa solução para situações de impasse, arranja maneira de sair. A utilidade, a aplicação prática - que é uma obsessão contemporânea - é incomensurável.»&lt;br /&gt;[&lt;em&gt;Paula Moura Pinheiro (Câmara Clara - RTP2): &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.dnoticias.pt/Revista.aspx?file_id=dn04015201140609"&gt;&lt;em&gt;Revista Diário&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; (14.06.2009)&lt;/em&gt;]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que é assim tão difícil perceber coisas tão simples? No sistema educativo parece que as verdades simples e evidentes se tornaram indecifráveis. O facilitismo e o laxismo são lei, são uma mentalidade que tudo domina e impõe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E saem alunos da escola pública, que se diz inclusiva (basicamente no sentido que mantém os alunos dentro das paredes da escola, todos «divertidos», mesmo que aprendam pouco ou nada enquanto lá estão, não importa: assegura-se acesso mas não o conhecimento e o sucesso), sem o «património» de que fala Paula Moura Pinheiro, que não é mais do que competências e ferramentas (estas, sim, inclusivas) para a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escola que não lhes dá esse património, mesmo que os alunos sejam diplomados, está a criar exclusão, isto é, a fazer com que esses estudantes/cidadãos abracem a exclusão pela vida fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos estudantes tem na escola pública a única hipótese de mobilidade social (de ser alguém na vida e sair do buraco onde nasceram). Se é tudo feito a brincar, com a indisciplina e a ausência de esforço generalizados, estamos a criar exclusão e a cercear futuros na escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na escola, actualmente, não só a tal «zona de esforço» é negociável, como está tudo montado de cima a baixo para não haver esforço. Nem esforço, nem disciplina, nem muita outra coisa. Está-se a criar exclusão intelectual (do saber), mesmo que mantenha os estudantes na escola (inclusão física).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh que raio. Ninguém vê o evidente? Ninguém &lt;strong&gt;quer&lt;/strong&gt; ver o evidente? Os partidos políticos que andam a propor medidas para aprofundar o laxismo e o facilitismo (exclusão social) na escola pública não poderiam fazer o favor de falar verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A propósito:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2009/06/elementos-sobre-o-estado-da-escola_11.html"&gt;40: Responsabilizar outros actores e não só os docentes&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2009/06/elementos-sobre-o-estado-da-escola_10.html"&gt;39: Professor bode expiatório&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2009/06/elementos-sobre-o-estado-da-escola_02.html"&gt;38: Bandalheira instalada na pública favorece a privada&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2009/06/elementos-sobre-o-estado-da-escola.html"&gt;37: Défice de atenção e insucesso escolar&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2009/05/elementos-sobre-o-estado-da-escola_29.html"&gt;36: Demasiado tempo (não rentabilizado) na escola&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2009/05/elementos-sobre-o-estado-da-escola_21.html"&gt;35: De utopia em utopia até ao laxismo total III&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2009/05/responsabilizar-os-estudantes-pelo-seu.html"&gt;31: Responsabilizar os estudantes pelo seu desempenho&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2009/04/elementos-sobre-o-estado-da-escola_30.html"&gt;30: Onde falhamos nós no público&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2009/04/elementos-sobre-o-estado-da-escola_17.html"&gt;29: Regras e responsabilização das crianças&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2009/04/elementos-sobre-o-estado-da-escola.html"&gt;28: Inflacção de notas&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2009/03/elementos-sobre-o-estado-da-escola_27.html"&gt;27: Responsabilização&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2009/03/elementos-sobre-o-estado-da-escola.html"&gt;26: Inconformismos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2009/02/elementos-sobre-o-estado-da-escola_22.html"&gt;25: Enfrentar a realidade antes que ela nos engula&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2009/02/elementos-sobre-o-estado-da-escola_21.html"&gt;24: Laxismo e facilitismo significam exclusão social&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/search?q=estado+da+escola+p%C3%BAblica"&gt;23: Leste arrasa postura desculpabilizante&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2009/02/elementos-sobre-o-estado-da-escola.html"&gt;22: valores do Trabalho e da Responsabilidade moribundos na escola&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2009/01/elementos-sobre-o-estado-da-escola_06.html"&gt;21: Intervir contra a indisciplina III&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2009/01/elementos-sobre-o-estado-da-escola.html"&gt;20: Intervir contra a indisciplina II&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2008/12/elementos-sobre-o-estado-da-escola_27.html"&gt;19: Intervir contra a indisciplina I&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2008/03/elementos-sobre-o-estado-da-escola.html"&gt;15: Violência (des)camuflada IV&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2007/12/elementos-sobre-o-estado-da-escola.html"&gt;13: violência camuflada III&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2007/11/elementos-sobre-o-estado-da-escola_27.html"&gt;12: violência camuflada II&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2007/11/elementos-sobre-o-estado-da-escola_22.html"&gt;11: Racionalidade e realismo precisam-se&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2007/11/elementos-sobre-o-estado-da-escola_20.html"&gt;10: educação infantil em Portugal (Eduardo Lourenço)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2007/11/elementos-sobre-o-estado-da-escola_09.html"&gt;9: nem ditadura por disciplina nem a ditadura da indisciplina&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2007/11/elementos-sobre-o-estado-da-escola_6905.html"&gt;7: violência camuflada I&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2007/10/elementos-sobre-o-estado-da-escola.html"&gt;1: condições de trabalho&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Outros:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2008/12/professores-de-luto-e-em-luta-141.html"&gt;Complexos de esquerda = facilistismo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2008/12/professores-de-luto-e-em-luta-133.html"&gt;Laxismo pós 25 de Abril trama Educação&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2008/11/escola-ideal-diferente-da-escola-real.html"&gt;Escola ideal é diferente da escola real&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2008/12/elementos-sobre-o-estado-da-escola.html"&gt;Brincamos mesmo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2008/12/elementos-sobre-o-estado-da-escola_26.html"&gt;País de brincalhões&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2008/03/fomentos-da-indisciplina.html"&gt;Fomentos da indisciplina [quando o exemplo nem vem de cima]&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-6291988754532981993?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/6291988754532981993/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=6291988754532981993' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/6291988754532981993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/6291988754532981993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2009/06/zona-de-esforco-nao-negociavel.html' title='«Zona de esforço não negociável»'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SjTYGC_fcHI/AAAAAAAAF7s/opVaMgiKuNg/s72-c/paula.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-3586818218671249212</id><published>2009-06-15T14:51:00.000+01:00</published><updated>2010-01-17T14:52:15.944Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>Saber desvalorizado em Portugal</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SjTgHsDoTtI/AAAAAAAAF70/7i4ct0uDNx0/s1600-h/Paula+Moura+Pinheiro.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347145080285712082" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SjTgHsDoTtI/AAAAAAAAF70/7i4ct0uDNx0/s400/Paula+Moura+Pinheiro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Paula Moura Pinheiro, ao &lt;a href="http://www.dnoticias.pt/Revista.aspx?file_id=dn04015201140609"&gt;Diário&lt;/a&gt;, refere que é «lamentável que o saber não seja mais valorizado.» É o que se sente nas escolas. Nem valorização do saber, nem valorização de valores como o esforço ou a disciplina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Há uns anos entrevistei uma dupla de tradutores de russo que contaram que, nos últimos anos da União Soviética, subornavam-se polícias com livros», o que seria impensável no nosso país, em que seria encarado como algo ofensivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Sabemos que em Cuba não há sabonete, mas o nível de literacia e número de escritores cubanos interessantes são incríveis», afirma a apresentadora do Câmara Clara. Isto é, Cuba vive sob uma ditadura de esquerda, mas o conhecimento é valorizado. Um exemplo, no que toca à atitude perante o saber, para uma certa esquerda e uma certa direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paula Moura Pinheiro pinta o quadro em que nos movemos em Portugal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Temos uma &lt;strong&gt;longa história de iliteracia&lt;/strong&gt; que nos distingue pela negativa dos restantes países europeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 40 anos ler era entendido pela maioria das pessoas como algo ocioso e inútil. Há imensas passagens na literatura portuguesa, no século XIX, em que se fazem piadas sobre isso. O Eça, o Camilo brincaram com essa &lt;strong&gt;desconfiança estrutural que este povo muito iletrado tem com tudo o que seja actividade intelectual&lt;/strong&gt;, cujo resultado prático não se vê imediatamente. Este foi o sentimento dominante durante décadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As novas investigações em neurologia deixam claro que o cérebro de um leitor é diferente de um cérebro de um não leitor. Tem mais ligações nervosas, está desenvolvido de outra maneira. Portanto, quando falo de leitura é porque tem um impacto maior do que as pessoas imaginam. O efeito que isto tem nas pessoas é muito mais fundo. &lt;strong&gt;Se me pergunta se as pessoas aceitam que é importante saber pensar? Claro que não&lt;/strong&gt;. Por isso é que nós tentamos tornar atraente algo a que as pessoas resistem.»&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-3586818218671249212?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/3586818218671249212/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=3586818218671249212' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/3586818218671249212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/3586818218671249212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2009/06/saber-desvalorizado-em-portugal.html' title='Saber desvalorizado em Portugal'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SjTgHsDoTtI/AAAAAAAAF70/7i4ct0uDNx0/s72-c/Paula+Moura+Pinheiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-5075526712424116380</id><published>2009-06-12T14:10:00.000+01:00</published><updated>2010-01-17T14:15:37.956Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>Nova presidente do CNE responsabiliza outros actores e não só os docentes</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SjD0pxMTt9I/AAAAAAAAF5s/LYAmkkpBnq8/s1600-h/CNE.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346041756105553874" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SjD0pxMTt9I/AAAAAAAAF5s/LYAmkkpBnq8/s320/CNE.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ana Maria Bettentourt defende &lt;span style="color:#990000;"&gt;tolerância zero para a indisciplina&lt;/span&gt; nas escolas e &lt;span style="color:#990000;"&gt;mais trabalho e reponsabilidade por parte do estudante&lt;/span&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1385064"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;photo copyright&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tomada de posse, em 20 de Maio último, a nova presidente do Conselho Nacional de Educação, Ana Maria Bettencourt, disse algumas coisas importantes no seu &lt;a href="http://www.cnedu.pt/index.php?section=1"&gt;discurso de tomada de posse&lt;/a&gt;, que vão no sentido de não responsabilizar apenas ou sobretudo os professores pelos resultados do sistema de ensino:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«É necessário que haja uma melhoria visível das aprendizagens e dos resultados escolares. Isto pressupõe uma responsabilidade social alargada, que inclui, designadamente, &lt;strong&gt;professores, escolas, famílias, autarquias, associações locais&lt;/strong&gt;. Encontrar vias para a mobilização de todos, em torno dos desafios educativos é uma questão decisiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Para que &lt;strong&gt;as crianças e os jovens &lt;/strong&gt;aprendam mais, objectivo que todos defendemos, é &lt;strong&gt;importante que durante o seu dia na escola trabalhem mais e assumam responsavelmente o seu ofício de alunos&lt;/strong&gt;.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este discurso de responsabilização dos vários actores sociais, entre eles as famílias e, especialmente, os estudantes, é um discurso anti-laxismo e anti-facilitismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Maria Bettencourt, em entrevista ao &lt;a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1385064"&gt;Público&lt;/a&gt;, quando a jornalista refere «Mas os alunos não têm só problemas de aquisição de conhecimentos, mas de comportamento...», é categórica: «Aí deve haver tolerância zero.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«O que proponho não é facilitismo, mas &lt;strong&gt;mais trabalho para os professores e para os alunos&lt;/strong&gt;.» E referiu a propósito: «Um dos aspectos que me impressionou na escola finlandesa foi os &lt;strong&gt;alunos trabalharem imenso&lt;/strong&gt;.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, a protagonista escorrega quando diz que, «hoje em dia, temos mais capacidade para resolver problemas, mas para isso, os professores têm que trabalhar mais. &lt;strong&gt;Não podem ser só as famílias&lt;/strong&gt;, embora estas sejam importantes; é a escola que tem que ter muito mais responsabilidade.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se as famílias portuguesas, no geral, assumissem grandes responsabilidades pela atitude perante o trabalho escolar e o comportamento na sala de aula dos seus educandos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante a realidade evidente, deveria antes dizer «não podem ser só os professores» a assumir as responsabilidades, que é o que se passa na actualidade de forma escandalosa, em que se coloca ainda sobre os docentes toda ou quase toda responsabilidade do sucesso escolar do aluno, mesmo que este não trabalhe ou não seja disciplinado na sala de aula. E sem conceder ao professor autoridade (este governo deu cabo dela) para educar a vontade da criança ou jovem no sentido do trabalho e da disciplina na sala de aula, para não comprometer ou sabotar o processo de ensino-aprendizagem, com prejuízo de todos os estudantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O blogue Profavaliação leu o discurso de Ana Maria Bettentourt de outra forma: &lt;a href="http://www.profblog.org/2009/06/o-grande-educador-insiste-culpa-e-dos.html"&gt;Aqui&lt;/a&gt;. Embora a nova presidente do CNE utilize demasiado e sobretudo a palavra «mais» para os professores (ainda por cima quando lhes damos menos condições de trabalho, carreira e salário) há ideias que fazem todo o sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que as ideias sejam correctas e de bom senso, não me importa que o protagonista seja socialista, social-democrata, comunista, bloquista ou popular. O segredo é não estar capturado pela ideologia partidária e antes responder aos problemas e à realidade de forma eficaz e adequada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-5075526712424116380?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/5075526712424116380/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=5075526712424116380' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/5075526712424116380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/5075526712424116380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2009/05/nova-presidente-do-cne-responsabiliza.html' title='Nova presidente do CNE responsabiliza outros actores e não só os docentes'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SjD0pxMTt9I/AAAAAAAAF5s/LYAmkkpBnq8/s72-c/CNE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-3502460054187032166</id><published>2009-06-10T14:08:00.000+01:00</published><updated>2010-01-17T14:15:57.506Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>Professor bode expiatório habitual</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SjAdEPtOzbI/AAAAAAAAF5c/elepLCU_hZQ/s1600-h/69_2009.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 276px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345804716461706674" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SjAdEPtOzbI/AAAAAAAAF5c/elepLCU_hZQ/s400/69_2009.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Os professores estão a funcionar como os &lt;span style="color:#990000;"&gt;bodes expiatórios&lt;/span&gt; que assumem ou carregam todas as falhas sociais. O estudante é deixado à mercê do laxismo e não assume a responsabilidade no seu percurso e sucesso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O actual governo de José Sócrates, com a campanha de afrontamento e desvalorização pública que fez desta classe profissional, contribuiu muito para acentuar esse estatuto de bodes expiatórios, que assumem a responsabilidades e insuficiências de terceiros, incluindo a responsabilidade das políticas educativas feitas pelos governos. O ataque empreendido aos professores é um mau serviço à sociedade e vamos levar anos a recuperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensa-se também que basta a pedagogia para o estudante ter sucesso. Não basta. O estudante tem peso e tem responsabilidade no seu percurso. É isso que deixou de acontecer, como ilustra o cartoon acima reproduzido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou-se de um extremo para o outro. Em 2009, mesmo que o estudante seja indisciplinado, não tenha motivação intrínseca e tenha uma atitude negativa perante o trabalho escolar/intelectual, a culpa é sempre do professor, esse semi-deus que pode fazer um estudante ter sucesso escolar com as posturas atrás descritas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se aprender fosse possível sem disciplina pessoal, sem concentração, sem empenho. Enquanto assim acontecer, o professor assumir as responsabilidades dos outros actores envolvidos no processo de ensino-aprendizagem e na educação, não vamos a sítio nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pressão tem de voltar a estar também em cima dos alunos e das famílias. O laxismo e o facilistismo em que caiu a sociedade portuguesa afastam-na da tão desejada produtividade, que nos faça sair da cauda da Europa, onde desgraçadamente teimamos em permanecer. Sem rigor, sem trabalho, sem disciplina e sem as consequentes qualificações e competências nunca mais saíremos do pelotão dos últimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sucesso de uma pessoa, incluindo a actividade enquanto estudante, depende sobretudo de si próprio. É uma verdade básica e simples, mas que se esquece. Pelo contrário, a ideia dominante que o sucesso escolar dos estudantes depende sobretudo do docente é um lirismo, uma utopia, desvalorizando-se a importância decisiva da atitude dos formandos perante o trabalho escolar e das suas atitudes pessoais e valores, na escola e salas de aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem nos utópicos regimes comunistas se acreditava que o sucesso dos indivíduos dependia sobretudo de terceiros. Os exigentes sistemas educativos não faziam o sucesso dos estudantes depender sobretudo do professor. Este contava com disciplina e trabalho por parte dos estudantes. Sem essas duas premissas o professor pode fazer o pino com um dedo que não faz milagres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tive ocasião de ler recentemente, Escartí e Gutiérrez (2006) frisam que diversas investigações (Cecchini et al., 2004; Escartí y Gutiérrez, 2001; Ferrer-Caja y Weiss, 2000; Goudas y Biddle, 1994; Kavussanu y Roberts, 1996; Mitchell, 1996), no âmbito da Educação Física e desporto, revelaram que o tipo de motivação que leva os sujeitos a realizar mais esforço, apresentar maior perseverança e obter um maior grau de satisfação é a &lt;strong&gt;motivação intrínseca&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não significa que o professor não tenha influência, não potencie determinadas qualidades nos estudantes, não possa cativar alguns alunos, mas não consegue fazer sucesso da inércia e da ausência de trabalho ou da indisciplina recorrente e insistente. Quando não existe o mínimo de predisposição face ao trabalho intelectual e ao civismo por parte do estudante é difícil o professor fazer milagres. Estes às vezes acontecem, mas é impossível generalizar milagres para todo o sistema educativo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-3502460054187032166?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/3502460054187032166/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=3502460054187032166' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/3502460054187032166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/3502460054187032166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2010/01/professor-bode-expiatorio-habitual.html' title='Professor bode expiatório habitual'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SjAdEPtOzbI/AAAAAAAAF5c/elepLCU_hZQ/s72-c/69_2009.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-5062432126142744259</id><published>2009-06-08T14:07:00.000+01:00</published><updated>2010-01-17T14:16:16.320Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>Bandalheira generalizada na pública apenas favorece a privada</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SiU5NzSUXUI/AAAAAAAAF24/9mHWdwmhMTM/s1600-h/obama.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 198px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342739442213084482" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SiU5NzSUXUI/AAAAAAAAF24/9mHWdwmhMTM/s320/obama.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;«É preciso &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;investir na educação dos filhos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; como fez a avó de Obama: meteu-o numa escola privada cara».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;João Vaz&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Jornalista&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Correio da Manhã&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;14.11.2008&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é com o &lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2008/12/professores-de-luto-e-em-luta-133.html"&gt;laxismo e o facilitismo&lt;/a&gt; que Portugal tem conhecido, por via das políticas pós-25 de Abril de 1974, que vamos deixar de ler frases como esta. Sucessivos governos, à direita e à esquerda, têm conseguido descredibilizar a escola do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Para uma certa esquerda e uma certa direita autoridade nas escolas é igual a autoritarismo. Neste momento, &lt;strong&gt;está tudo montado de cima a baixo para não haver disciplina, cultura de trabalho ou rigor nas escolas&lt;/strong&gt; públicas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;«A disciplina deve ser um objectivo educacional, porque é a garantia da liberdade e da autonomia na sala de aula e no pátio da escola. &lt;strong&gt;Se deixarmos uma criança entregue a si mesma, é pouco provável que seja livre e disciplinada&lt;/strong&gt;, mas também tenho a certeza de que, se não for feito algum trabalho de interiorização da disciplina, esta nunca surgirá de forma continuada», escreve Daniel Sampaio, na &lt;em&gt;Pública&lt;/em&gt; de 31 de Maio de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refere ainda aquele psiquiatra que se deve «assumir a disciplina como uma necessidade para a sala de aula» e que, «&lt;strong&gt;sem o exercício da disciplina por professores e alunos não haverá apreensão do saber nem produção de conhecimento&lt;/strong&gt;». Isto é, &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;ficam comprometidos os resultados escolares. Os resultados e a preparação das pessoas para a vida&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dnc.kgnu.org/"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;image origin&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-5062432126142744259?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/5062432126142744259/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=5062432126142744259' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/5062432126142744259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/5062432126142744259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2010/01/bandalheira-generalizada-na-publica.html' title='Bandalheira generalizada na pública apenas favorece a privada'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SiU5NzSUXUI/AAAAAAAAF24/9mHWdwmhMTM/s72-c/obama.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-8839960289021949292</id><published>2009-06-07T13:23:00.000+01:00</published><updated>2010-01-17T14:16:34.011Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>Demasiado tempo (não rentabilizado) na escola</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/Sh_HRJfQ3gI/AAAAAAAAF1Q/2JYi9e-ilgQ/s1600-h/HARD-WORK.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 310px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341206780503449090" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/Sh_HRJfQ3gI/AAAAAAAAF1Q/2JYi9e-ilgQ/s400/HARD-WORK.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;A demasiada dispersão e o demasiado tempo passado na escola pelas crianças é um problema real. &lt;span style="color:#990000;"&gt;Maior problema do que esse é o tempo na escola não ser rentabilizado&lt;/span&gt; devido à atitude negativa dos estudantes perante o trabalho escolar, à má atitude cívica (indisciplina e violência) e ao pouco rigor no sistema (permissividade).&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.t-chest.co.uk/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;photo copyright&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;«Excesso de trabalhos de casa prejudica a aquisição de conhecimento» e «crianças trabalham mais do que os adultos», lia-se no &lt;a href="http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=6041DE0F-51F6-4774-BA3E-E8E90DDB6D81&amp;amp;channelid=ED40E6C1-FF04-4FB3-A203-5B4BE438007E"&gt;Correio da Manhã&lt;/a&gt; de 19.5.2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Uma criança pequena em idade escolar trabalha, em média, nove horas por dia, o "exacto equivalente ao trabalho profissional de vida de um adulto", o que representa malefícios físicos, psicológicos e morais. A conclusão é da investigadora Maria José Araújo, do Centro de Investigação e Intervenção Educativas da Universidade do Porto. Para a especialista, os trabalhos de casa (TPC) "são inúteis no sentido de que só fazem apelo à memória e não ao conhecimento". Como tal, depois de trabalharem as cinco horas obrigatórias na escola, as crianças deveriam apenas brincar, que "é para elas também uma forma de adquirirem conhecimento".»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Correio da Manhã ouviu ainda Albino Almeida, da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), que «defende que os TPC "exigem que os pais dêem aulas em casa, mas os professores não podem esquecer que há um conjunto de pais que têm muito baixas qualificações escolares e, portanto, não têm competência para ajudar".»&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-8839960289021949292?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/8839960289021949292/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=8839960289021949292' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/8839960289021949292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/8839960289021949292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2010/01/demasiado-tempo-nao-rentabilizado-na.html' title='Demasiado tempo (não rentabilizado) na escola'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/Sh_HRJfQ3gI/AAAAAAAAF1Q/2JYi9e-ilgQ/s72-c/HARD-WORK.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-2461001995566367820</id><published>2009-05-30T12:38:00.000+01:00</published><updated>2010-01-17T14:17:03.476Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Indisciplina e violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Insucesso escolar'/><title type='text'>Onde está a vontade política para a real inclusão?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/S1MFmwTy6iI/AAAAAAAAAVY/oKRLwkfwm9E/s1600-h/300x300_alert.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5427688139272677922" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/S1MFmwTy6iI/AAAAAAAAAVY/oKRLwkfwm9E/s320/300x300_alert.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.cepro.com/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;picture (c)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se tem feito para que existam condições de aprendizagem nas escolas e nas salas de aula, para que exista VERDADEIRA INCLUSÃO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inclusão que permita os alunos aprenderem. A inclusão que exija e decorra de uma atitude positiva perante o trabalho e a disciplina escolares por parte dos estudantes. A inclusão que se baseie e decorra do rigor e da qualidade, que preparem os jovens para a vida e não para a ilusão do facilitismo, do laxismo e da irresponsabilidade individual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os problemas sociais e emocionais dos estudantes devem ser tidos em conta nos processos disciplinares e alvo de actuação profissional. Disso não tenho dúvidas. É preciso actuar também nas causas e não apenas tratar sintomas. Contudo, não significa que os problemas de cada um sirvam de justificação ou desculpabilização da indisciplina/violência escolares ou da atitude negativa perante o trabalho escolar e aprendizagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escola pública, com o laxismo vigente, exclui estudantes da formação e de uma efectiva preparação para a vida e ao acesso à mobilidade social. Prioriza-se o marcar presença na escola. A fazer o quê não é o mais importante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inclusão "faz de conta", daquela que se preocupa apenas em ter as crianças e jovens na escola, não importa como e em que condições, não prepara pessoas para a vida. Prepara pessoas para a ilusão, para a reprodução social e para a marginalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de trabalho e a ausência de disciplina por parte dos estudantes são os maiores factores de exclusão na escola. É mais fácil transferir responsabilidades pessoais para entidades exteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defendo e luto para que os estudantes tenham as melhores condições e oportunidades de aprendizagem na escola; defendo e luto para que tenham apoios (educativos, sociais e outros), mas nada de iludir as suas responsabilidades individuais no seu percurso escolar. Ter problemas não dá o direito de impedir que outros aprendam nem justifica a preguiça escolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui cito o amigo, psicólogo e pedagogo José Augusto Fernandes (Projecto S.O.F.I.A), que diz o seguinte: «nós somos 100% o nosso património genético, 100% a educação que tivemos, mas somos, sobretudo, o que fazemos com essas duas componentes.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordo que se valorize a capacidade de comando e determinação do indivíduo (a sua vontade e capacidade de decisão e de mudança) no que toca à condução da sua vida, em detrimento do determinismo genético e educacional, que é desculpabilizante e desresponsabilizante do indivíduo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recuso justificar a inacção e a irresponsabilidade individuais, transferindo as culpas apenas ou basicamente para a esfera social, genética ou educacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou ciente do peso das circunstâncias, mas estou cansado da cantiga do costume de culpar a sociedade, a genética e a educação por tudo o que de mal acontece aos indivíduos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-2461001995566367820?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/2461001995566367820/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=2461001995566367820' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/2461001995566367820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/2461001995566367820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2010/01/onde-esta-vontade-politica-para-real.html' title='Onde está a vontade política para a real inclusão?'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/S1MFmwTy6iI/AAAAAAAAAVY/oKRLwkfwm9E/s72-c/300x300_alert.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-4000232662591707237</id><published>2009-05-28T14:50:00.000+01:00</published><updated>2009-05-31T03:59:01.067+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>Défice de atenção e insucesso escolar</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SiHvaW05TKI/AAAAAAAAAU4/kHyiTco4jtY/s1600-h/EasilyDistracted%20(Medium).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341813869121195170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SiHvaW05TKI/AAAAAAAAAU4/kHyiTco4jtY/s320/EasilyDistracted%2520(Medium).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.thorntongraphics.co.nz/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;image copyright&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O défice de atenção e concentração no desempenho de uma tarefa é causa de insucesso escolar. Um estudo americano estabeleceu, cientificamente, a relação entre os dois factores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma criança em tenra idade (pré-escolar) que não é capaz de prestar atenção e concentrar-se numa só tarefa, o mais provável é que tenha um baixo rendimento académico na adolescência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Estudio establece una relación directa entre ambos factores, independientemente del CI de los niños. Si un niño en edad preescolar no es capaz de atender en clase o de centrarse en una sola tarea, lo más probable es que tenga un bajo rendimiento académico en el instituto. Esto es lo que ha revelado una investigación de la Universidad de California-Davis realizada con casi 700 niños durante más de 20 años, y cuyos resultados apuntan a que existe una relación directa entre el déficit de atención a edades muy tempranas y el fracaso escolar de los adolescentes. Los autores del estudio señalan &lt;strong&gt;la importancia, por tanto, de que padres y profesores tengan en cuenta que los problemas de atención han de tratarse desde el inicio de la edad escolar&lt;/strong&gt;, para evitar complicaciones a largo plazo.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;laxismo e permissividade actuais&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, no sistema de ensino português, em que não se educa a vontade e atenção da criança e depois do adolescente, com enormes défices de concentração, aliados depois à indisciplina e à atitude negativa perante o trabalho intelectual, só conduz a uma caminho: mais insucesso escolar, por mais que se disfarcem as estatísticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a criança tem défice de atenção, mais um motivo para que a disciplina, a exigência e o rigor no trabalho escolar sejam uma forma de corrigir tal problema. &lt;strong&gt;Paninhos quentes e complacências (desculpabilização) apenas agrava o problema&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.tendencias21.net/El-deficit-de-atencion-en-preescolar-afecta-al-rendimiento-academico-en-la-adolescencia_a3323.html"&gt;Fonte&lt;/a&gt; (via &lt;a href="http://terrear.blogspot.com/"&gt;Terrear&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-4000232662591707237?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/4000232662591707237/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=4000232662591707237' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/4000232662591707237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/4000232662591707237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2009/05/defice-de-atencao-e-insucesso-escolar.html' title='Défice de atenção e insucesso escolar'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SiHvaW05TKI/AAAAAAAAAU4/kHyiTco4jtY/s72-c/EasilyDistracted%2520(Medium).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-6522317023764861629</id><published>2009-05-28T14:40:00.004+01:00</published><updated>2009-05-28T15:07:39.337+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Exames'/><title type='text'>Responsabilizar os estudantes pelo seu (des)empenho</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/ShE2SnyYVTI/AAAAAAAAFzA/xkNIZkxlSOw/s1600-h/estudante.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337106726956586290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/ShE2SnyYVTI/AAAAAAAAFzA/xkNIZkxlSOw/s320/estudante.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O conhecimento tem de ser valorizado e a escola tem de ser encarada como algo sério, que implica trabalho, esforço e disciplina.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://estudandodireito.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;photo copyright&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;«Testes responsabilizam as crianças», refere uma notícia da Lusa no dia em que os estudantes do 4º e 6º anos fazem provas de aferição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora os testes não meçam todas as competências, «tanto especialistas de educação como pais defendem as provas de aferição como meio de preparar os estudantes para desafios mais rigorosos», na medida em que «contribuem para &lt;strong&gt;incutir nas crianças o sentido de responsabilidade&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;prepará-las para desafios futuros&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;melhorar o ensino&lt;/strong&gt;.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do 25 de Abril de 1974 passou-se a ideia que tudo era fácil e que a escola era mais um local de entretenimento. É com bons olhos que assistimos a uma nova onda de pensamento em que a responsabilidade do sucesso esccolar não cabe apenas aos professores ou aos políticos, mas também às crianças e encarregados de educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Para as crianças é bom habituarem-se a estes testes, numa perspectiva de &lt;strong&gt;auto-responsabilização&lt;/strong&gt;, porque se passarem muitos anos sem serem submetidas ao rigor poderão não interiorizar essa responsabilidade», defendeu o vice-presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais, António Amaral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sucesso de uma pessoa, incluindo a actividade enquanto estudante, depende sobretudo de si próprio. É preciso contrariar a ideia dominante que o sucesso escolar dos estudantes depende sobretudo do docente ou dos pais, desvalorizando-se a &lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2007/11/elementos-sobre-o-estado-da-escola_22.html"&gt;&lt;strong&gt;importância decisiva da atitude dos formandos perante o trabalho escolar e das suas atitudes pessoais e valores, na escola e salas de aula&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até certa altura pensou-se que, para o estudante ter sucesso, não precisava de empenhar-se, realizar esforço ou autodisciplinar-se. Bastaria ter um bom professor, empunhando a pedagogia certa, para cada um dos seus alunos, cativando milagrosamente para a aprendizagem quem não quer aprender e liderando de forma a resolver a indisciplina generalizada com "panhinhos quentes", como se a sala de aula fosse um laboratório (espaço utópico) à parte da realidade social e cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho do docente enquanto orientador, facilitador e gestor de condições de aprendizagem, nunca pode susbtituir o trabalho e a atitude de cada estudante no processo de aprendizagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a &lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2007/11/elementos-sobre-o-estado-da-escola_22.html"&gt;pressão e a responsabilidade &lt;/a&gt;do sucesso escolar de quem aprende estiver, sobretudo ou quase em exclusivo, sobre o professor, os resultados escolares não melhoram. A função do professor não é trabalhar em vez do formando ou assumir as responsabilidade de quem aprende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2007/11/elementos-sobre-o-estado-da-escola_22.html"&gt;Racionalidade e realismo precisam-se&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-6522317023764861629?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/6522317023764861629/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=6522317023764861629' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/6522317023764861629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/6522317023764861629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2009/05/responsabilizar-os-estudantes-pelo-seu.html' title='Responsabilizar os estudantes pelo seu (des)empenho'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/ShE2SnyYVTI/AAAAAAAAFzA/xkNIZkxlSOw/s72-c/estudante.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-9165380171674167715</id><published>2009-04-29T12:20:00.000+01:00</published><updated>2009-05-02T01:05:38.371+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Indisciplina e violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>Onde falhamos nós, no público</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SfkG2doBSVI/AAAAAAAAFw4/8BsLySwFlXA/s1600-h/cover.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330299166704879954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SfkG2doBSVI/AAAAAAAAFw4/8BsLySwFlXA/s320/cover.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Continuamos iludidos ao pensarmos que a permissividade e o laxismo incluem. Pelo contrário, excluem porque não prepara as pessoas para a vida. Sobretudo quem depende da escola pública para a sua formação.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.happynews.com/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;photo copyright&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Numa notícia intitulada «Ensino privado convida alunos a sair», no Público de 29.03.2009, lemos o seguinte: «&lt;strong&gt;É no sistema de ensino privado que o domínio das atitudes e dos valores pode prejudicar os alunos&lt;/strong&gt;, sobretudo quando se portam mal, dizem os especialistas contactados pelo PÚBLICO.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem defender soluções radicais (permissividade ou autoritarismo), a realidade é que as escolas privadas resolvem os problemas de indisciplina. A disciplina e o empenho são pré-requisitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Na escola pública, em nome da inclusão, reina a permissividade&lt;/strong&gt; (a boa atitude perante o trabalho escolar e o bom comportamento não são pré-requisitos: tem de ser o professor a inventá-los... e se não os "conquista" é incompetente...) e não há consequências relevantes para o estudante indisciplinado, que continua a prejudicar a sua aprendizagem (a cultivar a sua &lt;strong&gt;auto-exclusão&lt;/strong&gt;) e as aprendizagens dos restantes alunos da turma (privá-los do direito à boa aprendizagem: mais exclusão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua a notícia referida: «"Nos colégios, muitas vezes, os &lt;strong&gt;comportamentos quando são negativos têm um reflexo maior na classificação&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;Nas escolas públicas&lt;/strong&gt;, como os problemas do comportamento se associam a outros, a escola &lt;strong&gt;tenta não penalizar os alunos&lt;/strong&gt;, porque eles já estão em risco", explica Isabel do Vale, psicóloga na básica 2/3 Patrício Prazeres, em Lisboa.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«É a "cultura da escola", aponta o professor universitário José Morgado. "&lt;strong&gt;O pai, quando opta pelo privado, não está disposto a pagar pelo insucesso e o colégio não está disponível para resolver problemas de comportamento&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Nas públicas, não podemos falhar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, porque a maioria dos pais não pode ir comprar qualidade de ensino [às privadas]", justifica.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Público da data mencionada dizia ainda: «O director da Escola Técnica e Liceal Salesiana de Santo António, no Estoril, padre Joaquim Teixeira da Fonseca, confirma que, &lt;strong&gt;se um aluno "está a prejudicar e não está a aproveitar, é avisado, é&lt;span style="color:#cc0000;"&gt; convidado a trabalhar&lt;/span&gt; e, quando não quer, é convidado a sair".»&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;As consequências do mau comportamento devem ser imediatas e não reflectirem-se na nota&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, defende João Lopes, da Universidade do Minho. Castigar através das notas "é muito primário" e não traz benefícios ao aluno, que pode desmotivar-se e ter insucesso, aponta a psicóloga clínica Maria João Santos, do Espaço para a Saúde da Criança e do Adolescente, em Lisboa.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para concluir, eu não compreendo como se pode ter uma escola privada para preparar bem as pessoas, do ponto de vista das atitudes, valores e do trabalho, e &lt;strong&gt;insistimos num modelo de escola pública que, em nome de uma pseudo inclusão, neglegencia tais aspectos&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pensarmos bem, &lt;strong&gt;o ensino público deveria ser mais exigente do que o privado, porque a maior parte dos estudantes que frequentam a escola pública dependem dela (da formação que proporciona ou deveria proporcionar) para serem alguém na vida, para acederem à mobilidade social.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem frequenta o ensino privado&lt;/strong&gt; tem outras alternativas, para além do contexto familiar e social favorável, que torna estes estudantes &lt;strong&gt;menos dependentes da escola para vencer na vida&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;Na escola pública, os estudantes em geral dependem mais dela para evoluírem&lt;/strong&gt;. E sem disciplina e trabalho por parte do estudante, dificilmente a escola pública ganhará credibilidade e cumprirá o seu papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Nas públicas, não podemos falhar, porque a maioria dos pais não pode ir comprar qualidade de ensino [às privadas]"», como se diz muito bem na notícia, mas a verdade é que &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;a escola pública do laxismo e da permissividade crescentes está a falhar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Para meu desapontamento. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Está tudo montado de cima a baixo para não haver disciplina e uma boa atitude perante o trabalho escolar por parte de quem aprende.&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; Para não haver condições de ensino-aprendizagem.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-9165380171674167715?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/9165380171674167715/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=9165380171674167715' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/9165380171674167715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/9165380171674167715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2009/05/onde-falhamos-nos-no-publico.html' title='Onde falhamos nós, no público'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SfkG2doBSVI/AAAAAAAAFw4/8BsLySwFlXA/s72-c/cover.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-2810875729869810051</id><published>2009-04-17T16:41:00.000+01:00</published><updated>2009-04-17T16:42:32.260+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>Regras e responsabilização na educação das crianças</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/Seicq4MLDEI/AAAAAAAAFuI/k5FBPydeRO8/s1600-h/psi.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325678819817491522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 213px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/Seicq4MLDEI/AAAAAAAAFuI/k5FBPydeRO8/s320/psi.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;«Faltam regras na educação das crianças», diz o psicólogo espanhol Guillermo Ballenato. ««[P]enso que agora se peca pela permissividade. Os filhos estão a reclamar autoridade, precisam de ser postos no seu lugar.» Para este profissional um dos maiores erros dos pais é «serem demasiado permissivos e brandos, não lhes impondo limites nem regras.»&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://clix.expresso.pt/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;photo copyright: Jorge Simão/Expresso&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;No &lt;a href="http://clix.expresso.pt/faltam-regras-na-educacao-das-criancas=f508483"&gt;Expresso&lt;/a&gt; (10.4.2009) o autor de &lt;em&gt;Educar sem Gritar&lt;/em&gt;, um &lt;em&gt;best seller&lt;/em&gt; em Espanha, acabou de ser lançado em Portugal pela A Oficina dos Livros, refere, em síntese:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Há um provérbio que diz: "&lt;strong&gt;Se educas o teu cavalo aos gritos, não esperes que te obedeça quando simplesmente lhe falas&lt;/strong&gt;." Só te obedecerá quando lhe gritares. Não se trata só da forma, mas também do conteúdo. Um trato negativo, humilhante, desvalorizante faz perder a auto-estima dos filhos e a autoridade dos pais, porque se perde o respeito. Os filhos devem ver nos pais um &lt;strong&gt;modelo de conduta, de respeito e de comunicação&lt;/strong&gt;, e tenderão a imitar o que vêem em nós. Não podemos dizer aos berros a um filho "Já te disse que não grites!", porque com a nossa conduta estamos a dizer que os gritos são legítimos.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«[P]enso que agora se peca pela &lt;strong&gt;permissividade&lt;/strong&gt;. Os filhos estão a reclamar autoridade, precisam de ser postos no seu lugar. &lt;strong&gt;Se tudo lhes é permitido, se nada lhes custa a conquistar, estamos a criar crianças inadaptadas. As crianças têm que ter regras, percebê-las e cumpri-las.&lt;/strong&gt; Há vários estilos educativos, e acredito que nem o autoritário nem o permissivo ou liberal, nem tão pouco o paternalista ou sobreprotector, funcionam. Penso que o &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;estilo democrático e dialogante&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; é o que resulta melhor. Note-se que &lt;strong&gt;não existe uma relação de igualdade, os filhos não estão ao nível dos pais, mas há uma comunicação fluida entre as duas partes&lt;/strong&gt;.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;«A autoridade que reivindico é moral, fruto da competência, coerência e do &lt;strong&gt;sentido de justiça&lt;/strong&gt;. Um pai injusto ou incoerente é um pai que perdeu a autoridade. A autoridade não vem por se castigar mais.»&lt;/p&gt;&lt;p&gt;«Um pai que tem competência para educar, que é autoconfiante, que é um pai feliz, um exemplo e &lt;strong&gt;modelo&lt;/strong&gt; de carisma que apeteça seguir, conquista uma autoridade moral enorme. &lt;strong&gt;Nos primeiros anos de vida, as crianças devem ter normas muito claras e fixas&lt;/strong&gt;. [...] Quem permite excepções uma, duas, três vezes, perde a mão e vive numa discussão constante. A arbitrariedade é o pior inimigo da educação.»&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;NOTA: não é fácil determinar onde começa a «excepção» e onde termina a«flexibilidade»...&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;«É evidente que não há máquinas perfeitas de educar, mas modelos e regras a seguir.»&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A «&lt;strong&gt;escola de pais&lt;/strong&gt; - nos centros, nas escolas - devia ser obrigatória. Temos de ter formação para guiar um carro, porque não devemos ter também para educar e formar outro ser? Devíamos ter um diploma para educar, e não o temos. Estas &lt;strong&gt;técnicas podem ser ensinadas&lt;/strong&gt; e há fórmulas e alternativas para resolver alguns dos problemas com que os pais mais se debatem. Só com boas intenções não se pode educar.»&lt;/p&gt;&lt;p&gt;«A verdadeira chave está em &lt;strong&gt;ser suficientemente firme e claro nas regras&lt;/strong&gt;, ponderando-as, e suficientemente flexível quando um momento o exigir.»&lt;/p&gt;&lt;p&gt;«Os pais devem relaxar e dar espaço aos filhos para aprenderem sozinhos - na escola, com os colegas e professores -, dando-lhes essa &lt;strong&gt;responsabilidade&lt;/strong&gt;. Esse é o seu trabalho. Adoro a frase "Se queres ver uma criança com os pés na terra, coloca-lhe sobre os ombros uma responsabilidade". E não se devem julgar os filhos pelos seus resultados escolares, mas sim pelo seu esforço. Jamais olhei para a agenda das minhas filhas para ver que deveres têm para o dia seguinte. Nem nunca o farei. Elas sabem que estudar é o seu trabalho, que isso é a sua vida, e que têm essa responsabilidade. Explico-lhes como fazer, dou-lhes métodos e incentivo, mas &lt;strong&gt;não me substituo a elas na assunção de responsabilidade&lt;/strong&gt;. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;«O melhor prémio é o &lt;strong&gt;reconhecimento e o elogio&lt;/strong&gt;. Mas a recompensa não deve ser excessiva. Por exemplo, eu jamais dei um presente às minhas filhas pelos seus êxitos na &lt;strong&gt;escola, isso é o seu trabalho e o seu dever&lt;/strong&gt;. O contrário descamba facilmente numa situação em que as crianças dizem: "Se não há prémio, não o faço."&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;NOTA: o reconhecimento e o elogio nem custam dinheiro...&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;«Há duas ideias-chave na educação. Uma é a &lt;strong&gt;atenção &lt;/strong&gt;- esta é a grande maravilha à disposição de todos os pais, é fácil e grátis. É o maior prémio, e o pior castigo é a retirada de atenção. A outra é &lt;strong&gt;convicção&lt;/strong&gt;. A sua expectativa e crença nos filhos origina uma realidade. Se um pai diz a um filho "sei que o vais fazer bem", as hipóteses de isso acontecer são maiores do que se disser "não sei se consegues". Estimular a autoconfiança nas crianças é uma ferramenta poderosíssima. É quase como uma profecia autocumprida.»&lt;/p&gt;&lt;p&gt;«[S]e tivesse de apontar um número, diria que 80% vem da educação e 20% da genética.»&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;NOTA: aqui cito o amigo, psicólogo e pedagogo José Augusto Fernandes, que diz o seguinte: «nós somos 100% o nosso património genético, 100% a educação que tivemos, mas somos, sobretudo, o que fazemos com essas duas componentes.» E aqui concordo com José Augusto Fernandes, em que valoriza a capacidade de comando e determinação do indivíduo (a sua vontade e &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;capacidade de decisão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e de mudança) no que toca à condução da sua vida, em detrimento do determinismo genético e educacional, que é desculpabilizante e desresponsabilizante do indivíduo. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Recuso justificar a inacção e a irresponsabilidade individuais, transferindo as culpas apenas ou basicamente para a esfera social, genética ou educacional&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Estou ciente do peso das circunstâncias, mas estou cansado da cantiga do costume de culpar a sociedade, a genética e a educação por tudo o que de mal acontece aos indivíduos.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-2810875729869810051?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/2810875729869810051/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=2810875729869810051' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/2810875729869810051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/2810875729869810051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2009/04/regras-e-responsabilizacao-na-educacao.html' title='Regras e responsabilização na educação das crianças'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/Seicq4MLDEI/AAAAAAAAFuI/k5FBPydeRO8/s72-c/psi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-2233856866476482451</id><published>2009-04-11T00:29:00.000+01:00</published><updated>2009-04-11T00:30:29.317+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>Inflacção de notas escolares</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SdPxCYq_vkI/AAAAAAAAFrA/HGhyO9Ph0Yo/s1600-h/get%2520real%2520burst.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319860608139509314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 217px; CURSOR: hand; HEIGHT: 221px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SdPxCYq_vkI/AAAAAAAAFrA/HGhyO9Ph0Yo/s400/get%2520real%2520burst.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A escola pública está transformada, em geral, num limbo de ilusões e num local de exclusão devido ao laxismo e facilitismo generalizados, que são justificados por posturas de desculpabilização e complacência falsamente inclusivas.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.jrironchefvt.org/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;photo copyright&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;«Atitudes e comportamento dos alunos podem determinar subida de notas», leu-se no Público&lt;br /&gt;de 29.03.2009, notícia assinada por Bárbara Wong.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«O saber pode não ser tudo» porque um «aluno assíduo, pontual, que coopera e se porta bem pode ver uma nota negativa passar a positiva».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que se passa na escola pública a ajuda a descredibilizá-la. Pressionados para mostrar melhores resultados, às vezes, «os professores abusam deste parâmetro da avaliação e &lt;strong&gt;os resultados nas pautas são melhores do que o expectável&lt;/strong&gt;, denunciam alguns especialistas.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido à &lt;strong&gt;indisciplina e à má atitude perante o trabalho intelectual generalizadas&lt;/strong&gt;, em vez de haver medidas para as resolver, procura-se actuar indirectamente premiando ou penalizando as notas pelo comportamento e atitude perante o trabalho escolar. Naturalmente, &lt;strong&gt;contribui para falsear os reais conhecimentos e competências dos alunos&lt;/strong&gt;. Quantos níveis três (menos), no 2º e 3º Ciclos, não são realmente níveis dois?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um &lt;strong&gt;contributo para o estado de laxismo e facilitismo instalado&lt;/strong&gt;, já que &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;não se exige dos alunos, como premissa para o seu sucesso, disciplina e esforço na escola&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. É isto que é normal. Mas, há quem o justifique alegando que «só assim se podem manter na escola alunos que estão em risco de abandono ou de insucesso escolar.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;falsa inclusão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, porque &lt;strong&gt;podem estar na escola, mas pouco aprendem&lt;/strong&gt;. Tanto ao nível dos conhecimentos e competências, como ao nível da disciplina e das atitudes pessoais (civismo). &lt;strong&gt;Na vida real a falta de saberes e o pouco empenho excluem, não incluem&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;Cria um ensino de duas velocidades&lt;/strong&gt;: uns adquirem realmente competências e conhecimentos; os outros não ou nem tanto, apesar de terem notas positivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Viver uma ilusão na escola pode ser confortável para os menos disciplinados e trabalhadores mas não os dota de ferramentas para a vida&lt;/strong&gt;. Além de que o facto de ser-se complacente com esses comportamentos e atitudes prejudica-se também o direito à educação de qualidade dos restantes alunos das turmas, cujas aprendizagens são prejudicadas pela indisciplina e atitude negativa relativamente ao trabalho intelectual de alguns alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«O factor das atitudes e do comportamento "ganhou um peso desmesurado que leva a que os alunos tenham uma &lt;strong&gt;visão irrealista&lt;/strong&gt; das suas competências", alerta João Lopes, professor do Departamento de Psicologia da Universidade do Minho, que defende que os docentes "têm a noção que, &lt;strong&gt;se avaliassem só os conhecimentos académicos, haveria uma hecatombe&lt;/strong&gt;", pois as notas seriam piores», continua o referido artigo. «"Como não há balizas concretas, esse parâmetro serve de &lt;strong&gt;almofada para proteger as fragilidades dos alunos&lt;/strong&gt;", acusa Pedro Rosário, professor da Universidade do Minho.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem defenda que incluir as atitudes dos alunos na nota académica é «"desejável, porque o bem-estar do aluno está para além do rendimento escolar e do realizar os trabalhos de casa"», porque este reside também na participação nas aulas, motivação e empenho. Ora aí está um problema derivado de &lt;strong&gt;um &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;equívoco&lt;/span&gt;: decide-se premiar aquilo que é normal a que um aluno corresponda, no que toca à disciplina, «participação nas aulas, motivação e empenho.»&lt;/strong&gt; É um equívoco que a «"avaliação deva ser usada para motivar"», na esmagadora maioria dos casos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dar à nota escolar uma «natureza pedagógica», «para manter na escola aqueles que estão em risco de abandono ou insucesso» &lt;strong&gt;não é o melhor caminho para resolver o insucesso e abandono escolares&lt;/strong&gt;. Se o quisermos resolver de facto. Isso é &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;falsear &lt;/span&gt;a realidade e excluir essas crianças e jovens do conhecimento&lt;/strong&gt;. E com isso &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;exclui-los&lt;/span&gt; da ascensão e mobilidade social&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Por que não&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, por exemplo,&lt;/span&gt; &lt;strong&gt;apoiar e responsabilizar os que menos se empenham e auto-disciplinam em vez da postura de desculpabilização, de complacência e dos paninhos quentes?&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que razão os alunos com níveis negativos, como acontece em outros países, não são obrigados, por exemplo, a trabalhar nas férias do Verão, na escola, para recuperar dos conhecimentos não adquiridos, seja devido a dificuldades de aprendizagem, seja devido à indisciplina e ao pouco empenho? Para que ninguém ou quase ninguém ficasse retido no mesmo ano escolar? Não seria esta, não ficar retido, uma grande motivação real para esses alunos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E está-se a esquecer os alunos cuja nota ainda baixa mais devido à falta de empenho e ao comportamento indisciplinado... Que respostas existem para esses?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E termina assim o artigo do &lt;em&gt;Público&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Para esses casos [aumento da nota por bom comportamento e empenho], "devia encontrar-se um eufemismo: &lt;strong&gt;nota por motivos emocionais&lt;/strong&gt;", sugere Pedro Rosário, lembrando que os estudantes que trabalham podem não compreender essa atribuição de notas.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«"Fazemos pesar demasiado as atitudes nas notas e isso é um &lt;strong&gt;erro, porque não contribui para a melhoria dos comportamentos, nem dos resultados. É ilusório&lt;/strong&gt;", opina João Lopes.»&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-2233856866476482451?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/2233856866476482451/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=2233856866476482451' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/2233856866476482451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/2233856866476482451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2009/04/inflaccao-de-notas-escolares.html' title='Inflacção de notas escolares'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SdPxCYq_vkI/AAAAAAAAFrA/HGhyO9Ph0Yo/s72-c/get%2520real%2520burst.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-3961735487674274718</id><published>2009-03-20T15:26:00.001Z</published><updated>2009-03-20T15:27:17.260Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>Parábola do Professor</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/ScOqDqi7WRI/AAAAAAAAFn8/38tfqW126e0/s1600-h/jesus%2520teaching%2520about%2520the%2520kingdom.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315278965164431634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 270px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/ScOqDqi7WRI/AAAAAAAAFn8/38tfqW126e0/s320/jesus%2520teaching%2520about%2520the%2520kingdom.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Um texto que circula, com passagens da autoria de&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://terrear.blogspot.com/2009/03/parabola-do-professor.html"&gt;José Matias Alves&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://thebiblerevival.com/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;photo origin&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Naquele tempo, Jesus subiu ao monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem. Depois, tomando a palavra, ensinou-os dizendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em verdade vos digo, bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serãosaciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro interrompeu: Temos que aprender isso de cor?&lt;br /&gt;André disse: Temos que copiá-lo para o caderno?&lt;br /&gt;Tiago perguntou: Vamos ter teste sobre isso?&lt;br /&gt;Filipe lamentou-se: Não trouxe o papiro-diário.&lt;br /&gt;Bartolomeu quis saber: Temos de tirar apontamentos?&lt;br /&gt;João levantou a mão: - Posso ir à casa de banho?&lt;br /&gt;Judas exclamou: Para que é que serve isto tudo?&lt;br /&gt;Tomé inquietou-se: Há fórmulas, vamos resolver problemas?&lt;br /&gt;Tadeu reclamou: Mas porque é que não nos dás a sebenta e pronto!?&lt;br /&gt;Mateus queixou-se: eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos fariseus presentes, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada, tomou a palavra e dirigiu-se a Ele, dizendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde está a tua planificação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é a nomenclatura do teu plano de aula nesta intervenção didáctica mediatizada?&lt;br /&gt;E a avaliação diagnóstica? E a avaliação prognóstica? E a avaliação diferencial? E a avaliação sumativa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a avaliação institucional?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quais são as tuas expectativas de sucesso? Quais as mais valias desta aula? Qual a previsão das aprendizagens de cada aluno?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendes para a abordagem da área em forma globalizada, de modo a permitir o acesso à significação dos contextos, tendo em conta a bipolaridade da transmissão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quais são as tuas estratégias conducentes à articulação e recuperação dos conhecimentos prévios?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondem estes aos interesses e necessidades do grupo de modo a assegurar a significatividade do processo de ensino-aprendizagem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incluíste actividades integradoras com fundamento epistemológico produtivo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os espaços alternativos das problemáticas curriculares gerais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Propiciaste espaços de encontro para a coordenação de acções transversais e longitudinais que fomentem os vínculos operativos e cooperativos das áreas concomitantes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quais são os conteúdos conceptuais, processuais e atitudinais que respondem aos fundamentos lógico, praxeológico e metodológico constituídos pelos núcleosgenerativos disciplinares, transdisciplinares, interdisciplinares e metadisciplinares?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quais os conteúdos declarativos que sustentam toda a progressão vertical? E a articulação com o projecto curricular de turma, projecto curricular de ano, projecto curricular de escola, projecto educativo de escola e agrupamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caifás, o pior de todos, disse a Jesus:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ver os resultados finais de cada aluno do ano passado. Quero ver as avaliações do primeiro, segundo e terceiro períodos e reservo-me o direito de, no final, aumentar as notas dos teus discípulos, para que ao Rei não lhe falhem as previsões de um ensino de qualidade e não se lhe estraguem as estatísticas do sucesso. Serás notificado em devido tempo pela via mais adequada. E vê lá se reprovas alguém! Lembra-te que ainda não és titular e não há quadros de nomeação definitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... E Jesus pediu a reforma antecipada aos trinta e três anos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-3961735487674274718?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/3961735487674274718/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=3961735487674274718' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/3961735487674274718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/3961735487674274718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2009/03/parabola-do-professor.html' title='Parábola do Professor'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/ScOqDqi7WRI/AAAAAAAAFn8/38tfqW126e0/s72-c/jesus%2520teaching%2520about%2520the%2520kingdom.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-4710275178410681370</id><published>2009-03-16T12:38:00.005Z</published><updated>2009-03-16T12:50:35.208Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Indisciplina e violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Insucesso escolar'/><title type='text'>State of the undiscipline address</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/Sb5Ku6IOHsI/AAAAAAAAAUo/nzLpX_Wi1lY/s1600-h/001367_39.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313766780081938114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 256px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/Sb5Ku6IOHsI/AAAAAAAAAUo/nzLpX_Wi1lY/s320/001367_39.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Uma injecção de realidade dedicada aos colegas Maurício e Irene, que a indisciplina e a violência psicológica na escola os empurraram para fora do ensino, prematuramente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.edutopia.org/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;photo copyright&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Lamentamos…&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;1. A normalização da cultura de laxismo e facilitismo, isto é, da atitude negativa perante o trabalho intelectual e perante a disciplina na sala de aula, bem como a justificação da irresponsabilidade individual pela origem social, o nível socio-económico ou contingências da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Que esteja tudo montado, de cima a baixo, para não haver disciplina, como é exemplo flagrante a burocratização da acção disciplinar, geradora de mais papéis e convocação de recursos humanos, do que actuação concreta e eficaz: os nossos brandos costumes continuam a vingar nos corredores da escola. Pouco interessa o que o aluno faz, desde que esteja na sala de aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Que a violência bruta e directa como danificar material da escola, tomar álcool, chamar nomes ou agredir outrem seja considerada mais grave (violenta) e dê direito a suspensão, mas que a «outra violência, porque mais subtil, mais pela calada, mais insidiosa e “normal”» (Alice Vieira: JN 9.12.2007 ), passe impune: é o não saber viver em comunidade, a ameaça, o nenhum interesse pelo que se passa dentro da sala, a provocação constante, o falar alto e repetidamente apesar de advertido vezes sem conta, o uso de palavrões, a recusa a realizar as tarefas da aula, desobediência às indicações do docente, afrontar o professor quando este toma medidas disciplinares, a obstaculização do processo de ensino-aprendizagem ou a violação do direito que os outros alunos têm a uma aprendizagem decente de forma reiterada, com consequências colectivas, mas sem consequências significativas. Como é uma zona de acção sem lei, sem consequência relevante, são os alunos que mandam - determinam o ritmo, o clima e a qualidade da aula. «E não há nada pior do que a normalização, do que a banalização da violência», disse a mesma Alice Vieira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Que a disciplina e a cultura de trabalho não sejam encaradas e exigidas como premissas básicas a serem observadas pelos estudantes no processo de ensino-aprendizagem, obrigando o professor a um braço de ferro todos os dias, em cada aula e a cada momento da aula para impor, à força, essas condições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Que não se dê conta da contradição entre a ausência de condições de trabalho nas salas de aulas, para um bom decorrer do processo de ensino-aprendizagem, e a exigência para o professor apresentar resultados escolares por parte dos alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Que quem não actua na sala de aula com agressividade, com gritos, com marcação homem a homem, seja encarado, na nossa cultura, como sinal de fraqueza. O que não diria Gandhi, esse expoente da estratégia da não-violência… «Não existe um caminho para paz! A paz é o caminho!"»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Que um conjunto claro e sucinto de regras não estejam institucionalizadas, como o respeito pelo professor, como condição prévia, independentemente de ser mais magro ou mais gordo, mais “general” ou mais democrático, para que se liberte o agente de ensino para a relação pedagógica saudável, para a tal «paz» como «caminho», que é dificultada quando cabe apenas ao professor impor as regras na sala de aula, um caminho aberto para gerar conflitos entre professores e alunos, já que recai sobre o docente o ónus e o odioso (o prejuízo, a personificação do “mal”) dessa imposição das regras – como se as regras saíssem da cabeça de cada professor, sem enquadramento e suporte social e institucional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. O entendimento que a generalização da receita “marcação professor-aluno” ou “professor estilo touro enraivecido face a qualquer movimento na arena ” é a solução para o estado de indisciplina que se vive, quando tal actuação, que apenas resolve momentaneamente os sintomas, numa estratégia de sobrevivência, não actua sobre as causas, não muda a mentalidade e atitude cultural dos estudantes, não torna a escola num espaço onde as pessoas possam respirar e crescer, faz da escola um local de hostilidade, não perdura, funciona só quando a autoridade está a controlar em presença, gera paus-mandados, não garante nem tem nada a ver com o ambiente (saudável) necessário para o decorrer do processo de ensino-aprendizagem, não estimula a autonomia e a responsabilidade individuais dos jovens estudantes, não melhora os resultados da escola. Acaba tudo por cair em cima da escola e na sua imagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Que se espere do professor que se imponha, com violência, para equilibrar a realeza individual de estudantes sem civismo, incapazes de comportamento auto-determinado ou do cumprimento de deveres básicos como o dever de respeito pelo direito à aprendizagem dos outros alunos, consignado em lei, e não se prevejam as consequências perversas, na formação da juventude, de um ensino feito à base de professores-generais, de marcação cerrada, ou de professores-cowboys, disparando contra tudo o que se mexa, com elevado desgaste pessoal. Mais fácil para quem não tem um horário com vinte e duas horas lectivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. O discurso, assente num mito, de que a disciplina na escola e na sala de aula está apenas dependente do professor, sobretudo quando é deixado sozinho - sem autoridade, sem base para a acção disciplinar, num ambiente de impunidade. «Os professores são deixados sozinhos e sem meios sobre a indisciplina crescente» diz Daniel Sampaio (revista Pública 4.1.2009).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. A outra ideia cómoda, mas igualmente utópica, de que a pedagogia e o professor podem, por milagre, fazer aprender quem não trabalha, não estuda, não valoriza o saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Ainda outra ideia ilusória de que, se o conselho de turma se puser de acordo quanto ao uso do barrete e da pastilha elástica na sala de aula, tudo se resolve, de novo, no estrito campo de acção do professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. Que não se valorize o «risco [que] é evidente: se não valorizarmos o pequeno incidente de indisciplina, se não respondermos de imediato com medidas correctivas de responsabilização, a desordem cresce dia após dia. Sabe-se hoje que a degradação do clima na escola progride por estádios, desde a recusa de regras na turma e pouco trabalho, até actos graves de delinquência (agressão a professores, destruição de material escolar), com etapas intermédias de pequenos delitos, comportamentos provocatórios e desafios à autoridade que denunciam uma violência latente.» (Daniel Sampaio: revista Pública 4.1.2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. Que a indisciplina impeça ou condicione, ainda, a opção por determinadas estratégias pedagógicas estimuladoras da autonomia, do aprender fazendo, do raciocínio, da responsabilidade, do trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15. Que o professor tenha de despender o tempo que deveria ser para apoio individualizado e para a diferenciação pedagógica, na sala de aula, em actos de policiamento e controlo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16. Que enquanto noutras culturas europeias (para nem falar nas culturas orientais ou da Europa de Leste) ser um aluno preguiçoso, indisciplinado e de insucesso é uma vergonha, no nosso meio é aceitável e até popular. Que conhecer e saber seja tão desvalorizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17. Que o rigor, a disciplina e o esforço pessoais continuem a ser conotados com valores fascistas pelos complexos ideológicos do pós-25 de Abril de 1974, mas se dê tanto espaço à ditadura da indisciplina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18. Que se discipline mais os docentes e funcionários do que os alunos-REI, deixados num limbo de irresponsabilidade e impunidade, caminho aberto para as mais diversas pulsões narcisistas e exibicionistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19. Que se limite a atirar as culpas para os pais, com a ideia utópica de querer mudar os pais a partir da escola quando nem se consegue mudar e disciplinar os estudantes, que estão todos os dias dentro da escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20. Que se ignore a realidade como esta proferida por Medina Carreira: «com gente indisciplinada, pode (até) levar para lá um professor catedrático. O professor catedrático não ensina nada porque eles não deixam ensinar.» (SIC 3 de Julho de 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21. Que seja anti-pedagógico encaminhar um aluno para a biblioteca realizar tarefas escolares, mas seja encarado como normal e pedagógico a obstaculização da aprendizagem dos outros estudantes por esse mesmo aluno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22. Que se chegue ao ponto de desconfiar da justeza das comunicações e participações disciplinares feitas pelos docentes, mais um acto grave de desautorização, como se o professor não fosse uma pessoa de bem, de boa fé ou de confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23. Que o corpo docente não seja mais solidário e corporativo nas questões da indisciplina, remetendo-se muitos ao silêncio (isolamento ou optando pela ilusória companhia de ansiolíticos) em vez de expor a realidade nos lugares próprios como os grupos disciplinares, departamentos curriculares e conselhos de turma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nélio de Sousa, Calheta, 30 de Janeiro de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conteúdo exposto pelo docente nélio sousa foi subscrito, até ao momento, por todo o conselho de turma da turma quatro do sétimo ano, da turma um do quinto ano e da turma dois do nono ano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-4710275178410681370?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/4710275178410681370/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=4710275178410681370' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/4710275178410681370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/4710275178410681370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2009/03/state-of-undiscipline-address.html' title='State of the undiscipline address'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/Sb5Ku6IOHsI/AAAAAAAAAUo/nzLpX_Wi1lY/s72-c/001367_39.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-7077999637959457295</id><published>2009-03-16T12:14:00.004Z</published><updated>2009-03-16T12:37:28.767Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>Desnudar alguns absurdos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SaiKnvVUHaI/AAAAAAAAFcA/eNCnUuZY4qU/s1600-h/IMG.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307644576181525922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 208px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SaiKnvVUHaI/AAAAAAAAFcA/eNCnUuZY4qU/s320/IMG.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SaA87BdWySI/AAAAAAAAFao/jZhLPjJ4q20/s1600-h/IMG.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5305307345743956258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 205px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SaA87BdWySI/AAAAAAAAFao/jZhLPjJ4q20/s320/IMG.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SaA7cwBiNTI/AAAAAAAAFaY/OgTXQBpTH54/s1600-h/IMG_0002.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5305305726156158258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 213px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SaA7cwBiNTI/AAAAAAAAFaY/OgTXQBpTH54/s320/IMG_0002.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Perante o agudizar de determinados problemas no ensino, é preciso cruzar leituras, sem cegueiras ou complexos ideológicos, com abertura e sentido crítico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixamos aqui uma trilogia, que tem a sua pertinência, quer se goste quer não, embora a razão não esteja apenas de um só lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Os Filhos de Rousseau&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; (Relógio d’Água, 1997) &gt; Maria Filomena Mónica&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Eduquês em Discurso Directo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (2006) &gt; Nuno Crato&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;A Lógica dos Burros&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; (Publicações Europa-América, 2007) &gt; Gabriel Mithá Ribeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes livros têm em comum serem acérrimos críticos da chamada pedagogia romântica (utópica, idealista, desligada da realidade e do contexto da sua época) e do lóbi das ciências da educação &amp;amp; associados. Maria Filomena Mónica, por exemplo, referiu que tinha por objectivo «contrariar as veleidades totalitárias dos pedagogos», «por pensar que aprender exige esforço».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa é certa: se não forem moderados e cruzados com a realidade, determinados ideais utópicos, que pululam a educação portuguesa, podem conduzir ao desastre. É preciso denunciar problemas como a indisciplina endémica nas salas de aula, sem medo de ser-se acusado de reaccionário ou outra coisa qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz-me impressão essa ideia (pouco humilde e irrealista) de que o professor empunhando orgulhosamente a pedagogia poderia mudar o mundo a partir da sala de aula. Mentira. Por vezes, acontecem milagres, mas é a excepção e não a regra, quando um conjunto de circunstâncias se conjugam para além do docente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca devemos desistir de fazer melhor e ter algumas utopias como farol para a nossa caminhada mas, entretanto, temos de viver o dia-a-dia nas circunstâncias deste mundo. É com elas que temos de lidar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escola pública ao permitir (pactuar, tolerar, ignorar) a falta de condições de trabalho para alunos e docentes está a conduzir aqueles para o insucesso escolar (e até abandono) e estes para a permamente insatisfação profissional. Essa é a maior e mais grave discriminação e selectividade social que a escola pública faz. Ao não dar aos alunos as ferramentas para a vida. Cria inadaptados. Cria analfabetos funcionais. Gera marginalização social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Esquerda gosta de justificar o insucesso e abandono escolar apenas a montante: nas causas socio-económicas e culturais. As crianças e jovens não têm responsabilidade no seu insucesso escolar e a justificação está no contexto, é-lhes exterior. Detém-se no factor social e identifica-o como a causa dos resultados escolares e educativos. O papel do indivíduo, a sua vontade pessoal, é menosprezada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Direita detém-se mais nos factores da disciplina e do trabalho. Na acção do próprio indivíduo. Nos factores intrínsecos ao indivíduo. Relativiza os factores externos, como o contexto socio-cultural, no sucesso escolar e educativo da pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A disciplina e o trabalho individuais são dois factores nucleares para o sucesso escolar. São as condições base do trabalho numa escola, seja do aluno, seja dos professores. Seja escola pública ou privada. O contexto socio-cultural do indivíduo não deve relativizar esses factores. A criança resiste à disciplina e ao trabalho. Porque custa. Mas, os adultos, têm de fazer o seu papel e preparar as crianças para a realidade da vida (educar a vontade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho do facilitismo não é opção porque o mundo não é assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor orienta, apoia, cria as condições e oportunidades para que o processo de aprendizagem seja o melhor possível, mas não é o professor que tem de trabalhar em vez de quem aprende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, hoje, é como se o aluno estivesse dispensado do trabalho, esforço, predisposição para a aprendizagem e disciplina pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escola, a pedagogia e o docente nunca substituirão a necessidade de disciplina por parte de quem aprende, para que possa aprender mais e melhor. O trabalho intelectual exige rigor e disciplina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Recorde-se:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2009/03/leste-europeu-arrasa-postura.html"&gt;Alunos do Leste europeu arrasam postura desculpabilizante&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2009/02/laxismo-e-facilistismo-escolares.html"&gt;Laxismo e facilitismo estudantis significam exclusão social&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2009/02/os-complexos-e-tabus-do-centro-e-da.html"&gt;Complexos de esquerda = facilistismo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2009/01/laxismo-ps-25-de-abril-de-1974-trama.html"&gt;Laxismo pós 25 de Abril trama Educação&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2008/11/escola-ideal-diferente-da-escola-real.html"&gt;Escola ideal é diferente da escola real&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-7077999637959457295?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/7077999637959457295/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=7077999637959457295' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/7077999637959457295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/7077999637959457295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2009/03/desnudar-alguns-absurdos.html' title='Desnudar alguns absurdos'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SaiKnvVUHaI/AAAAAAAAFcA/eNCnUuZY4qU/s72-c/IMG.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-299386413787458400</id><published>2009-02-24T12:30:00.000Z</published><updated>2009-03-16T12:32:03.871Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>Leste europeu arrasa postura desculpabilizante</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SZbD9Sdo46I/AAAAAAAAFKg/cYAGcdoplnU/s1600-h/300px-Eastern-Europe-extended-map.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302641068970927010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 305px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SZbD9Sdo46I/AAAAAAAAFKg/cYAGcdoplnU/s320/300px-Eastern-Europe-extended-map.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.encyclopedia-areola.com/pt/wiki/Europa_Oriental.html"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;photo copyright&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;em&gt;Deixemo-nos de brincadeiras e aprendamos alguma coisa com as lições que vêm do Leste europeu, em termos educativos, enquanto é tempo. Políticos, decisores, professores, pais e estudantes. A ver se a bandalheira termina.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciclicamente, umas nações crescem e evoluem e outras entram em decadência. Hoje assistimos ao enfraquecimento do Ocidente. Aconteceu com grandes civilizações e com poderosos impérios. Pena não conseguirmos actuar em tempo útil sobre os factores que conduzem ao declínio das nações, nomeadamente a nossa nação portuguesa, que já foi império...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARTE 1: TESE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«1. A teoria &lt;em&gt;eduquesa&lt;/em&gt; do coitadinho é o húmus de onde brota toda a irresponsabilidade. Baseia-se na seguinte ideia: privatização dos benefícios e socialização dos prejuízos. O Estatuto do Aluno é um exemplo da monstruosidade da teoria do coitadinho. A culpa é sempre da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A vinda de alunos do Leste para Portugal desmentiu a teoria do coitadinho. Regra geral, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;os alunos do Leste são mais pobres do que os portugueses pobres e - milagre! - são melhores alunos do que os portugueses melhores&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A que se deve um tal "milagre"? Trabalho, respeito e responsabilidade. Exactamente o que falta aos pais de muitos alunos portugueses, ricos, remediados e pobres. Andam com o rei na barriga e perderam o respeito aos professores. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Alguém lhes disse, erradamente, que o triunfo era possível sem esforço e sem trabalho árduo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. O ME foi criando normativos e dando orientações que agravaram a percepção errada de muitos pais portugueses sobre o direito ao sucesso. Essas orientações e práticas levaram muitos pais portugueses a concluir, erradamente, que é possível &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;aprender sem esforço e respeito pelos professores&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Os alunos do Leste não serão mais inteligentes do que os portugueses. São apenas mais respeitadores e trabalhadores. E os pais são mais responsáveis.» [&lt;a href="http://www.profblog.org/2009/02/alunos-do-leste-arrasam-teoria-do.html"&gt;LER NA ORIGEM&lt;/a&gt;]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARTE 2: REPORTAGEM CONFIRMA TESE&lt;br /&gt;Recordo a conclusão de uma notícia da Grande Reportagem (01.01.2005) sobre os bons resultados dos alunos de países do Leste europeu, nas escolas portuguesas, que dá conta de alguns aspectos entre os tais múltiplos factores em jogo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«&lt;strong&gt;Afinal, não há nenhum problema com o tão vilipendiado sistema de ensino em Portugal, já que é possível&lt;img class="gl_bold" alt="Bold" src="http://www.blogger.com/img/blank.gif" border="0" /&gt; obter níveis de aproveitamento escolar bastante exigentes&lt;/strong&gt;; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;problema sim parece existir com os jovens portugueses, que em média apresentam nas mesmas disciplinas resultados muito abaixo dos seus colegas do lado de lá da Europa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, apesar de todos os problemas de ambientação, de instabilidade, de precariedade económica e de níveis de bem-estar que este últimos e as suas famílias, naturalmente, atravessam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluímos assim que a grande deficiência da educação em Portugal não se situa afinal ao nível dos padrões e dos métodos de ensino, mas é sim de natureza social. Por alguma razão que falta descortinar, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;os jovens portugueses [&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2008/10/menor-qualidade-e-fraca-atitude-dos.html"&gt;e pior ainda os jovens madeirenses&lt;/a&gt;] não encontram no seu ambiente natural (familiar, social, etc.) nem os mecanismos de treino e amadurecimento do raciocínio nem os estímulos que os levem a aplicar-se disciplinadamente nos estudos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, ao contrário do que acontece com os alunos originários do Leste.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso virem jovens do Leste europeu para se valorizar os nossos professores... e dizer que, afinal, os métodos de ensino podem ter a ver menos do que se pensa com o insucesso escolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E deixo outra nota: por que razão os estudantes da Madeira têm menor qualidade (piores resultados académicos e menor desenvolvimento social/de cidadania) do que os alunos ao nível do país, como traduzem os resultados? Tanto investimento e nada? Será apenas por causa dos professores, certamente... que não sabem ou se esquecem do que têm a fazer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARTE 3: MAIS TESTEMUNHOS NA PRIMEIRA PESSOA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Fui, esta tarde, à reprografia da escola e encontrei uma funcionária nova. Perguntei: "É brasileira?" Ela respondeu: "sou moldava". "E onde é que aprendeu a falar tão bem o português?" Ela: "Eu? Sozinha!" "Tem filhos?" "Dois. Estão na escola". "Gosta da escola portuguesa?", perguntei. "Muito diferente da Moldávia. Em Portugal não há respeito pelos professores e a escola ensina pouco. Nada exigente", respondeu. "Por que razão os alunos do Leste têm tão bons resultados?", perguntei. "Muito trabalho em casa. Duas horas por dia de estudo. É pena aqui os professores não passarem trabalhos para casa. Alunos portugueses não respeitam os professores. Os nossos respeitam. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Damos valor à escola&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;", acrescentou.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Há uns dias falei com um jovem que veio da Moldávia há 4 meses. Aprendeu a falar português, quase correctamente, sozinho. Disse-me que os professores em Portugal são muito melhores - um professor na Moldávia dá as suas aulas e não explica se um aluno tiver dúvidas. A colega que estava perto de si, tb moldava, confirmou-me tudo.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Todos os alunos e pais de Leste dizem o mesmo: somos professores dedicados, atenciosos, mas os alunos e pais portugueses não nos valorizam nem respeitam. E &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;ainda não tive aluno do Leste que não fosse dos melhores, em todos os aspectos: em termos académicos, no trato, em termos de valores humanos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;a href="http://www.profblog.org/2009/02/licoes-da-moldavia.html"&gt;MAIS AQUI&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARTE 4: RECUSAR A POSTURA DESCULPABILIZANTE (POLITICAMENTE CORRECTA E GENERALIZADA), SEM MEDO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os obstáculos de partida não podem ser usados como álibi para a ausência de esforço ou empenho dos jovens no trabalho escolar de aprendizagem. Bem pelo contrário - paninhos quentes e o atirar das culpas todas à sociedade (sempre injusta...) não resolvem nada - a escola deve reforçar esse empenho por parte do estudante ao mesmo tempo que proporciona condições e oportunidades para vencer as lacunas com origem no seu meio socio-cultura. Aos que chegam à escola em desvantagem precisam de mais trabalho do que os outros, para poderem evoluir e não acabarem no abandono e exclusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde fica o espaço da acção e auto-determinação dos indivíduos? Do seu papel na condução do seu próprio destino?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se desresponsabilize o indivíduo, que não é um mero joguete do destino e do contexto socio-cultural, sem acção ou vontade próprias. Para citar José Augusto Fernandes, brilhante educador que já esteve na minha escola duas vezes, nós somos 100% o nosso património genético, 100% a educação que tivemos, mas somos, sobretudo, o que fazemos com essas duas componentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recuso justificar a inacção e a irresponsabilidade individuais, transferindo as culpas apenas ou basicamente para a esfera social. Estou ciente do peso das circunstâncias, mas estou cansado da cantiga do costume de culpar a sociedade por tudo o que de mal acontece aos indivíduos. O facto de ter tido em casa um pai alcoólico, com todos os problemas que daí brotam, nunca foi álibi para não trabalhar na escola e ou gerar indisciplina para obstaculizar o bom decorrer das aulas, a aprendizagem dos meus colegas ou andar a infernizar a vida dos professores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O indivíduo tem uma palavra a dizer e um papel a desempenhar no superar desses obsctáculos. Com a ajuda que existir à sua volta, seja na escola ou fora dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escola pública tem de dizer basta e recusar ser votada ao &lt;em&gt;babysitting &lt;/em&gt;e ao entretenimento, à indisciplina e ao pouco trabalho, alienada da realidade, que satisfaz cidadãos irresponsáveis, sem consciência do peso do conhecimento e da consequente impreparação do país para os desafios da economia global, quer se goste ou não do rumo dessa economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como me disse ontem o meu amigo Kris, professor americano na Madeira, «&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;these people will be run over by a train of reality&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;». Não diria melhor. Venha a injecção de realidade quanto antes, que está mais perto do que longe decorrente da actual grave crise financeira, económica e, a breve trecho, social.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-299386413787458400?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/299386413787458400/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=299386413787458400' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/299386413787458400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/299386413787458400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2009/03/leste-europeu-arrasa-postura.html' title='Leste europeu arrasa postura desculpabilizante'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SZbD9Sdo46I/AAAAAAAAFKg/cYAGcdoplnU/s72-c/300px-Eastern-Europe-extended-map.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-3154390540970480544</id><published>2009-02-18T12:27:00.001Z</published><updated>2010-01-17T14:54:41.235Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>Laxismo e facilitismo escolares significam exclusão social</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SaAAsIrQyiI/AAAAAAAAFXM/ny6k3ZHqrPo/s1600-h/Maria_Filomena_Monica.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5305241119285627426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 230px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SaAAsIrQyiI/AAAAAAAAFXM/ny6k3ZHqrPo/s320/Maria_Filomena_Monica.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;em&gt;Parafraseando Maria Filomena Mónica, sob a capa de um falso igualitarismo e inclusão balofa, «aniquilam a única oportunidade que os filhos dos pobres têm de sair do buraco onde nasceram.»&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mulheres-ps20.ipp.pt/Maria_Filomena_Monica.htm"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;photo copyright&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quando anda toda a gente com o discurso politicamente correcto da escola inclusiva, poucos são os que se apercebem da contradição com a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A NOSSA ESCOLA portuguesa (e madeirense) do nivelamento por baixo, do laxismo e facilitismo estudantis, do discurso do coitadinho e da "sociedade/civilização fonte de todos os males", da indisciplina e ausência de trabalho generalizados nas salas de aula, entre outros factores, é TUDO MENOS INCLUSIVA. Aliás, exclui duplamente os estudantes e ainda descredibiliza a escola pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porquê? Porque quem precisa mais da educação, quem parte em desvantagem, que são as classes menos letradas, cultural e socialmente menos favorecidas, não encontram na escola o nível de exigência e de ensino que lhes permitiria aceder à mobilidade e ascensão social. Porque não conseguem afirmar-se pela inteligência e pelo conhecimento. Acabam muitos na escolaridade mínima, no abandono e no insucesso escolares, isto é, na exclusão pura e dura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há românticos (ou antes malabaristas) que conseguem ver nisto inclusão... e, pasme-se, justiça social... Ó povo enganado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desidério Murcho refere ser «evidente que &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;quem tem a ganhar com um mau ensino generalizado, em que todos os estudantes passam [&lt;em&gt;passar sem saber devido ao nivelamento por baixo&lt;/em&gt;], é quem tem privilégios&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;», as elites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo professor afirma que o «filho de um professor universitário ou de um médico tenha uma educação miserável na escola é muito pouco importante porque a tem em casa; mas &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;para o filho do pedreiro, é muito grave: se não a tem na escola, não a tem em lado nenhum&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado é este: «&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;os filhos dos que não pertencem às elites, mesmo que sejam mais inteligentes do que os outros, vão ficar sempre para trás&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.» E um «sistema em que &lt;strong&gt;apenas as elites têm acesso à educação&lt;/strong&gt; é um sistema pior porque nesse sistema pessoas muito mais inteligentes do que os que pertencem às elites não podem desenvolver todo o seu potencial, porque são &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;à partida excluídos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.» (&lt;a href="http://pascal.iseg.utl.pt/~ncrato/Recortes/DMurcho_Publico_20020129.htm"&gt;LER MAIS&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ensino mais pobre é igual a dupla exclusão (não se dão ferramentas para as pessoas governarem a sua vida no futuro). E não me venham com as cantigas desculpabilizantes (do facilistismo por parte de quem aprende) do costume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2009/01/elementos-sobre-o-estado-da-escola_06.html"&gt;Medina Carreira&lt;/a&gt;, que foi ministro das finanças do I Governo Constitucional (1976-1978), liderado pelo Partido Socialista, corrobora: «o problema é este: &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;aqueles que precisavam de ser objecto de exigência e da aprendizagem, que são aqueles das classes mais baixas, eles vão ficar tão preparados que serão de classes mais baixas amanhã&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Os seus filhos vão ser de uma classe média, como a minha filha é. É que nós estamos a &lt;strong&gt;manter esta estratificação&lt;/strong&gt;, exactamente &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;não ensinando àqueles aos quais precisaríamos de exigir&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;... Porque aqueles que estão em baixo é que precisam ser trazidos para cima. &lt;strong&gt;Não é dizer: Coitadinhos, não aprendam nada, vocês não têm culpa de nada, são uns desgraçadinhos, agora continuem&lt;/strong&gt;... Não, não! Esses é que têm que ser puxados, não são as suas filhas ou a minha.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vai mais longe: «Se os pais tivessem a noção do mal que estão a fazer aos filhos; e se os filhos tivessem a noção da &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;hipoteca&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; que os políticos estão a lançar sobre eles - &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;no futuro vão ficar uns ignorantes, na maior parte dos casos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; - eles já tinham vindo para a rua protestar. Não eram os sindicatos! Eram os meninos.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pascal.iseg.utl.pt/~ncrato/Recortes/MFMonica23022003.htm"&gt;Maria Filomena Mónica&lt;/a&gt;, catedrática que criticou severamente o ensino do Estado Novo e sempre se assumiu como esquerdista (liberal), diz bem que, «sob a capa da retórica igualitarista, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;aniquilam a única oportunidade que os filhos dos pobres têm de sair do buraco onde nasceram&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.» E conlcui: «se a correlação entre educação e crescimento económico é falsa, a existente entre classe social e êxito escolar é uma realidade.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Numa livraria perto de si:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Os Filhos de Rousseau&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (Relógio d’Água, 1997) &gt; Maria Filomena Mónica&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Eduquês em Discurso Directo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (2006) &gt; Nuno Crato&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;A Lógica dos Burros&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (Publicações Europa-América, 2007) &gt; Gabriel Mithá Ribeiro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-3154390540970480544?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/3154390540970480544/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=3154390540970480544' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/3154390540970480544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/3154390540970480544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2009/02/laxismo-e-facilistismo-escolares.html' title='Laxismo e facilitismo escolares significam exclusão social'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SaAAsIrQyiI/AAAAAAAAFXM/ny6k3ZHqrPo/s72-c/Maria_Filomena_Monica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-5371692627542431060</id><published>2009-02-16T12:25:00.002Z</published><updated>2009-03-20T17:39:50.541Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>Complexos de esquerda = facilitismo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/STiBZSmUjII/AAAAAAAADQM/WwEsFBfO6nw/s1600-h/600px-No_Left_Turn_sign_svg.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5276109234953817218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/STiBZSmUjII/AAAAAAAADQM/WwEsFBfO6nw/s320/600px-No_Left_Turn_sign_svg.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Os complexos e tabus do centro e da esquerda, relativamente a certos aspectos ou valores educativos, está na origem da balda e do facilitismo reinante nas escolas portuguesas, incluindo a Madeira.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://upload.wikimedia.org/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;picture copyright&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há assuntos que personalidades e instituições ligados à educação (incluindo os professores, sindicatos e o Ministério da Educação) têm dificuldade em discutir de forma aberta, porque é politicamente incorrecto e incómodo. O facilitismo, a atitude negativa do estudante perante o trabalho, a indisciplina e a violência nas escolas estão entre esses assuntos complicados de abordar. São tabus para um dado posicionamento ideológico-cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;CDS-PP, desde a primeira hora, sempre foi contra a contabilização dos resultados dos alunos para a avaliação dos professores&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, ciente não só da dificuldade técnica de aplicar tal critério de forma racional e rigorosa, como também por ser um partido de direita, que não pactua com os &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;complexos de direita da esquerda&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (mesmo da esquerda social-democrata do Governo de Sócrates) que teimam em dar lastro ao facilitismo relativamente a estudantes e pais, no peso que a sua acção ou inacção têm no sucesso ou insucesso/abandono escolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mão de ferro deste governo é só para os professores. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Os restantes actores são desresponsabilizados&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, estando o CDS-PP, sem complexos, contra tal laxismo e facilitismo, como se o sucesso dos estudantes não dependesse, em larga medida, da sua disciplina, da sua atitude perante o trabalho intelectual (escolar) e da socialização/valores cultivados no meio familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Não se desresponsabilize os indivíduos&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;no papel que têm na condução do seu destino. A&lt;/span&gt; culpa não está toda no exterior, na sociedade, no outro. O indivíduo não é um joguete. Quem aprende tem de empenhar-se. Não há pedagogia que faça um estudante aprender se este não trabalhar e não estudar. Não se pode dar água a um cavalo que não tem sede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí este governo negar a &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;violência, a indisciplina e a falta de empenh&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; dos estudantes nas escolas portuguesas. É como se estas realidades não tivessem peso nos resultados escolares, como se não obstaculizassem o processo de ensino-aprendizagem. Pensam que o professor pode, através da pedagogia, vencer estes problemas que o ultrapassam em grande medida, como se fosse um semi-deus capaz de resolver os problemas socio-culturais e económicos dos estudantes a montante da sala de aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que motivos para aprender (motivação), é preciso &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;educar a vontade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; de jovens dolentes, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;viciados em inércia e facilitismo de toda a ordem&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, por uma sociedade que deixou de valorizar o trabalho como trave mestra do sucesso na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;pensam que trabalho, rigor, disciplina e esforço pessoais são valores fascistas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se fala tanto em questões relacionadas com a carreira dos professores, há quer perceber que a &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;realização profissional&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; dos docentes não está sobretudo nas questões salariais mas sim nas condições de trabalho nas salas de aula e no &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;reconhecimento &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;do seu esforço e trabalho no dia-a-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que os professores se arriscam a não ter nem boa carreira/salário, nem condições de realização profissional. Este é o grande drama. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Lixados e mal pagos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mal-estar na profissão promete agudizar-se com muitas das políticas do actual governo, que não estimulam a realização profissional e, ainda por cima, querem pagar salários menores (ao mesmo tempo que se exige mais e melhor dos agentes de ensino).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, a &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;avaliação do desempenho dos professores é também uma oportunidade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (perdida se não for mais formativa do que punitiva - tendo em vista sobretudo o tal corte cínico dos salários), no sentido em que depois de a qualidade dos docentes ser "controlada" se concluirá que o sucesso escolar não melhorou significativamente. Aí o sistema e a sociedade vão ter de pedir responsabilidades aos outros actores envolvidos e determinantes para o processo de ensino-aprendizagem: estudantes, encarregados de educação, organização e liderança pedagógicas das escolas e políticas educativas. Terão ainda de reconhecer e contar com o peso das circunstâncias socio-culturais e económicas exteriores à escola.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-5371692627542431060?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/5371692627542431060/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=5371692627542431060' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/5371692627542431060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/5371692627542431060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2009/02/os-complexos-e-tabus-do-centro-e-da.html' title='Complexos de esquerda = facilitismo'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/STiBZSmUjII/AAAAAAAADQM/WwEsFBfO6nw/s72-c/600px-No_Left_Turn_sign_svg.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-7024234380057166499</id><published>2009-01-25T15:17:00.029Z</published><updated>2009-03-20T17:36:59.082Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Profissão docente'/><title type='text'>Não me conformo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/ScO0G-M26ZI/AAAAAAAAAUw/k8hySfBnLJs/s1600-h/non.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315290017096460690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/ScO0G-M26ZI/AAAAAAAAAUw/k8hySfBnLJs/s320/non.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://images3.cafepress.com/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;origem da imagem&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Na tomada de posse, no dia 20 de Janeiro, de Francisco Queirós&lt;br /&gt;como director da Escola Secundária de Paredes (texto completo &lt;a href="http://terrear.blogspot.com/2009/01/chegou-me-via-e-mail-e-creio-que-ser-um.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;):&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«A verdade é que este não é um tempo para faltas, omissões ou cobardias. Basta os que – porque estão doentes ou porque estão velhos– já solicitaram a sua resignação, aliás, justa e merecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mim, não me conformo com a falta de autonomia da escola pública e com esta tradição secular de obediência submissa que faz vergar os joelhos e perder altura; Não me conformo com os discursos macios que querem encher a escola de objectividade, de mensurabilidade e deconstrangimento; Não me conformo com os programas disciplinares malfeitos e com as disciplinas que são só áreas curriculares e não têm programas; Não me conformo com a concorrência desleal dos cursos por equivalências ou por competências, que se concluem num par de semanas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me conformo com o número esmagador de 17 disciplinas dos alunos do ensino básico; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Não me conformo com uma escola de falsas ilusões que não promove a cultura, nem o método, nem o rigor, nem a exigência, nem a disciplina, nem o trabalho&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;; Não me conformo com as actividades de recreio que infantilizam os alunos, confundem os pais e diminuem os professores, e são desonestamente conhecidas como aulas de substituição; Não me conformo com a lei do subsídio que distingue os alunos à porta da cantina pela cor do bilhete que exibem; Não me conformo com o estatuto do aluno nem com direitos associativos e reivindicativos de crianças com 10 anos de idade;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me conformo coma maré viva de dinheiro arrastado pelo ensino profissional a troco deaprendizes incompetentes e de estatísticas balofas; Não me conformocom um sistema competitivo perverso de acesso ao ensino superior que distribui de forma igual a angústia pelos filhos e pelos pais; Não me conformo com a avaliação do desempenho dos professores porque abjuro aavaliação do desempenho dos pais; Não me conformo com o estatuto da carreira docente que separa, divide e afronta os professores; Não me conformo com os pais que não reconhecem o trabalho supletivo excepcional da maioria dos directores de turma;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me conformo com o vencimento ofensivo que o Estado paga aos funcionários administrativos e aos auxiliares educativos; Não me conformo com a quota de 5% de excelentes na avaliação anual dos funcionários nem com os efeitos práticos dessa avaliação – um aumento líquido de 17 euros para 3 anos consecutivos de classificação excelente; Não me conformo com um sindicato manso que não reage à despromoção do vínculo laboral dos funcionários públicos que perderam no dia 1 de Janeiro de 2009 a nomeação definitiva que os ligava ao Estado;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me conformo com a falta de qualidade dos transportes escolares; Não me conformo com o frio regelado das nossas salas de aulas; Não me conformo com uma escola sem balneários individuais que protejam a intimidade dos alunos; Não me conformo com uma escola sem posto médico e com quartos-de-banho medievais; Não me conformo com a falta de condições de trabalho dos professores; Mas também não me conformo com a requalificação escolar, se o preço a pagar for o do ajuste directo até 1 milhão de contos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me conformo com a escola a tempo inteiro – espécie de entidade adoptante afectiva que absorve o tempo e o direito dos pais a estarem com os filhos; Não me conformo com o fim da gestão democrática das escolas e deixo aqui o compromisso público de renunciar ao lugar de director da escola se a maioria dos professores reclamar um exercício incompetente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me conformo com o dia do prémio do diploma porque a escola não presta tributo ao dinheiro mas aos anjos da catedral de Chartres; Finalmente, não me conformo com a avaliação dos professores porque depende de um "perfil ideal de aluno"e eu acredito que a liberdade tem asas de oiro.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;José Matias Alves acrescentou outros inconformismos, outras posturas do não me conformo, que não podem ser esquecidas:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Não me conformo com a &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;incompetência profissional de alguns docentes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; que são o desprestígio de toda uma classe; não me conformo com a falta de ética profissional e com o descompromisso em relação aos alunos mais necessitados da acção docente; não me conformo com algumas aberracções pedagógicas que comprometem irremediavelmente as aprendizagens dos alunos; não me conformo com as atitudes caninas de um número indeterminado de professores; não me conformo com a impunidade de muitas práticas parentais de abandono; não me conformo com a não assumpção plena dos espaços de liberdade que existem em alguns domínios organizacionais e pedagógicas; não me conformo com a escola pouco pública (que promove a indústria das explicações, com a exclusão dos alunos, com a rejeição dos saberes necessários à vida; não me conformo com as posturas do rebanho que são o contrário da solidariedade activa e da entreajuda profissional; não me conformo com a confusão conceptual e o apelo da demagogia...»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Também tenho os meus inconformismos... que acrescento aos de cima:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me conformo ainda com quem invoca&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; os casos de mau profissionalismo de&lt;/span&gt; &lt;strong&gt;«alguns docentes», no sistema, para justificar os males do ensino e justificar uma postura desculpabilizante (complacente) face às responsabilidades de outros actores&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;n&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;o processo de ensino-aprendizagem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me conformo com a ideia de que esses alguns casos de incompetência de «&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;alguns docentes&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;» sejam usados para justificar a &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;generalização da indisciplina, da atitude negativa dos estudantes perante o trabalho intelectual&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; (escolar) e o abandono do rigor e do esforço nas escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me conformo como a tentativa de justificar, com o caso de «alguns docentes», os &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;maus resultados escolares de toda uma Região ou país, que colocam Portugal entre os piores da Europa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Esses «alguns docentes» teriam de ter um poder enorme para condicionar todo um sistema de ensino, toda uma sociedade... Contudo, esses alguns incompetentes não justificam tantos maus resultados. Tanta indisciplina estudantil. Tanta ausência de rigor e trabalho estudantil nas escolas. Há outros actores responsáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me conformo com a &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;tentativa de atribuir à acção pedagógica e à liderança das turmas por parte do professor as responsabilidades mais importantes para explicar a indisciplina e a atitude negativa (desvalorização) generalizadas dos alunos perante as tarefas escolares&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. É o mito de que a disciplina na escola e na sala de aula está apenas (ou sobretudo ou em boa parte) dependente do professor, inclusive quando é deixado sozinho - sem autoridade, sem base para a acção disciplinar, num ambiente de impunidade, em que são os alunos que mandam. «Os professores são deixados sozinhos e sem meios sobre a indisciplina crescente» diz Daniel Sampaio (revista Pública 4.1.2009).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me conformo com a &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;ideia cómoda, mas igualmente utópica, de que a pedagogia e o professor podem, por milagre, fazer aprender quem não trabalha, não estuda, não valoriza o saber&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Como se a motivação fosse sempre exterior ao aluno. Como se o professor fosse um semi-deus e pudesse mudar o mundo a partir da sala de aula e criar, por milagre, um aluno (homem) novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me conformo com o facto de se achar normal que o aluno de classe média / média alta / alta trabalhe e seja disciplinado nas escolas privadas e que, &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;ao aluno das classes baixas, não seja exigido trabalho, rigor e disciplina nas escolas públicas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Como se a escola pública tivesse de ter pior qualidade, como se bastasse assim para os pobres (&lt;em&gt;os feios, porcos e maus&lt;/em&gt;, no dizer de Sérgio Niza). Para o filho do médico, é preciso exigência. Para o filho do operário, basta carinho, reforço positivo, compreensão, complacência e desculpabilização, quando não lhe apetece estudar ou comportar-se, porque tem problemas culpa da sociedade e não tem motivação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me conformo que &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;não se perceba que o laxismo e facilitismo na escola pública significa exclusão social e nunca inclusão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, por não preparar bem quem mais precisa de saber e de adquirir competências. Com o discurso do coitadinho e com paninhos quentes rouba-se a esses alunos de classes desfavorecidas a única hipótese de ascenderem socialmente, isto é, de saírem do buraco onde nasceram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me conformo que haja quem leia (abusivamente) nestas denúncias e inconformismos a desresponsabilização dos professores ou a defesa da incompetência, falta de ética, descompromisso profissional ou atitudes caninas de «alguns docentes».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, não me conformo com a &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;ditadura de determinado &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt; ou pensamento politicamente correcto (assentes numa determinada lógica de natureza ideológica)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, que sustenta a permissividade, o laxismo e o facilitismo, encarados, por vezes, como algo natural como o ar que respiramos. Que vê na disciplina uma ditadura, mas que fecha os olhos para a ditadura da indisciplina, da falta de trabalho e do descompromisso estudantil face à aprendizagem e ao saber. Como se isso não determinasse mais os resultados escolares, para além da tal incompetência de «alguns docentes».&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-7024234380057166499?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/7024234380057166499/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=7024234380057166499' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/7024234380057166499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/7024234380057166499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2009/01/no-me-conformo.html' title='Não me conformo'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/ScO0G-M26ZI/AAAAAAAAAUw/k8hySfBnLJs/s72-c/non.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-6179874748589218933</id><published>2009-01-07T12:27:00.004Z</published><updated>2009-01-07T12:33:20.407Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Indisciplina e violência'/><title type='text'>Intervir contra a indisciplina III</title><content type='html'>&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/FD1PZC9Br3A&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/FD1PZC9Br3A&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da parte da entrevista, acima replicada, em que Medina Carreira fala sobre a Educação, transcrevemos ainda estes excertos da &lt;a href="http://sic.aeiou.pt/online/video/informacao"&gt;entrevista&lt;/a&gt; de Gomes Ferreira, do programa Negócios da Semana da SIC, ao mesmo protagonista, no dia 3 de Julho de 2008, segundo o qual a indisciplina é um problema estrutural, mas ignorado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«[A] Ministra [da Educação] não percebeu nada do que estava a fazer, porque ela quis &lt;strong&gt;&lt;font color="#990000"&gt;pôr os professores na ordem, mantendo os alunos indisciplinados&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;. Meu amigo: todos nós fomos estudantes. Imagina que, &lt;strong&gt;com gente indisciplinada, pode (até) levar para lá um professor catedrático. O professor catedrático não ensina nada porque eles não deixam ensinar. Portanto, a primeira coisa a fazer era pôr ordem nas aulas&lt;/strong&gt;...»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Olhe! Se os pais tivessem a noção do mal que estão a fazer aos filhos; e se os filhos tivessem a noção da hipoteca que os políticos estão a lançar sobre eles - no futuro vão ficar uns ignorantes, na maior parte dos casos - eles já tinham vindo para a rua protestar. Não eram os sindicatos! Eram os meninos.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Sabe, meu caro Gomes Ferreira, o problema é este: &lt;strong&gt;é que aqueles que precisavam de ser objecto de exigência e da aprendizagem, que são aqueles das classes mais baixas, eles vão ficar tão preparados que serão de classes mais baixas amanhã&lt;/strong&gt;. Os seus filhos vão ser de uma classe média, como a minha filha é. É que nós estamos a manter esta estratificação, exactamente não ensinando àqueles aos quais precisaríamos de exigir... Porque aqueles que estão em baixo é que precisam ser trazidos para cima. Não é dizer: Coitadinhos, não aprendam nada, vocês não têm culpa de nada, são uns desgraçadinhos, agora continuem... Não, não! Esses é que têm que ser puxados, não são as suas filhas ou a minha.»&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-6179874748589218933?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/6179874748589218933/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=6179874748589218933' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/6179874748589218933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/6179874748589218933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2009/01/intervir-contra-indisciplina-iii.html' title='Intervir contra a indisciplina III'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-2692536419052168645</id><published>2009-01-06T18:16:00.004Z</published><updated>2009-01-06T18:31:21.647Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Profissão docente'/><title type='text'>Laxismo pós 25 de Abril de 1974 trama Educação</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/STV7qbhKXeI/AAAAAAAADOM/8OOmUd2QMpY/s1600-h/facilistismo+na+educa%C3%A7%C3%A3o.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275258507405975010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 279px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/STV7qbhKXeI/AAAAAAAADOM/8OOmUd2QMpY/s400/facilistismo+na+educa%C3%A7%C3%A3o.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O autoritarismo e a mão dura é apenas para os professores, que o Ministério da Educação tem mais à mão e dá jeito para controlar, culpabilizar e cortar salários e carreiras.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://antero.wordpress.com/2008/05/09/facilitismos/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;anterozóide&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O laxismo e facilitismo extremo instalado na Educação no pós-25 de Abril de 1974, em contraponto com a ditadura anterior, têm e continuam a causar danos enormes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O actual Governo da República, apesar de governar à direita (social-democrata), sofre dos mesmos &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;complexos da esquerda&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; no período pós Revolução, no que toca ao sector educativo. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Tudo o que cheirasse à direita era fascista... Disciplina, rigor, exigência, trabalho, responsabilidade, autoridade, entre outros conceitos, era tudo &lt;em&gt;fascismo&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;ditadura&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Como se esta cultura laxista não fosse fascizante.&lt;/span&gt; &lt;strong&gt;Temos a ditadura da balda, da indisciplina, do facilistismo, da ausência de trabalho e empenho, da irresponsabilidade pessoal, da falta de civismo, da negação da democracia.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Não se desresponsabilize os indivíduos&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;no papel que têm na condução do seu destino. A&lt;/span&gt; culpa não está toda no exterior, na sociedade, no outro. O indivíduo não é um joguete. Quem aprende tem de empenhar-se. Não há pedagogia que faça um estudante aprender se este não trabalhar e não estudar. Não se pode dar água a um cavalo que não tem sede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Actualmente, tem-se acentuado o laxismo e o facilitismo generalizado relativamente ao peso e papel das famílias e dos estudantes no sucesso escolar. É a Educação ao serviço da politiquice e ao sabor do curto prazo de cada mandato dos governos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que motivos para aprender (motivação), é preciso &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;educar a vontade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; de jovens dolentes, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;viciados em inércia e facilitismo de toda a ordem&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, por uma sociedade que deixou de valorizar o trabalho como trave mestra do sucesso na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;pensam que trabalho, rigor, disciplina e esforço pessoais são valores fascistas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de, nos &lt;span style="color:#000000;"&gt;anos 80&lt;/span&gt;, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Cavaco Silva&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; ter facilitado a vida aos estudantes ao permitir a transição de ano, no 2º e 3º ciclos, com duas disciplinas negativas, para compor as estatísticas para a Europa, veio &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;António Guterres&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; permitir a transição de ano com três disciplinas negativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que temos com &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;José Sócrates&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele estatuto do aluno que permite faltar o que se quer, ir ou não às aulas e passar no final. São os exames nacionais mais fáceis para melhorar as estatísticas para o período eleitoral. É o assobiar para o lado no que toca ao grave problema da indisciplina e da violência nas escolas (se um professor der uma "palmada pedagógica" a um aluno é expulso da profissão; se um aluno bate num professor nada de substancial acontece). É querer passar os alunos de ano sem que estes tenham os conhecimentos ou competências necessárias, nem os professores possuam condições para dar o necessário acompanhamento para esses estudantes recuperarem das suas fragilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autoritarismo e a mão dura é apenas para os professores, que o Ministério da Educação tem mais à mão e dá jeito para controlar, culpabilizar e cortar salários e carreiras. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Dificultam o trabalho dos docentes e pouco ou nada exigem a estudantes e famílias, que flutuam num mar de facilitismo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar dos discursos, o objectivo de tanto aperto aos docentes, não é a melhoria do sistema de ensino. Sabem que o sucesso escolar não depende só dos professores. Sem os alunos e as famílias co-responsabilizados, o insucesso e o abandono escolares não se resolvem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria de Lurdes Rodrigues não precisa dos professores, mas sim da opinião pública. Daí o tratamento arisco aos professores e o laxismo/facilitismo manso para com as famílias e estudantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está tudo errado e ao contrário. E ninguém dá conta dos danos profundos para a Educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;É um mau serviço ao país &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;confundir a&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt; democracia com laxismo ou ausência de rigor, de disciplina pessoal, auto-determinação de comportamentos, civismo, responsabilidade individual ou de uma atitude positiva relativamente ao trabalho escolar.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O que fez a ministra da Educação, perante este cenário? Desautorizou os professores ao fazê-los bodes expiatórios de tudo o que de mal se passa na escola. Minimizou o problema da violência e as dificuldades por que passam os professores para desempenhar a sua função.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A família, a quem cabe a primeira e maior responsabilidade, abstém-se da educação dos filhos por alegadamente ter falta de tempo, mas depois quer-se que tenha tempo e disponibilidade para participar na gestão das escolas, nos termos previsto no novo diploma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ministra da Educação caminha de utopia em utopia, sem conectar com a realidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-2692536419052168645?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/2692536419052168645/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=2692536419052168645' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/2692536419052168645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/2692536419052168645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2009/01/laxismo-ps-25-de-abril-de-1974-trama.html' title='Laxismo pós 25 de Abril de 1974 trama Educação'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/STV7qbhKXeI/AAAAAAAADOM/8OOmUd2QMpY/s72-c/facilistismo+na+educa%C3%A7%C3%A3o.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-1650885622501622823</id><published>2009-01-06T18:00:00.004Z</published><updated>2009-01-06T18:09:39.202Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Indisciplina e violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Profissão docente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário de bordo'/><title type='text'>Pedintes de reconhecimento</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SUrdvOZ5axI/AAAAAAAAEKg/kvrWMOsWSUY/s1600-h/Imagem018.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281277316435634962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 234px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SUrdvOZ5axI/AAAAAAAAEKg/kvrWMOsWSUY/s320/Imagem018.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Riscos no carro é um dos "reconhecimentos" que os professores por vezes obtêm. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Há estudiosos do comportamento humano que sublinham como é fundamental para a saúde emocional a &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;expressão de reconhecimento&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; por parte dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer acto de reconhecimento genuíno do valor de outra pessoa é uma &lt;em&gt;carícia&lt;/em&gt; que lhe damos. É o essencial da comunicação entre as pessoas: &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;comunicamos para obter reconhecimento do nosso valor como pessoa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; (o outro diz-me que valho a pena).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto a propósito dos docentes serem &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;pedintes de reconhecimento&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Raramente o têm. A actualidade demonstra que até o topo da hierarquia (Ministério da Educação) apostou na desvalorização da imagem dos docentes portugueses perante a opinião pública, para abrir caminho político e legitimar o corte nos salários e na carreira. Não fazem ideia do mal que fizeram e estão a fazer. São feridas que irão levar muitos anos a sarar devido a uma acção negligente se não intencional. Ler mais adiante para perceber porquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo contrário, além (de uma forma geral) os professores não terem esse reconhecimento social, estão sujeitos a &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;bofetadas de ingratidão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; constantes. E aqui vamos falar em concreto, sem subterfúgios. E não quero suscitar a ideia do &lt;em&gt;coitadinho &lt;/em&gt;relativamente aos professores porque não o são nem querem ser. Apenas ilustrar a realidade. As coisas são como são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias 16 e 17 de Dezembro foram dedicados à avaliação com os alunos. No dia 17 riscou-se o carro de um professor na escola. Eis um exemplo das bofetadas que o professor está sujeito, que ainda por cima implicam prejuízo financeiro. Deve contar-se entre os privilégios de que acusam os professores determinados &lt;em&gt;opinion makers&lt;/em&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro exemplo. No ano lectivo passado, depois de ter feito um investimento financeiro e pessoal para estar num congresso fora da Madeira e preparar-me para a aplicação de determinado modelo pedagógico, fartei-me de apanhar bofetadas de ingratidão que, apesar de me considerar realista, nunca pensei que jovens adolescentes fossem capazes de concretizar. O facto de o professor aplicar uma "nova" metodologia foi utilizado por alguns para o pôr em causa e justificar a sua atitude negativa perante o trabalho escolar e a sua indisciplina pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, nesta profissão - tenho termos de comparação porque já desempenhei outras bem diferentes &lt;em&gt;(era muito mais reconhecido e não precisava de trabalhar tanto como na docência...) -&lt;/em&gt; habituei-me, contra-natura &lt;em&gt;(como perceberá se ler até final este texto)&lt;/em&gt;, a apostar na motivação interior &lt;em&gt;(brio profissional)&lt;/em&gt; para fazer as coisas, para &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;não estar dependente do reconhecimento de terceiros&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Em especial num país e numa Região onde se deitam as pessoas abaixo para não serem melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Optei por esta estratégia, não sei se bem se mal, porque se estivesse dependente de reconhecimento por parte de estudantes, encarregados de educação ou hierarquias para ir trabalhar há muito que teria desistido de ir trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Não esperes por uma cerimónia de entrega de prémios, promoção ou que um amigo ou mentor mostre apreço pelo teu trabalho», escreveu Denis Waitley. «Orgulha-te dos teus próprios esforços, diariamente.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí pensar que devemos depender de estímulos nossos, interiores, éticos, valores que nos estruturam, porque estão mais protegidos, conferem maior estabilidade e se governam a si próprios. Se, por acaso, houver reconhecimento e estímulo exterior, por parte de outros, é apenas um bónus. É nivelar as expectativas por baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas não têm noção de quanto &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;doloroso e desestruturante pode ser não obter reconhecimento&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; pela sua actividade, seja ela profissional ou outra. Uma forma de penalizar outra pessoa é desprezá-la, ignorá-la, não reconhecer as suas acções, esforço e investimento. Não demonstrar apreço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se falta o reconhecimento, as pessoas substituem-no muitas vezes por dependências como o consumismo, alcoolismo, toxicopendências, entre outros, e podem revelar comportamentos disfuncionais para obter atenção e &lt;em&gt;carícias&lt;/em&gt;. «O cabaz de carícias tem de estar cheio ao final do dia», referia há tempos o pedagogo/psicólogo José Augusto Fernandes. E rematava: «Se não está cheio estou em risco de vida.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos ter a quem agradar e quem nos reconheça, como de pão para a boca. O &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;reconhecimento&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; é o &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;pão do corpo emocional&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Precisamos de estar vinculados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo José Augusto Fernandes dizia ainda outra verdade elementar: «é no dia-a-dia que a gente se trama e se faz feliz.» No tal encher diário do cabaz das &lt;em&gt;carícias&lt;/em&gt;. Somos felizes quando sabemos que temos valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos professores acabarão por compensar a necessidade de reconhecimento ao nível da vida pessoal ou de acção pública. Por incrível que pareça, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;recebe-se mais reconhecimento pelo que se escrevinha num espaço virtual do que na realidade da actividade docente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;...&lt;br /&gt;Já me deram mais oportunidades (inclusive salariais) quando trabalhei no estrangeiro, numa função bem mais modesta, do que aqui como professor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando assumi, em certa época, uma função jornalística, alguém me disse que era o «homem forte da Calheta»... Sem ter, na altura, provado rigorosamente "nada". Apenas por ter uma caneta e um bloco de notas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além do que ficou dito, uma das coisas que me mantém na profissão, além do aspecto prático da sobrevivência, é o &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;desafio intelectual da inovação&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; no âmbito da autonomia profissional que tem o professor: «direito à autonomia técnica e científica e à liberdade de escolha dos métodos de ensino, das tecnologias e técnicas de educação».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para terminar, cito um pedagogo brasileiro, um sábio da vida, a propósito do espaço da inovação na docência ser como um &lt;em&gt;brinquedo &lt;/em&gt;para mim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«O objectivo da vida não é ser útil. As coisas úteis, quando velhas, ficam inúteis. Inúteis, são jogadas fora. Mas o objectivo da vida não é a utilidade. É a feliz inutilidade do brincar. &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Brinquedo é uma actividade inútil a que nos entregamos por causa da alegria que ela nos dá&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Brinquedo é tempo sem passado, tempo sem futuro, presente puro - a eternidade num momento. Brinquedo é o tempo do prazer: corpo com asas. O prazer e a alegria moram na inutilidade. [Rubem Alves: As cores do crepúsculo, Asa-2004 ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;/nélio sousa/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-1650885622501622823?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/1650885622501622823/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=1650885622501622823' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/1650885622501622823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/1650885622501622823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2009/01/pedintes-de-reconhecimento.html' title='Pedintes de reconhecimento'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SUrdvOZ5axI/AAAAAAAAEKg/kvrWMOsWSUY/s72-c/Imagem018.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-8178210427166445367</id><published>2009-01-06T17:45:00.000Z</published><updated>2009-01-06T17:46:25.306Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Indisciplina e violência'/><title type='text'>Intervir contra a indisciplina II</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SWDhLh8ULaI/AAAAAAAAEVs/cTgifW28yyk/s1600-h/Daniel%2520Sampaio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287473550739123618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 231px; CURSOR: hand; HEIGHT: 262px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SWDhLh8ULaI/AAAAAAAAEVs/cTgifW28yyk/s320/Daniel%2520Sampaio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;«&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Os professores são deixados sozinhos e sem meios sobre a indisciplina crescente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;» diz Daniel Sampaio (revista &lt;em&gt;Pública&lt;/em&gt; 4.1.2009). É a realidade que se vive nas escolas, mas que a tutela, lá ou cá, desvaloriza ou ignora. A forma fácil de resolver o problema é dizer que não existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta degradação do clima escolar é razão mais forte para uma greve de professores do que o modelo de avaliação, porque tem consequências mais profundas no desempenho, saúde e realização profissional dos docentes do que o corte nos salários posto em prática pelo actual Ministério da Educação/Governo da República (na Madeira o processo está ainda em curso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também na Madeira é preciso actuar, porque não está diferente do Continente nesta matéria: &lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2008/09/indisciplina-nas-escolas-da-madeira-por.html"&gt;Indisciplina por resolver nas escolas da Madeira&lt;/a&gt;. Como os resultados escolares não são os desejados e sabemos da &lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2008/10/menor-qualidade-e-fraca-atitude-dos.html"&gt;menor qualidade e fraca atitude dos estudantes madeirenses&lt;/a&gt;, mais uma razão para eliminar esse factor de perturbação do processo de ensino-aprendizagem (aulas) para podermos melhorar o sucesso escolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daniel Sampaio escreve ainda na crónica de hoje:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Os acontecimentos de uma escola do Porto, em que um aluno apontou um revólver de plástico a uma professora, foram de imediato desvalorizados por dirigentes do ME e classificados de "brincadeira de mau gosto". Parece que o facto de ser uma arma a brincar tranquilizou a tutela, na linha de outras declarações oficiais em que a indisciplina é sempre vista separada da violência e como tal considerada de menor importância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O risco é evidente: &lt;strong&gt;se não valorizarmos o pequeno incidente de indisciplina, se não respondermos de imediato com medidas correctivas de responsabilização, a desordem cresce dia após dia&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se hoje que &lt;strong&gt;a degradação do clima na escola progride por estádios, desde a &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;recusa de regras na turma e pouco trabalho&lt;/span&gt;, até actos graves de delinquência&lt;/strong&gt; (agressão a professores, destruição de material escolar), com etapas intermédias de pequenos delitos, comportamentos provocatórios e desafios à autoridade que denunciam uma violência latente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora a pistola de plástico insere-se num estádio intermédio de provocação que prenuncia momentos em que as regras podem passar a ser a dos grupos violentos e intimidatórios, em vez de serem construídas na sala de aula, a partir de um regulamento da escola organizado com a participação de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O ME deveria criar as condições mínimas de funcionamento das salas de aula, dando aos professores força para combater a indisciplina, através da co-responsabilização de docentes, alunos e pais&lt;/strong&gt;. Para isso o professor, amparado nas &lt;strong&gt;estruturas da escola&lt;/strong&gt; (com particular realce para o Conselho de Turma), deveria ter &lt;strong&gt;poder para, de imediato, conseguir actuar no controlo disciplinar&lt;/strong&gt;. Se o comportamento causador de perturbação for cedo diagnosticado, a medida correctora impõe-se com coerência e será apoiada pela maioria dos alunos e seus pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concretizando: se a escola trabalhar o mais possível com a família, se os professores formarem um grupo coeso - a partir de acções de formação dirigidas à prática pedagógica com turmas heterogéneas e na consequência do trabalho no Conselho de Turma - se os alunos forem ouvidos com respeito sobre o funcionamento desejável na sala de aula, se o &lt;strong&gt;comportamento mínimo de indisciplina for logo detectado e respondido com medidas definidas&lt;/strong&gt; previamente para aquele comportamento, o clima escolar poderá melhorar. Se, pelo contrário, tudo for remetido para o burocrático e aborrecido "Estatuto do Aluno" ou para o Ministério Público (não se vislumbra, até agora, qualquer sucesso na prometida e muito propagandeada acção desta estrutura), nada poderá melhorar.»&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-8178210427166445367?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/8178210427166445367/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=8178210427166445367' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/8178210427166445367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/8178210427166445367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2009/01/intervir-contra-indisciplina-ii.html' title='Intervir contra a indisciplina II'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SWDhLh8ULaI/AAAAAAAAEVs/cTgifW28yyk/s72-c/Daniel%2520Sampaio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-4561965987207522781</id><published>2008-12-27T17:46:00.001Z</published><updated>2009-01-06T17:51:01.029Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Indisciplina e violência'/><title type='text'>Intervir contra a indisciplina I</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SVV8TqmoatI/AAAAAAAAERE/UlHP0H50tZs/s1600-h/klein_boy_pointing_gun.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284266415084825298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 228px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SVV8TqmoatI/AAAAAAAAERE/UlHP0H50tZs/s320/klein_boy_pointing_gun.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Que mal tem, afinal, apontar uma arma à nuca de uma professora? Quando é que este país tão laxista e permissivo na educação infanto-juvenil tomará consciência que o estado geral de indisciplina que grassa nas escolas prejudica, mais do que se pensa, o desempenho de professores (ensino) e de estudantes (aprendizagem)?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://i68.photobucket.com/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;photo copyright&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Diz o editorial do DN de hoje, intitulado &lt;a href="http://dn.sapo.pt/2008/12/26/editorial/index.html"&gt;É preciso intervir contra a indisciplina nas escolas&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«O caso tem alguns contornos distintos do ocorrido há nove meses na escola Carolina Michaëlis, mas no essencial o que ocorreu na Escola do Cerco é tão &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;gravoso&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; quanto o seu precedente. Percebemos, mais uma vez, que &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;o ambiente nas salas de aula portuguesas atingiu níveis de preocupante agressividade e impunidade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. É urgente concertar uma posição entre professores, conselhos executivos, direcções regionais de Educação e Governo para fazer frente à &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;crescente desobediência&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; que lastra pelas escolas nacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos reprováveis actos que o vídeo documenta, a iniciativa de o divulgar através da Internet demonstra que os intervenientes não só se sentiram &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;à vontade para ameaçar a professora&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; em plena sala de aula, como fizeram questão de propagandear o seu lamentável comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As reacções da professora, da presidente do Conselho Executivo, Ludovina Costa, e da directora regional de Educação do Norte, Margarida Moreira, voltaram a parecer demasiado &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;brandas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; para aquilo que um caso como este exige. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Desvalorizando&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; que um aluno aponte uma arma, mesmo que de plástico, a uma professora - como fez a docente -, omitindo que isso aconteceu e lamentar apenas a divulgação do caso - como fez Ludovina Costa - e reduzindo o episódio a "uma brincadeira de mau gosto" - como fez Margarida Moreira - corre-se o sério risco de as palavras soarem quase como que a &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;um convite para que situações destas continuem a repetir-se&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; pelas salas de aula.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando é que este país tão laxista e permissivo na educação infantil e juvenil tomará consciência que o estado geral de indisciplina que grassa nas escolas prejudica, mais do que se pensa, o desempenho de professores (ensino) e de estudantes (aprendizagem)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é razão mais forte para uma greve geral de professores do que o actual modelo de avaliação, com todos os péssimos defeitos que tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venha rápido a avaliação do desempenho dos professores para mais cedo a sociedade perceber que isso não resolve o problema da indisciplina ou do insucesso escolar... Serve para cortar salários...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-4561965987207522781?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/4561965987207522781/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=4561965987207522781' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/4561965987207522781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/4561965987207522781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2008/12/intervir-contra-indisciplina-i.html' title='Intervir contra a indisciplina I'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SVV8TqmoatI/AAAAAAAAERE/UlHP0H50tZs/s72-c/klein_boy_pointing_gun.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-4324981227981390149</id><published>2008-12-26T17:53:00.000Z</published><updated>2009-01-06T17:54:49.262Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Indisciplina e violência'/><title type='text'>Todos uns brincalhões</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SVdwZNq5ArI/AAAAAAAAESE/QFmXR57c5aY/s1600-h/self-esteem+www.funnypostcard.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284816266211164850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 271px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SVdwZNq5ArI/AAAAAAAAESE/QFmXR57c5aY/s320/self-esteem+www.funnypostcard.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;em&gt;O laxismo faz passar os alunos-rei (leões) indisciplinados e violentos por inofensivos bichanos (brincalhões)...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A respeito do caso da &lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2008/12/elementos-sobre-o-estado-da-escola.html"&gt;Escola EB 2,3/S do Cerco&lt;/a&gt;, no Porto, em que um grupo de alunos ameaçou a professora de Psicologia com uma arma de plástico, exigindo melhores notas, no dia 18 de Dezembro, é ver as reacções que provam a permissividade educativa - fomento da irresponsabilidade juvenil - que se vive neste país com a maior das naturalidades:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A directora Regional de Educação do Norte, Margarida Moreira, já &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;desvalorizou&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; o incidente na Escola do Cerco do Porto, considerando, em declarações proferidas ontem, que se tratou de "&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;uma brincadeira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; de muito mau gosto, que excedeu os limites do bom senso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A presidente da Associação de Pais, Lina Maria, refere que "aquilo foi &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;resolvido&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; na altura. Eles próprios acharam que tinham passado os limites e pediram desculpa à professora. Ela aceitou e tudo ficou por aí, tanto que [a professora] &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;não fez qualquer participação&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Manuel Valente, da Federação de Associações de Pais do Porto, acredita numa conspiração: "Acho também muito estranho que a divulgação destes incidentes ocorra sempre no final de um período, já durante as férias, como aconteceu com o caso Carolina Michaelis, até parece que há &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;alguém interessado em denegrir a escola pública&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;". Admite que esta situação foi «encomendada por quem quer neste momento a política de terra queimada nas escolas, nomeadamente os próprios sindicatos, que lhes interessa um caso destes».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. A presidente do conselho executivo da escola, Ludovina Costa, «foi a primeira a &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;desvalorizar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; o caso», como relata o Público. Considera que a turma é composta "12 alunos &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;normais e simpáticos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, dos quais todos os professores gostam, e que se dão muito bem com a professora, que também é muito &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;brincalhona&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. A mesma Ludovina Costa, refere que a «decisão de abrir um &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;inquérito disciplinar decorrerá assim do facto de o vídeo ter sido tornado público mais do que pelo episódio em si&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.» Não tivesse galgado os muros da escola, situada numa zona socialmente problemática, o episódio morreria como "uma brincadeira de fim-de-período que mais ou menos toda a gente fez", como disse ao JN. A mesma Ludovina Costa declarou que "vai ter que actuar por causa de uma irresponsabilidade" - a divulgação das imagens na Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. "Ó professora, desculpe, sabe que somos uns &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;brincalhões&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;", justificou-se um aluno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas passagens ilustram a &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;cultura de irresponsabilidade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; deste nosso país de brandos costumes, condenado ao atraso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até onde chega o laxismo... Uma presidente de uma escola que está mais preocupada com a imagem, para quem a irresponsabilidade é ter-se colocado o vídeo na Internet e não dos alunos agressivos e indisciplinados; esta senhora considera ainda a professora uma brincalhona; uns alunos que justificam tudo por serem brincalhões; uma directora regional de Educação do Norte que diz não passar de uma brincadeira; uma presidente da associação de pais que tenta passar uma esponja sobre o assunto e dar tudo por resolvido; um senhor da Federação de Associações de Pais do Porto que vai ao ponto de considerar tudo uma cabala de inimigos da escola pública; uma docente que nem formalizou uma participação disciplinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ainda &lt;a href="http://dn.sapo.pt/2008/03/28/opiniao/adolescentes_inimputaveis_e_teves.html"&gt;&lt;em&gt;opinion makers&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; que contribuem para a brincadeira...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos desvalorizam o episódio e contribuem para a &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;irresponsabilidade e impunidade juvenil e incentivo aos "alunos rei", que não vêem mais nada à frente a não ser o seu ego&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, porta aberta para &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;«pulsões narcisistas e exibicionistas,&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;[&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;com] &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;ausência de perspectiva social positiva salvo a que prolonga a afirmação egoísta de si»&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; (Eduardo Lourenço).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A senhora presidente da escola não esconde o seu desejo de camuflar o episódio, que é aquilo que se tem feito como regra geral. Até a ministra da Educação, com mão tão pesada para os professores, minimiza a violência nas escolas, nomeadamente aquela de que são vítimas os docentes, &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;descorando as consequências da indisciplina na qualidade do ensino-aprendizagem&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo, somos todos uns &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;brincalhões&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-4324981227981390149?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/4324981227981390149/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=4324981227981390149' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/4324981227981390149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/4324981227981390149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2009/01/todos-uns-brincalhes.html' title='Todos uns brincalhões'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/SVdwZNq5ArI/AAAAAAAAESE/QFmXR57c5aY/s72-c/self-esteem+www.funnypostcard.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-543737331661593330</id><published>2008-12-26T14:56:00.000Z</published><updated>2009-01-06T17:56:49.387Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Indisciplina e violência'/><title type='text'>Brincamos mesmo</title><content type='html'>&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/LkiMw189pdk&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;rel=0&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x060606&amp;amp;color2=0xF74C0C&amp;amp;border=0&amp;amp;loop=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/LkiMw189pdk&amp;autoplay=0&amp;rel=0&amp;fs=1&amp;color1=0x060606&amp;color2=0xF74C0C&amp;border=0&amp;loop=0" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No &lt;a href="http://quartarepublica.blogspot.com/2008/12/brincamos.html"&gt;Quarta República&lt;/a&gt; podemos ler algo acertado a propósito da recentemente mediatizada ameaça a uma professora: «É crime entrar num Banco e ameaçar as pessoas com uma arma, seja ela verdadeira ou de plástico. É crime entrar num restaurante e ameaçar os donos, empregados e comensais, com uma arma, seja ela verdadeira ou de plástico. É &lt;a href="http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1063569"&gt;brincadeira&lt;/a&gt; um aluno ameaçar a professora, na sala de aula, com uma arma, seja ela verdadeira ou de plástico. Claro que, sendo brincadeira de escola, será divertimento legítimo e puro na vida de todos os dias!...»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não poderia estar mais de acordo com estas palavras e contra o branqueamento deste tipo de situações no interior das escolas como se fossem espaços à parte da sociedade, onde reina a impunidade e se impõe uma ditadura da indisciplina e da (pré-)delinquência. Eu sei que estas palavras arrepiam uma certa esquerda permissiva e irrealista... também designada de romântica. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O actual governo prefere antes tratar os professores como delinquentes&lt;/strong&gt;... e desautorizá-los na sua autoridade... e atentar contra a sua dignidade profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não defendo que os estudantes indisciplinados vão &lt;a href="http://terrear.blogspot.com/2008/12/propsito-do-designado-secretrio-da.html"&gt;da escola para a cadeia&lt;/a&gt;, mas se as escolas e os pais são incapazes de responsabilizar as crianças e jovens em idade escolar então alguém tem de actuar, nomeadamente o Ministério Público. Ou vamos dar rédea solta à insdisciplina e à delinquência nas escolas até ser necessário uma política de tolerância zero como nas estradas portuguesas?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-543737331661593330?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/543737331661593330/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=543737331661593330' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/543737331661593330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/543737331661593330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2008/12/brincamos-mesmo.html' title='Brincamos mesmo'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-4255743370523089519</id><published>2008-11-16T15:25:00.011Z</published><updated>2009-01-06T15:48:16.753Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Acção em desenvolvimento pessoal'/><title type='text'>Acompanhamento emocional</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SSBANEOD61I/AAAAAAAAASE/Lv4kzGp94c8/s1600-h/Mtnclimber.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269282157238676306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SSBANEOD61I/AAAAAAAAASE/Lv4kzGp94c8/s320/Mtnclimber.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.coaching2contentment.com/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;photo copyright&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os docentes do Fazer + estão também a colaborar com outro projecto cá na escola, o SOS, no sentido de acompanharem jovens estudantes, uma acção com resultados a médio e longo prazo, de forma a identificar e resolver problemas afectivos e emocionais de inadaptação. É uma acção ao nível do desenvolvimento pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque nos casos em que os pais não conseguem orientar ou resolver os problemas, nomeadamente de indisciplina do educando, procura-se via do SOS apoiar/acompanhar, nesses casos extremos e na medida do possível, o estudante, em colaboração com outros técnicos como a assistente social ou o psicólogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não nos podemos resignar quando a família nos diz que já não sabe mais que fazer, isto é, que já não sabe como fazer aquilo que lhe cabe fazer. A escola não pode limitar-se a fazer queixas aos pais durante todo o ano, com o estudante na sala de aula indisciplinado, prejudicando-se a si e aos outros estudantes, que têm o direito à boa aprendizagem. Escola e pais não podem passar o tempo neste &lt;em&gt;ping-pong&lt;/em&gt;, que não resolve nada. Escola e família têm de cooperar, intreajudarem-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, entre a não resposta dos pais e as queixas da escola, procura-se, efectivamente, em concreto, atenuar os problemas disciplinares, com fundo socio-afectivo, de alguns jovens. Não se consegue, porém, chegar a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os docentes a trabalhar no SOS socorrem-se de várias ferramentas (há docentes com formação em ciências de desenvolvimento humano e de auto-realização como o Yoga), para conhecer e trabalhar a personalidade, mas às vezes basta a capacidade de escutar, sensibilidade e interesse, em interacção próxima com o estudante, numa relação individualizada, para se resolverem certos bloqueios e tensões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já dissemos aqui, tudo o que estimule e favoreça a concentração, a focalização, o auto-conhecimento e bem-estar pessoal (emocional) favorece a aprendizagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A indisciplina, a ausência de empenho e as posturas obstaculizantes do processo de ensino-aprendizagem são também sintomas da desfocalização e dispersão mental, da ansiedade, inquietação e agitação. O insucesso escolar também passa por aqui, embora não seja tão visível ou valorizado o peso da falta de concentração (agitação) nas actividades lectivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, há casos de indisciplina em que não há causas de índole socio-afectiva, mas uma mera fanfarronice e falta de civismo. Nesses casos, é preciso actuar disciplinarmente, sem "paninhos quentes".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-4255743370523089519?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/4255743370523089519/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=4255743370523089519' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/4255743370523089519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/4255743370523089519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2008/11/acompanhamento-emocional-de-estudantes.html' title='Acompanhamento emocional'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SSBANEOD61I/AAAAAAAAASE/Lv4kzGp94c8/s72-c/Mtnclimber.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-3592524068673311848</id><published>2008-11-13T13:50:00.005Z</published><updated>2008-11-27T20:31:33.689Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Insucesso escolar'/><title type='text'>Resultados escolares na Madeira</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SR2edeieFWI/AAAAAAAAAR0/aCbT6FOS8u4/s1600-h/sucesso-escolar.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268541368344384866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 282px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SR2edeieFWI/AAAAAAAAAR0/aCbT6FOS8u4/s400/sucesso-escolar.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Quando as reformas políticas na Educação procuram resultados no laxismo e no facilitismo...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://antero.files.wordpress.com/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;antero wordpress&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marco Gomes, director da Escola da APEL, escola privada madeirense, que durante cinco anos foi director pedagógico do Colégio Manuel Bernardes em Lisboa refere no Diário (30.10.2008):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Não tenho dúvidas de que os alunos madeirenses são diferentes dos de Lisboa», onde a «competição, o esforço e o tempo dedicado aos estudos era muito maior». Acrescenta que não é fácil motivar quem chega desinteressado, «quem não está disposto ao sacrifício e a estudar».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade é que 32 anos após o 25 de Abril de 1974 «continuamos a ter escolas da Madeira entre as piores, depois do investimento em infra-estruturas» e com um «quadro docente habilitado. É tempo de ver onde estão as nossas falhas».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem trabalha nas escolas sabe que a atitude perante o estudo, isto é, face ao trabalho intelectual, tem piorado na última década.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As melhores instalações das escolas e a habilitação dos docentes não resolveu o insucesso escolar. Prova que as condições (ambiente) de trabalho na sala de aula são mais determinantes do que as condições físicas dos estabelecimentos de ensino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que serve ter melhores edifícios e melhores professores se as famílias não valorizam o conhecimento e a escola? Se os estudantes têm uma atitude negativa perante o trabalho intelectual? Se grassa a indisciplina (camuflada) nas salas de aulas, como se tudo fosse normal, criando um enorme ruído e obstáculos ao processo de ensino-aprendizagem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem aprende Matemática, por exemplo, sem se concentrar, sem se esforçar, sem estudar? Qual é a pedagogia, qual é o professor e quais são as condições físicas dos edifícios que fazem o estudante aprender sem trabalhar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos à espera de um milagre? Ter resultados sem que exigir trabalho, estudo e disciplina aos estudantes? Sem reponsabilizar as famílias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria bom fazer um estudo sociológico para confirmar, cientificamente, aquilo que já se tem defendido por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, não aceito responsabilizar esse caldo socio-cultural por todos os males da Madeira, neste caso os maus resultados escolares no contexto nacional. Por outras palavras, os obstáculos socio-culturais de partida não podem ser usados como álibi para a ausência de esforço ou empenho do estudante no trabalho escolar de aprendizagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recuso justificar a inacção e a irresponsabilidade individuais, transferindo as culpas apenas ou basicamente para a esfera social. Estou cansado da cantiga do costume de culpar a sociedade (e o sistema) por tudo o que de mal acontece aos indivíduos. O contexto social tem o seu peso, mas o indivíduo tem uma palavra a dizer e um papel a desempenhar no superar desses obsctáculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feita esta ressalva, sabemos, como já aqui se tem dito, da realidade das baixas (ou ausência de) qualificações, da insularidade, ruralidade, chagas sociais como o alcoolismo, a violência doméstica ou bolsas de pobreza e analfabetismo (o clássico e o funcional), os poucos estímulos para a disciplina, treino, rigor e amadurecimento do raciocínio (recorde-se A lição de Monteiro Diniz), a escassa cultura de trabalho (empenho), a desvalorização do saber, da escola e da actividade intelectual, a desigualdade de oportunidades, o nivelamento por baixo, a não valorização de nada além do horizonte futebol-bar-sobrevivência, o não privilegiar nem reconhecer da competência, o domínio do tráfico de influências em lugar do mérito no acesso ao emprego e à mobilidade social, entre outros. Factores que têm o seu peso no insucesso escolar numa sociedade como a madeirense, em particular, ou a sociedade portuguesa, no seu todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ambiente na Região é pouco competitivo. As oportunidades são escassas, os estímulos são limitados, o espaço para as pessoas crescerem e progredirem é reduzido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que a política de festas, futebóis e diversão generalizada constitui estímulo para mudar a mentalidade e a atitude perante o trabalho escolar por parte da sociedade madeirense?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/profile/05401738536732377866" rel="nofollow"&gt;Ilidio Sousa&lt;/a&gt; refere o seguinte, num comentário deixado num outro blogue:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Talvez já tivéssemos uma resposta para muitas das questões que colocamos se estudássemos os seguintes factores e variáveis:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Factores sociais como os hábitos, projectos e estilos de vida no seio da família, a linguagem, as atitudes face ao conhecimento e à escola, as condições de vida (alimentação, vestuário, horários), o acesso a bens culturais como livros, jogos e novas tecnologias, a zona de residência no que diz respeito às condições comunitárias de lazer, serviços e vida associativa.&lt;br /&gt;- Factores directamente relacionados com as dinâmicas internas das escolas e com as políticas educativas, como, por exemplo, a estrutura do currículo escolar, os manuais escolares, os métodos de avaliação, a qualidade dos espaços e dos equipamentos escolares, a formação e a estabilidade do corpo docente, a dimensão das escolas e das turmas.&lt;br /&gt;- As variáveis pessoais dos alunos (motivação, capacidades, atitudes em relação à escola e às aprendizagens).&lt;br /&gt;- As variáveis pessoais do professor (competência científica e pedagógica, personalidade).&lt;br /&gt;- As interacções educativas entre professores e alunos (comunicação, liderança, métodos de ensino e de avaliação).&lt;br /&gt;- O ambiente relacional na escola (relacionamento interpessoal, dinâmica e trabalho em equipa, clima institucional, liderança e coordenação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As respostas podem não agradar a todos, mas já é tempo de sabermos onde está o problema!!!»&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-3592524068673311848?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/3592524068673311848/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=3592524068673311848' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/3592524068673311848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/3592524068673311848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2008/11/resultados-escolares-na-madeira.html' title='Resultados escolares na Madeira'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SR2edeieFWI/AAAAAAAAAR0/aCbT6FOS8u4/s72-c/sucesso-escolar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-421554515373700106</id><published>2008-11-13T13:40:00.002Z</published><updated>2008-11-16T16:01:44.949Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>Respeito, modos e brio</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SR2gBs2jnaI/AAAAAAAAAR8/TzKQL_QvVIo/s1600-h/Respect_Orkut%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268543090173648290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 128px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SR2gBs2jnaI/AAAAAAAAAR8/TzKQL_QvVIo/s320/Respect_Orkut%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;«&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Respeito, modos e brio&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. A ordem podia ser outra e as palavras também, mas esta era a essência, o âmago da ideia de educação da minha mãe. E, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;em questões de disciplina, não houve, não havia cedências&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; até porque o olhar, aquele olhar, parava birras e afogava o orgulho em revoltas mudas. Mesmo quando parecia distraída e o caso menor, o juízo da minha mãe chegava duro e exemplar, cortava a direito na insolência e impunha regras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pequena, frágil, cabelos grisalhos, o olhar habitava a casa, dele dependia tudo e, sem exagero, enxergava os tumultos e as dúvidas da adolescência, as crueldades da infância e, além de tudo, a nossa natureza, as sombras e o brilho dos nossos talentos. Os seus braços acolhiam as dores de dentes, as febres, o medo do escuro e a incerteza do futuro, mas fechavam-se às nossas faltas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa festa, quando se pulava muito ou excedia na laranjada, os olhos chispavam e, em casa, de orelha caída, ouvíamos a reprimenda. Sem uma hesitação, era claro que à mesa e em frente de estranhos contavam as maneiras, não se comia como se não houvesse amanhã, nem as cortinas eram guardanapos. Não se troçava das ordens, não havia desobediência, essa era a diferença entre uma família e os 'garotos do calhau'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os 'garotos do calhau' - a expressão máxima da falta de respeito - eram o limite ao qual a minha mãe comparava tudo, pelo menos tudo o que o meu irmão e eu fazíamos de mal. Se levantávamos o nariz para ripostar a ordens, se nos esquecíamos de lavar os dentes e as mãos, se insistíamos em usar roupa velha ou nos recusávamos a tomar banho e a pentear o cabelo. O que acontecia algumas vezes, o meu irmão refugiava-se na ameixeira e eu fugia quanto podia da escova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O olhar corria-nos de alto a baixo antes de sair de casa e continuava presente no autocarro quando íamos às compras ou ao médico, mantinha-se nas lojas, evitava birras e fazia-nos engolir as lágrimas pelos carrinhos e bonecas das montras. E estava de guarda quando, cruéis, nos ríamos de alguém diferente, de um colega mais fraco ou mais pobre. Se éramos todos iguais aos olhos de Deus, a arrogância castigava-se com um beliscão bem puxado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crescer com o olhar da minha mãe não foi fácil, todos os dias tropeçávamos nele fosse pelo atrevimento de responder mal à Delaidinha ou à Dolorezinhas, por torturar moscas, por ter puxado os cabelos a uma amiga ou ter andado à bofetada com um vizinho. Havia o caminho certo e o errado, a minha mãe não iria ceder no que considerava correcto, no modo adequado de educar. A falta de respeito, dizia-o vezes sem conta, não ia ganhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Apesar de ter chorado a sua disciplina, hoje agradeço-lhe a inflexibilidade, a dureza de princípios&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e pergunto muitas vezes o que diria deste tempo que vivemos, de &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;crianças mimadas e pais sem autoridade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;políticos que insultam em público&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e de outros que penduram relógios de cozinha ao pescoço.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marta Caires&lt;br /&gt;Revista Mais (Diário)&lt;br /&gt;09.11.2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer queiramos quer não, os jovens hoje são diferentes, como foram sempre, e a sociedade é diferente, como sempre foi. A evolução e a transformação não cessam. Os pais têm de ter autoridade, não podem ser uns "bananas" como dizia o pedagogo e mentor da Escola da Ponte, José Pacheco, mas talvez tenham de afirmar a sua autoridade e disciplinar de outras formas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, não se devem sentir inseguros ou indecisos. Têm de actuar e educar, mesmo que aplicando receitas antigas, nalguns casos. Como me disse uma vez um pedagogo, se tivermos de exagerar nalguma coisa, exagere-se na disciplina e não no afecto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-421554515373700106?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/421554515373700106/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=421554515373700106' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/421554515373700106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/421554515373700106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2008/11/respeito-modos-e-brio.html' title='Respeito, modos e brio'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SR2gBs2jnaI/AAAAAAAAAR8/TzKQL_QvVIo/s72-c/Respect_Orkut%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-6832105777116196020</id><published>2008-11-06T13:47:00.009Z</published><updated>2008-11-06T13:47:00.409Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Acção em desenvolvimento pessoal'/><title type='text'>Sessões de Yoga no Centro das Artes</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SRI-TcRXEWI/AAAAAAAAARU/m0Wm16xjiBI/s1600-h/Img005.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265339418076975458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 256px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SRI-TcRXEWI/AAAAAAAAARU/m0Wm16xjiBI/s320/Img005.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;As sessões de Yoga continuam, numa sala do Centro das Artes - Casa das Mudas, com a luz e as seguintes vistas, potenciadoras da fusão entre o nosso ser e o Cosmos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SRI_Op9Mz1I/AAAAAAAAARc/iz7tZcQT5gY/s1600-h/Img006.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265340435362795346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 254px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SRI_Op9Mz1I/AAAAAAAAARc/iz7tZcQT5gY/s320/Img006.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SRI_o9gnQfI/AAAAAAAAARk/FMsMjz9m4sg/s1600-h/Img007.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265340887288201714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 253px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SRI_o9gnQfI/AAAAAAAAARk/FMsMjz9m4sg/s320/Img007.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SRJAOtFUo0I/AAAAAAAAARs/kH9kbQNohkM/s1600-h/Img008.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265341535713796930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 256px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SRJAOtFUo0I/AAAAAAAAARs/kH9kbQNohkM/s320/Img008.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-6832105777116196020?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/6832105777116196020/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=6832105777116196020' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/6832105777116196020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/6832105777116196020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2008/11/sesses-de-yoga-no-centro-das-artes.html' title='Sessões de Yoga no Centro das Artes'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SRI-TcRXEWI/AAAAAAAAARU/m0Wm16xjiBI/s72-c/Img005.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-476312937159631118</id><published>2008-10-16T14:21:00.003+01:00</published><updated>2009-01-06T15:50:09.329Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Acção em desenvolvimento pessoal'/><title type='text'>Sessões de Yoga</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SPc_-uMULaI/AAAAAAAAARM/1zc6EA6VqB8/s1600-h/yoga.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257741436762467746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SPc_-uMULaI/AAAAAAAAARM/1zc6EA6VqB8/s320/yoga.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.yogabeginnings.com/media/yoga.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;photo origin&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reiniciam as sessões de Yoga para a comunidade educativa da nossa escola, no próximo dia 22 de Outubro, no Centro das Artes – Casa das Mudas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim acontecerá todas as quartas-feiras das 12h às 13h, com as sessões guiadas por Sofia Sousa e/ou Nélio Sousa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trazer toalha de praia e roupa confortável tipo fato de treino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-476312937159631118?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/476312937159631118/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=476312937159631118' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/476312937159631118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/476312937159631118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2008/10/sesses-de-yoga.html' title='Sessões de Yoga'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SPc_-uMULaI/AAAAAAAAARM/1zc6EA6VqB8/s72-c/yoga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-9144100338701390036</id><published>2008-10-08T12:31:00.005+01:00</published><updated>2008-10-08T12:54:32.818+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Formação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Acção em desenvolvimento pessoal'/><title type='text'>Relações Interpessoais e de Grupo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SOyd1Q4_hiI/AAAAAAAAAQc/-DIl2jOc3fQ/s1600-h/firob-team-work.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254748403627165218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SOyd1Q4_hiI/AAAAAAAAAQc/-DIl2jOc3fQ/s320/firob-team-work.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.paladinexec.com/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;photo origin&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No passado dia 17 de Setembro, a docente do Fazer +, Sofia Sousa, realizou a acção de formação Relações Interpessoais e de Grupo, destinada a funcionários da nossa escola, subordinada ao lema «a base das minhas relações está em mim.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os formandos realizaram uma série de tarefas práticas com base na &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/AnÃ¡lise_Transacional"&gt;Análise Transaccional&lt;/a&gt;. No final, a conclusão: as bases para uma boa relação são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- Gerir bem as emoções&lt;br /&gt;2- Dar e receber reconhecimento (carícias)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A propósito:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2008/05/formao-com-jos-augusto-fernandes-mentor.html"&gt;Formação com José Ausgusto Fernandes&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-9144100338701390036?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/9144100338701390036/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=9144100338701390036' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/9144100338701390036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/9144100338701390036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2008/10/relaes-interpessoais-e-de-grupo.html' title='Relações Interpessoais e de Grupo'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SOyd1Q4_hiI/AAAAAAAAAQc/-DIl2jOc3fQ/s72-c/firob-team-work.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-5781580617879347328</id><published>2008-08-02T11:05:00.006+01:00</published><updated>2008-10-08T12:04:28.631+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Indisciplina e violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Encontros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Acção em desenvolvimento pessoal'/><title type='text'>Apresentação de projecto de combate à indisciplina</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SOSi37UW1QI/AAAAAAAAAQU/Qj5lU6GK6qY/s1600-h/pav1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252502147120420098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SOSi37UW1QI/AAAAAAAAAQU/Qj5lU6GK6qY/s320/pav1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em 3 de Julho de 2008 foi apresentado, ao Conselho Executivo da nossa escola, em reunião com os &lt;a href="http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://www01.madeira-edu.pt/estabensino/ebsc/images/instalacoes/pav1.jpg&amp;amp;imgrefurl=http://www01.madeira-edu.pt/estabensino/ebsc/instalacoes.htm&amp;amp;h=240&amp;amp;w=320&amp;amp;sz=32&amp;amp;hl=pt-PT&amp;amp;start=3&amp;amp;um=1&amp;amp;usg=__lZoL3QAzMGKrDV4PDT8VvgCZXf0=&amp;amp;tbnid=LyzKYILaVSgzvM:&amp;amp;tbnh=89&amp;amp;tbnw=118&amp;amp;prev=/images%3Fq%3Descola%2Bb%25C3%25A1sica%2Be%2Bsecund%25C3%25A1ria%2Bda%2Bcalheta%26um%3D1%26hl%3Dpt-PT%26sa%3DN"&gt;professores/vice-presidentes Isildo Gomes e Adriana Santos&lt;/a&gt;, um projecto conjunto dos projectos SOS e Fazer +, para atenuação/resolução do problema da indisciplina nas salas de aula, um importante factor na base do insucesso escolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os docentes que fazem parte da equipa do Projecto SOS e do Projecto Fazer + reflectiram sobre a problemática da indisciplina – não só a visível mas também aquela de baixa intensidade que obstaculiza o processo de ensino-aprendizagem e é geradora de insucesso escolar – e propõem o alargamento do espaço para acompanhamento/ajuda dos alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É evidente que não se fazem aprendizagens significativas sem concentração e sem silêncio, sobretudo nas disciplinas de conteúdos, na sala de aula por parte dos estudantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São os alunos inadaptados à cultura escolar, com uma atitude negativa relativamente ao trabalho intelectual e geradores de indisciplina na sala de aula, que precisam ser acompanhados com premência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque são eles, alguns por cada turma, que formam os níveis de insucesso escolar. São casos que acabam por escapar à acção dos professores durante a actividade lectiva, já que há pouco tempo, nessas duas ou três horas semanais com as turmas, de desenvolver uma acção mais eficaz junto desses alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de se prejudicarem a si próprios violam o direito à aprendizagem de qualidade - em normais condições de trabalho e funcionamento das aulas - dos restantes alunos da turma, ao contrário do que defende a própria legislação, através do articulado do DLR nº26/2006/M de 4 de Julho de 2006: «reconhecer o direito à educação e ensino dos outros alunos» (Artigo 9º), de forma a garantir o «acesso a uma educação de qualidade que permita a realização de aprendizagens bem sucedidas» (Artigo7º).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já percebemos que não podemos ficar à espera de soluções do Ministério da Educação. Temos de criar respostas dentro da realidade própria escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um programa com retorno para todos os actores, todas as disciplinas e toda a comunidade educativa. Não se destina a resolver o problema de uma pessoa ou de uma disciplina em particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De modo sucinto, o espaço a ser criado e liderado por professores, em parceria com outros técnicos e até entidades sociais, teria três valências:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. VALÊNCIA DISCIPLINAR ou acção a curto prazo:&lt;br /&gt;Há uma vertente disciplinar/punitiva dependendo dos casos, a encaminhar para e a concretizar pelos conselhos de turma, mas procura-se, acima de tudo, garantir uma acção inicial em tempo real e úti, nomeadamente de contacto com a família. Caberá ainda mediar conflitos, analisar as razões mais profundas dos comportamentos de indisciplina e encaminhá-los tendo em vista a sua melhor resolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. VALÊNCIA DE ACOMPANHAMENTO ou acção a médio e longo prazo:&lt;br /&gt;Fazer o acompanhamento do estudante de forma a resolver problemas afectivos e emocionais de inadaptação identificados. É uma acção ao nível do desenvolvimento pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(NOTA: nos casos em que os pais não conseguem orientar ou resolver os problemas, nomeadamente de indisciplina do educando, a escola procurará apoiar/acompanhar, nesses casos extremos e na medida do possível, o aluno e a família, em colaboração com outros técnicos como a assistente social ou o psicólogo. Não nos podemos resignar quando a família nos diz que já não sabe mais que fazer, isto é, que já não sabe como fazer aquilo que lhe cabe fazer.)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;3. VALÊNCIA DE FORMAÇÃO ou acção a médio e longo prazo:&lt;br /&gt;A formação de estudantes, pais, encarregados de educação, docentes e auxiliares da acção educativa não pode ser descorada. No sentido de dar ferramentas às pessoas para lidar com os desafios educativos colocados pelas crianças e jovens e haver um concertação na acção de todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-5781580617879347328?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/5781580617879347328/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=5781580617879347328' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/5781580617879347328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/5781580617879347328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2008/08/apresentao-de-projecto-de-combate.html' title='Apresentação de projecto de combate à indisciplina'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SOSi37UW1QI/AAAAAAAAAQU/Qj5lU6GK6qY/s72-c/pav1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-2636831542292782502</id><published>2008-06-24T15:08:00.006+01:00</published><updated>2008-06-24T15:25:49.854+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reuniões fazer +'/><title type='text'>Reunião Fazer + 12</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SGECTAZR19I/AAAAAAAAALs/jm1hA2Ksp7o/s1600-h/equipa+fazer+%2B+JUNE+2008.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SGECTAZR19I/AAAAAAAAALs/jm1hA2Ksp7o/s320/equipa+fazer+%2B+JUNE+2008.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215452369018542034" /&gt;&lt;/a&gt;No dia 16 de Junho de 2008, os professores da equipa do Fazer + reuniram-se a fim de contabilizar e tratar os dados relativos ao &lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2008/06/inqurito-sobre-indisciplina.html"&gt;inquérito sobre a indisciplina&lt;/a&gt;. Em breve terá lugar outra reunião a fim de fazer a leitura e retirar ilações a partir dos dados obtidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-2636831542292782502?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/2636831542292782502/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=2636831542292782502' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/2636831542292782502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/2636831542292782502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2008/06/reunio-fazer-12.html' title='Reunião Fazer + 12'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SGECTAZR19I/AAAAAAAAALs/jm1hA2Ksp7o/s72-c/equipa+fazer+%2B+JUNE+2008.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-5224481066880301136</id><published>2008-06-12T12:08:00.001+01:00</published><updated>2008-06-12T12:17:58.563+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Indisciplina e violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Insucesso escolar'/><title type='text'>Inquérito sobre a indisciplina</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SFEFqS6yoBI/AAAAAAAAALk/Lmw5GDcOLJo/s1600-h/inqu%C3%A9rito+indisciplina+JUNE2008.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SFEFqS6yoBI/AAAAAAAAALk/Lmw5GDcOLJo/s320/inqu%C3%A9rito+indisciplina+JUNE2008.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210952468035444754" /&gt;&lt;/a&gt;Em breve, apresentaremos as conclusões deste inquérito realizado na nossa escola, aos alunos do ensino secundário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-5224481066880301136?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/5224481066880301136/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=5224481066880301136' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/5224481066880301136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/5224481066880301136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2008/06/inqurito-sobre-indisciplina.html' title='Inquérito sobre a indisciplina'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SFEFqS6yoBI/AAAAAAAAALk/Lmw5GDcOLJo/s72-c/inqu%C3%A9rito+indisciplina+JUNE2008.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-6707990443720770059</id><published>2008-06-03T20:35:00.005+01:00</published><updated>2008-06-12T12:13:02.501+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reuniões fazer +'/><title type='text'>Reunião Fazer + 11</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SEWdzivHaEI/AAAAAAAAALc/9UqjCwDIBzI/s1600-h/Img002.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207742052947159106" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SEWdzivHaEI/AAAAAAAAALc/9UqjCwDIBzI/s320/Img002.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No dia 2 de Junho de 2008, pelas 18h35, na nossa escola, reuniram-se os elementos do projecto Fazer +, que trataram dos seguintes assuntos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. PONTO DA SITUAÇÃO&lt;br /&gt;Foi feito um ponto da situação quanto às actividades a cargo dos vários elementos. Além das acções no que toca ao fazer pedagógico, em sala de aula, a maioria participou na &lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2008/05/formao-com-jos-augusto-fernandes-mentor.html"&gt;acção de formação &lt;/a&gt;em Maio último, ministrada pelo mentor do &lt;a href="http://www.projectosofia.com/"&gt;Projecto SOFIA&lt;/a&gt;, iniciativa enquadrada no próprio projecto Fazer +. Além disso, foi levado a cabo um inquérito aos alunos do ensino secundário sobre a questão da indisciplina, no que toca ao seu impacto no rendimento escolar. Dois docentes deslocaram-se ainda para uma &lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2008/05/encontro-de-reflexo-na-gonalves-zarco.html"&gt;sessão de reflexão&lt;/a&gt; e partilha na Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco. Entretanto, finalizou a &lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2008/05/iniciao-ao-modelo-pedaggico-do-mem-ii.html"&gt;oficina de formação&lt;/a&gt; de iniciação ao modelo pedagógico do Movimento da Escola Moderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. INQUÉRITO SOBRE INDISCIPLINA&lt;br /&gt;O inquérito está em fase de tratamento de dados. Procedeu-se, nesta reunião, à distribuição dos inquéritos pelos vários docentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. ACÇÃO ALARGADA SOBRE A INDISCIPLINA&lt;br /&gt;Reflectiu-se sobre possíveis iniciativas e caminhos de forma a minimizar os efeitos da indisciplina (obstaculização do normal decorrer do processo de ensino aprendizagem) sobre o sucesso escolar dos alunos e turmas da nossa escola, em especial nos 5º, 6º e 7º anos, mas não só.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-6707990443720770059?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/6707990443720770059/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=6707990443720770059' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/6707990443720770059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/6707990443720770059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2008/06/reunio-fazer-11.html' title='Reunião Fazer + 11'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SEWdzivHaEI/AAAAAAAAALc/9UqjCwDIBzI/s72-c/Img002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-3026828111079064944</id><published>2008-05-15T13:01:00.006+01:00</published><updated>2008-05-16T12:35:00.876+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Encontros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relatos de práticas'/><title type='text'>Encontro de reflexão na Gonçalves Zarco</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SCwmyIRUSnI/AAAAAAAAALU/g7ceTwL7llQ/s1600-h/Img012.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200574312361511538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SCwmyIRUSnI/AAAAAAAAALU/g7ceTwL7llQ/s320/Img012.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No dia 14 do corrente, os docentes Sofia Sousa e Nélio Sousa deslocaram-se à Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco, a convite do Conselho da Comunidade Educativa, para um encontro de reflexão com professores sobre a aplicação de novos modelos pedagógicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os docentes relataram a sua experiência resultante da aplicação, no presente ano lectivo, do modelo pedagógico do &lt;a href="http://www.movimentoescolamoderna.pt/"&gt;Movimento da Escola Moderna&lt;/a&gt; . Deu-se contas das suas linhas mestras e das cinco estruturas de trabalho na sala de aula, bem como dos aspectos positivos e negativos, sucessos e insucessos da prática ao longo do ano lectivo em curso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou claro que, a funcionar numa só disciplina e apenas num ano lectivo é difícil chegar a conclusões precisas e sustentadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abordou-se ainda alguns aspectos relativos à &lt;a href="http://www.eb1-ponte-n1.rcts.pt/html2/portug/bemvindo.htm"&gt;Escola da Ponte&lt;/a&gt; e do &lt;a href="http://www.projectosofia.com/"&gt;Projecto SOFIA&lt;/a&gt;. Há uma coisa que tais projectos pedagógicos alternativos não dispensam: trabalho e esforço por parte de quem aprende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são projectos românticos no sentido de fazer do aprendente um ser passivo alimentado pelo professor, que tem de fazer tudo (a carga toda em cima dos ombros): motivar, preparar, transmitir, entre outras tarefas. Não, exigem muito trabalho e disciplina individuais, base para aprendizagens significativas. O docente é o líder, o gestor, o orientador, o que cria as melhores condições possíveis para a criança ou jovem aprender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestas coisas não há milagres. A pedagogia e a relação professor-aluno e aluno-aluno não operam milagres. Não quer dizer que vamos mudar o mundo a partir de determinada acção. «Não é automático», afirmou José Augusto Fernandes, mentor do &lt;a href="http://www.projectosofia.com/"&gt;Projecto SOFIA&lt;/a&gt;, em Maio, na Escola Básica e Secundária da Calheta. «Não somos milagreiros. Pelo menos agir sobre aqueles que ainda vamos a tempo.» Há que «desafiar as pessoas a tomar conta, a decidir sobre a sua vida.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro fazer pedagógico alternativo à pedagogia instrutiva e ao método simultâneo, que remonta ao século XVII (ensinar a todos como se fossem um só, mais adequado à escola de elites e não de massas), implica uma (exigente) mudança de cultura pessoal e profissional. Implica a mudança de paradigma, de ponto de vista (visão). É um compromisso de mudança que tem de ter por base uma antropologia, isto é, um conjunto de princípios e valores, a rocha firme sobre a qual se vai construir tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando atrás se mencionou a necessidade de mudança ao nível pessoal, além do profissional, concordamos com José Augusto Fernandes, que afirma &lt;strong&gt;não ser possível fazer diferente sem ser de outra maneira&lt;/strong&gt;. Porque o &lt;strong&gt;ser pessoa concretiza-se num determinado fazer&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi, sobretudo, este desafio de mudança que tentámos deixar aos colegas da Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco, a quem agradecemos a oportunidade de troca de experiências.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-3026828111079064944?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/3026828111079064944/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=3026828111079064944' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/3026828111079064944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/3026828111079064944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2008/05/encontro-de-reflexo-na-gonalves-zarco.html' title='Encontro de reflexão na Gonçalves Zarco'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SCwmyIRUSnI/AAAAAAAAALU/g7ceTwL7llQ/s72-c/Img012.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-8636473741186641228</id><published>2008-05-11T17:17:00.009+01:00</published><updated>2008-05-11T20:39:52.350+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Formação'/><title type='text'>Formação com José Augusto Fernandes, mentor do Projecto SOFIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SCdIS4RUSmI/AAAAAAAAALM/4SJ1zyvdfbc/s1600-h/sofia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199203784002390626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SCdIS4RUSmI/AAAAAAAAALM/4SJ1zyvdfbc/s320/sofia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Nos dias 7, 8 e 9 de Maio de 2008, na nossa escola, José Augusto Fernandes, mentor do &lt;a href="http://www.projectosofia.com/"&gt;Projecto SOFIA&lt;/a&gt;, realizou a acção de formação "Educação, conhecer, como comunicar: saber ser, saber fazer".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta formação foi uma ideia da docente Ana Sousa, iniciativa integrada no projecto Fazer +. Contou com o apoio do Sindicato dos Professores da Madeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os objectivos foram os seguintes: descobrir o próprio "guião de vida" ou "primeira criação" de si próprio; descobrir o "centro" da própria existência e o desenvolvimento de quatro dimensões fundamentais da personalidade no ser e no comunicar(-se): segurança, orientação, sabedoria, poder; tomar nas próprias mãos a elaboração do segundo "guião de vida" ou "segunda criação" de si próprio/a; exprimir a vontade de mudança, no ser e no comunicar(-se), através de um "compromisso de missão" pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após uma troca de experiências de mudança/inovação pedagógica no âmbito do projecto Fazer + e do projecto Caravela (Escola Básica 1,2,3/PE Professor Francisco Barreto - Fajã da Ovelha), José Augusto Fernandes falou da sua prática e propostas do &lt;a href="http://www.projectosofia.com/"&gt;Projecto SOFIA&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O formador prefere ver a actividade de ensino aprendizagem centrada na RELAÇÃO e não no aluno (este limita-se ser passivo e o docente tem de fazer tudo) ou numa dinâmica social (a «aprendizagem é sempre pessoal; é social quando já não é minha»). Uma coisa é certa, como disse: «&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;fazer de outra maneira não é possível sem primeiro ser de outra maneira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Se não mudar como pessoa não vou fazer diferente.» Porque as «vitórias públicas são depois das privadas, sobre mim.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso ter uma visão, mudar de paradigma (ponto de vista) a partir do qual vou pensar num projecto. «Não há ventos favoráveis para quem não sabe para onde vai». É preciso antes de tudo &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;uma antropologia, um centro de valores firmes e irrenunciáveis&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Esses valores dão estabilidade. Os outros centros (trabalho, amigos, família, prazer, etc), se falham, a pessoa cai. «O centro quando é muito móvel gera instabilidade, é inseguro e, quando falha, arrasta-me com ele.» Se me arrasta e eu vou abaixo então é mau centro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vimos como empreender essa mudança de paradigma e de centro, para o fazer pedagógico e educativo serem outros. Foram abordados alguns instrumentos práticos para empreender a mudança ao nível do ser, que permitirá mudar o fazer: perfil existencial na comunicação, matriz da gestão, egografia da relação e análise estrutural do eu, tempograma, &lt;em&gt;mission statement&lt;/em&gt; (compromisso de missão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«As circunstâncias podem condicionar o ser... mas nenhuma circunstância da vida pode obrigar nenhum ser humano a ser o que não é, a ser ou não de uma dada maneira. Resta sempre a capacidade de &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;decidir&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, não quer dizer que vamos mudar o mundo a partir de determinada acção. «Não é automático. Não somos milagreiros. Pelo menos agir sobre aqueles que ainda vamos a tempo.» Há que «&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;desafiar as pessoas a tomar conta, a decidir sobre a sua vida&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Augusto Fernandes afirmou ainda: «há estados de saúde das pessoas que eu não posso ser salvador. O outro nem precisa nem quer ser salvo. Tem que se salvar. Senão vou eu também para a doença.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é importante, para não se criarem ilusões quanto à possibilidade de mudança das pessoas, dos problemas e dos contextos, nomeadamente o socio-cultural e o educativo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-8636473741186641228?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/8636473741186641228/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=8636473741186641228' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/8636473741186641228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/8636473741186641228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2008/05/formao-com-jos-augusto-fernandes-mentor.html' title='Formação com José Augusto Fernandes, mentor do Projecto SOFIA'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/SCdIS4RUSmI/AAAAAAAAALM/4SJ1zyvdfbc/s72-c/sofia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-3891448424103607753</id><published>2008-05-05T14:12:00.002+01:00</published><updated>2008-05-05T14:37:46.880+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Formação'/><title type='text'>Iniciação ao modelo pedagógico do MEM II</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/Ru6SvQHuK2I/AAAAAAAAAI8/XSaXGhgPU4A/s1600-h/escola+1ÂºCEB+SÃ£o+Filipe+Funchal.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5111183967590951778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/Ru6SvQHuK2I/AAAAAAAAAI8/XSaXGhgPU4A/s320/escola+1%C2%BACEB+S%C3%A3o+Filipe+Funchal.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Nos dias 12 e 14 de Abril decorreram as sessões finais da Oficina de Formação / Iniciação ao modelo do Movimento da Escola Moderna para a disciplinas, no Funchal (Escola de São Filipe e sala do SPM).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A formação, ministrada por Joaquim Segura e Isaura Custódio, contou com a presença de vários professores da Escola Básica e Secundária da Calheta, entre os quais três docentes que integram, actualmente, o projecto Fazer +.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestas sessões finais abordou-se o tempo de Estudo Autónomo do modelo de diferenciação pedagógica do Movimento da Escola Moderna, um modelo sociocentrado (não um modelo centrado na criança em abstracto, mas sim no ser social integrado na dinâmica contratual de grupo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma oficina de formação muito proveitosa, cujo grupo de professores deseja a mudança e conta com algumas experiências de alteração do modelo e da prática pedagógica instrutivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contou muito o papel dos formadores que, com um vasto caminho percorrido, conduziram a formação com enorme competência. A sua experiência pedagógica foi muito exemplificativa e resolveu muitas dúvidas dos formandos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-3891448424103607753?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/3891448424103607753/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=3891448424103607753' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/3891448424103607753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/3891448424103607753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2008/05/iniciao-ao-modelo-pedaggico-do-mem-ii.html' title='Iniciação ao modelo pedagógico do MEM II'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/Ru6SvQHuK2I/AAAAAAAAAI8/XSaXGhgPU4A/s72-c/escola+1%C2%BACEB+S%C3%A3o+Filipe+Funchal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-6092992569379914807</id><published>2008-01-21T14:20:00.001Z</published><updated>2008-05-05T14:09:24.097+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Acção em desenvolvimento pessoal'/><title type='text'>Sessões de Yoga</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/R5Suf6BXXOI/AAAAAAAAAK8/wR9zcBsOqOw/s1600-h/yoga.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5157939336420220130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/R5Suf6BXXOI/AAAAAAAAAK8/wR9zcBsOqOw/s320/yoga.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://tradicaodalua.wordpress.com/2007/04/23/hello-world/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;contexto da imagem&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;No passado dia 11 de Janeiro, reiniciaram-se as sessões de Yoga na escola, dirigidas à comunidade, dinamizado pelos docentes Sofia Sousa e Nélio Sousa, no âmbito do projecto Fazer +, na vertente do desenvolvimento pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano passado, as sessões de Yoga dirigiram-se a alunos. Face aos horários escolares, torna-se difícil conciliar o horário mais adequado para realizar este trabalho extra-escolar com os alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, este ano dirige-se, desde logo, aos professores. Todas as sextas-feiras, das 17h às 18h:30m, no ginásio da escola [&lt;em&gt;actualização Março 2008: entretanto, passou a ter lugar num espaço do Centro das Artes, Casa das Mudas, com melhores condições, pelo que agradecemos aos responsáveis daquela instituição&lt;/em&gt;], em período de actividade lectiva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-6092992569379914807?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/6092992569379914807/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=6092992569379914807' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/6092992569379914807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/6092992569379914807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2008/01/sesses-de-yoga.html' title='Sessões de Yoga'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/R5Suf6BXXOI/AAAAAAAAAK8/wR9zcBsOqOw/s72-c/yoga.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-8724239192375985851</id><published>2007-12-26T23:42:00.000Z</published><updated>2008-01-21T14:19:51.565Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Indisciplina e violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>Violência e coisas mais camufladas na escola III</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/R3LkStMeLpI/AAAAAAAABe0/IzOprEV1Yw0/s1600-h/AliceVieira[1].jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148428334058581650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/R3LkStMeLpI/AAAAAAAABe0/IzOprEV1Yw0/s320/AliceVieira%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;A escritora Alice Vieira escreveu um texto no JN (9.12.2007), intitulado&lt;/em&gt; &lt;a href="http://jn.sapo.pt/2007/12/09/opiniao/violencia_escolas.html"&gt;Violência nas escolas&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, que abaixo reproduzimos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Já tínhamos aqui abordado a questão (&lt;/em&gt;&lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2007/11/elementos-sobre-o-estado-da-escola_6905.html"&gt;&lt;em&gt;Violência camuflada I&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; e &lt;/em&gt;&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/12/violncia-e-coisas-mais-camufladas-na.html"&gt;&lt;em&gt;Violência camuflada II&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;) e preocupa, sobretudo, a violência camuflada, socialmente invisível, normalizada, desculpabilizada e escondida. Aí encontram-se a violência moral e a violência emocional, que mais danos inflingem, embora invisíveis. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Alice Vieira confirma algumas das nossas preocupações face a esse estado de coisas:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Li num jornal que a senhora ministra da Educação está contente. E, quando os nossos governantes estão contentes, é como se um sol raiasse nas nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E está contente porque, segundo afirmou, a violência nas escolas portuguesas, afinal, não existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que parece, andamos todos numa de paz e amor, lá fora é que as coisas tomam proporções assustadoras, os nossos brandos costumes continuam a vingar nos corredores de todas as EB, 2/3, ou como é que as escolas se chamam agora. Tenho muita pena de que os nossos governantes só entrem nas escolas quando previamente se fazem anunciar, com todas as televisões atrás, para que o momento fique na História. É claro que, assim, obrigada, também eu, anda ali tudo alinhado que dá gosto ver, porque o respeitinho pelo Poder é coisa que cai sempre bem no coração de quem nos governa, e que as pessoas gostam de ver em qualquer telejornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas bastaria a senhora ministra entrar incógnita em qualquer escola deste país para ver como a realidade é bem diferente daquela que lhe pintaram ou que os estudos (adorava saber como se fazem alguns dos estudos com que diariamente se enchem as páginas dos jornais) proclamam. É claro que não falo daquela violência bruta e directa, estilo filme americano, com tiros, naifadas e o mais que houver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo de uma violência muito mais perigosa porque mais subtil, mais pela calada, mais insidiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma violência mais "normal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não há nada pior do que a normalização, do que a banalização da violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Violência é não saberem viver em comunidade, é o safanão, o pontapé e a bofetada como resposta habitual, o palavrão (dos pesados…) como linguagem única, a ameaça constante, o nenhum interesse pelo que se passa dentro da sala, a provocação gratuita ("bata-me, vá lá, não me diga que não é capaz de me bater? Ai que medinho que eu tenho de si…", isto ouvi eu de um aluno quando a pobre da professora apenas lhe perguntou por que tinha chegado tarde…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Violência é a demissão dos pais do seu papel de educadores - e depois queixam-se nas reuniões de que "os professores não ensinam nada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque, evidentemente, a culpa de tudo é sempre dos professores - que não ensinam, que não trabalham, que não sabem nada, que fazem greves, qualquer dia - querem lá ver? - até fumam…&lt;br /&gt;Os seus filhos são todos uns anjos de asas brancas e uns génios incompreendidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez os pais têm menos tempo para os filhos e, por isso, cada vez mais os filhos são educados pelos colegas e pela televisão (pelos jogos, pelos filmes, etc.). Não têm regras, não conhecem limites, simples palavras como "obrigada", "desculpe", "se faz favor" são-lhes mais estranhas do que um discurso em Chinês - e há quem chame a isto liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a isto chama-se violência. Aquela que não conta para os estudos "científicos", mas aquela da qual um dia, de repente, rompe a violência a sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então em estilo filme americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tiros, naifadas e o mais que houver.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Recorde-se, a propósito:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;-&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/12/violncia-e-coisas-mais-camufladas-na.html"&gt;Violência e coisas mais camufladas nas escolas II&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;-&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/educao-infantil-em-portugal.html"&gt;Educação infantil em Portugal&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;-&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/estudantes-escolantes-e-faltantes.html"&gt;Estudantes, escolantes e faltantes&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;-&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/violncia-e-coisas-mais-camufladas-na.html"&gt;Violência e coisas mais camufladas nas escolas I&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;-&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/antero_25.html"&gt;Sem título 2&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;-&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/antero.html"&gt;Sem título 1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;-&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/idealismo-e-equvocos-sobre-assiduidade.html"&gt;Idealismo e equívocos sobre a assiduidade escolar&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;-&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/o-bispo-do-funchal-chamou.html"&gt;Primeira responsabilidade&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;-&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/mais-grave-discriminao-anti.html"&gt;A mais grave discriminação (anti-democraticidade)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;-&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/condies-de-trabalho.html"&gt;Condições de trabalho&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;-&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/nem-ditadura-por-disciplina-nem.html"&gt;Nem ditadura por disciplina nem a ditadura da indisciplina&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E ainda:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;-&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/photo-copyright-madeiraarchipelago.html"&gt;Insucesso escolar vem de longe 3&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;-&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/insucesso-escolar-vem-de-longe-2.html"&gt;Insucesso escolar vem de longe 2&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;-&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/09/insucesso-escolar-vem-de-longe-1.html"&gt;Insucesso escolar vem de longe 1&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-8724239192375985851?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/8724239192375985851/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=8724239192375985851' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/8724239192375985851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/8724239192375985851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2007/12/violncia-e-coisas-mais-camufladas-na_26.html' title='Violência e coisas mais camufladas na escola III'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/R3LkStMeLpI/AAAAAAAABe0/IzOprEV1Yw0/s72-c/AliceVieira%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-1689208723773718916</id><published>2007-12-26T23:36:00.000Z</published><updated>2007-12-26T23:42:42.516Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Indisciplina e violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>Violência e coisas mais camufladas na escola II</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/R0vjP_W4q3I/AAAAAAAABcE/HBBqVfPA-tc/s1600-h/Pinto%20Monteiro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137449663791147890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/R0vjP_W4q3I/AAAAAAAABcE/HBBqVfPA-tc/s320/Pinto%2520Monteiro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O procurador-geral da República, &lt;a href="http://www.pgr.pt/portugues/grupo_historia/procuradores/pinto_monteiro.htm"&gt;Pinto Monteiro&lt;/a&gt;, na entrevista dada à Visão (22.11.2007), denuncia que está a ser minimizada a dimensão da violência escolar nas escolas, nomeadamente pela ministra da Educação. Confirma aquilo que aqui já tínhamos dito em &lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2007/11/elementos-sobre-o-estado-da-escola_6905.html"&gt;violência camuflada&lt;/a&gt;. A violência nas escolas «existe», como diz o procurador-geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz então Pinto Monteiro: «[H]á uma série de opções pessoais a que vou dar prioridade: violência escolar, violência nos hospitais e sobre os idosos. Sei que há várias pessoas, até a senhora ministra da Educação, que &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;minimizam a dimensão da violência nas escolas, mas ela existe&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Vou-me preocupar com cada caso de um miúdo que dê um pontapé num professor ou lhe risque o carro. Não quero nem que haja um sentimento de impunidade nem que esse miúdo se torne um ídolo para os colegas. Quanto à escola, ao nível penal, deve existir tolerância zero. Mesmo que seja um miúdo de 13 anos, há medidas de admoestação a adoptar. Se soubessem a quantidade de faxes que eu recebo de professores a relatarem agressões...»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À boa maneira portuguesa, tende-se a desculpabilizar e a enterrar a cabeça na areia, para justificar a inércia e camuflar os problemas. É tudo culpa da sociedade e os miúdos (e respectivos pais) não têm responsabilidade nenhuma pela violência de que são autores... E assim se infantilizam os cidadãos deste país. Os resultados estão à vista na qualidade do civismo, da cidadania e da produtividade económica do país...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se a escola fosse um mundo desligado da sociedade, um mundo à parte, desconectado da realidade, onde pode reinar a impunidade (ausência de trabalho e de disciplina).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é só violência física. A violência moral e psicológica é muito comum nas escolas (resultado também das «pulsões narcisistas e exibicionistas, ausência de perspectiva social positiva salvo a que prolonga a afirmação egoísta de si» por parte de muitos jovens, &lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/educao-infantil-em-portugal.html"&gt;como refere Eduardo Lourenço&lt;/a&gt;), ainda mais minimizada e camuflada que a violência física e contra o património, porque não deixa marcas (provas) exteriores e visíveis, na sequência da agressão. Todavia, provoca enorme desgaste (emocional) da classe docente. Os psicólogos e psiquiatras sabem o número de professores-clientes que têm...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, ainda &lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/educao-infantil-em-portugal.html"&gt;como diz Eduardo Lourenço&lt;/a&gt;, somos uma «sociedade que, sem paradoxo algum, suscista e impõe uma “violência estatal” que, exteriormente, equilibra [a] fictícia realeza individual», numa «indefinição do espaço humano que nada limita e define senão a vontade oposta», o Estado não pode assobiar para o lado. E Pinto Monteiro tem essa consciência, felizmente. Valha-nos isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-1689208723773718916?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/1689208723773718916/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=1689208723773718916' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/1689208723773718916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/1689208723773718916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2007/12/violncia-e-coisas-mais-camufladas-na.html' title='Violência e coisas mais camufladas na escola II'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/R0vjP_W4q3I/AAAAAAAABcE/HBBqVfPA-tc/s72-c/Pinto%2520Monteiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-8551772742751828361</id><published>2007-12-19T16:28:00.000Z</published><updated>2008-01-02T16:36:55.709Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Acção pedagógica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relatos de práticas'/><title type='text'>Relato de prática: aprendizagem autónoma a cooperativa</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/R3u9NKBXXLI/AAAAAAAAAKk/4HoX_MgRTn0/s1600-h/FD.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150918632554323122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/R3u9NKBXXLI/AAAAAAAAAKk/4HoX_MgRTn0/s320/FD.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A professora Fátima Duarte realizou, durante o primeiro período, pesquisa, reflexão e investigação sobre novas metodologias especialmente sobre o modelo de diferenciação pedagógica do Movimento da Escola Moderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objectivo desta investigação prende-se com elaboração de novos materiais para o processo de ensino-aprendizagem e avaliação, de acordo com as metodologias aplicadas. Estes materiais possibilitam o ensino–trabalho-aprendizagem mais autónomo e cooperativo, centrado no aluno, libertando o professor para o apoio aos alunos com dificuldades de aprendizagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assistiu a uma aula da professora de Inglês, Sofia Sousa, que está a aplicar o modelo de diferenciação pedagógica do MEM, com o objectivo de verificar a aplicabilidade do referido modelo e a possibilidade de fazer o mesmo na disciplina de Ciências que lecciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a professora Rosa Coelho discutiu outras estratégias para aplicar as novas metodologias que se centrem no trabalho do aluno desenvolvendo-lhes as competências gerais e especificas e ao mesmo tempo permitir o cumprimento do programa da disciplina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A professora Fátima Duarte aplicou no sistema reprodutor a nova metodologia com os materiais criados e o &lt;em&gt;feedback&lt;/em&gt; por parte dos alunos foi bom. A maior parte dos discentes achou que esta metodologia torna as aulas mais dinâmicas e menos maçadoras, apesar de dois ou três alunos, os preguiçosos, que revelam falta de hábitos de trabalho, bem como os auditivos, não gostarem muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relativamente à avaliação da metodologia obtive os resultados esperados, porque já conhecia os alunos do ano lectivo anterior, mas verifiquei uma melhoria no rendimento dos alunos que revelam dificuldades de aprendizagem. É uma metodologia que permite desenvolver muitas competências nos alunos. Como mantém os alunos ocupados, é uma estratégia muito boa para combater a indisciplina na sala de aula.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-8551772742751828361?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/8551772742751828361/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=8551772742751828361' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/8551772742751828361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/8551772742751828361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2007/12/relato-de-prtica-aprendizagem-autnoma.html' title='Relato de prática: aprendizagem autónoma a cooperativa'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/R3u9NKBXXLI/AAAAAAAAAKk/4HoX_MgRTn0/s72-c/FD.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-2734112563873938351</id><published>2007-12-14T16:57:00.000Z</published><updated>2008-01-02T17:00:34.810Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reuniões fazer +'/><title type='text'>Reunião Fazer + 10</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/R3vDJqBXXNI/AAAAAAAAAK0/X-W3HDrp_EM/s1600-h/escola+Calheta+6+_5Mar2007.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/R3vDJqBXXNI/AAAAAAAAAK0/X-W3HDrp_EM/s320/escola+Calheta+6+_5Mar2007.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150925169494547666" /&gt;&lt;/a&gt;No dia 14 de Dezembro, pelas 11 horas, foi feita a reunião para balanço das actividades desenvolvidas pelos professores do Fazer +.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi ainda feita uma projecção de actividades a desenvolver no 2º e 3º períodos, nomeadamente um pequeno estudo sobre o impacto da indisciplina (camuflada) nos resultados escolares e um fórum com José Augusto Fernandes, em Maio, além das actividades de inovação pedagógica que mobilizam os docentes do projecto, com especial atenção, neste ano lectivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já percebemos que a pedagogia e o docente não podem tudo, sendo preciso agir noutras frentes, nomeadamente nos níveis de trabalho e na indisciplina dos alunos, em sala de aula. Isto sem pensar nos problemas colocados pelo contexto socio-cultural mais alargado, em que a escola tem menor capacidade intervir e transformar, pelo menos com efeitos imediatos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-2734112563873938351?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/2734112563873938351/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=2734112563873938351' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/2734112563873938351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/2734112563873938351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2007/12/reunio-fazer-10.html' title='Reunião Fazer + 10'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/R3vDJqBXXNI/AAAAAAAAAK0/X-W3HDrp_EM/s72-c/escola+Calheta+6+_5Mar2007.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-8929966861007937884</id><published>2007-11-25T23:26:00.000Z</published><updated>2008-01-02T16:49:31.253Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Acção pedagógica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pedagogia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relatos de práticas'/><title type='text'>Relato de prática: 1º balanço da aplicação do modelo pedagógico do MEM (parte B: conclusões gerais)</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/R3vAhaBXXMI/AAAAAAAAAKs/OWSDDNF8Tbw/s1600-h/relato.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150922278981557442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/R3vAhaBXXMI/AAAAAAAAAKs/OWSDDNF8Tbw/s320/relato.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Damos aqui conta das primeiras conclusões gerais (ver post anterior as conclusões referentes a cada estrutura de trabalho) da aplicação do modelo de diferenciação pedagógica do Movimento da Escola Moderna (MEM), na Escola Básica e Secundária da Calheta, Madeira, em quatro turmas de 7º ano e outras quatro de 8º ano, por dois docentes de Inglês. O relato da prática esteve aberta à participação dos professores da escola e além dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Conclusões gerais:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aplicar o modelo do MEM tem tido ainda a grande vantagem de pôr a nu, &lt;strong&gt;em carne viva&lt;/strong&gt;, aspectos que ficam (mais ou menos) camuflados no método simultâneo, como a atitude perante o trabalho intelectual, desvalorização da escola, o grau de conhecimentos e competências e escassa autonomia e autodeterminação na população estudantil. É duro, mas é uma bestial e necessária injecção de realidade. Embora conscientes do estado de coisas, surpreende sempre o grau de gravidade dos problemas. &lt;strong&gt;Parece haver sempre mais fundo&lt;/strong&gt;. É possível ser ainda pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A &lt;strong&gt;disciplina e a atitude perante o trabalho&lt;/strong&gt; (intelectual) pelo aluno fazem mais diferença (têm maior peso, porque são premissas para o bom desenrolar do processo de ensino-aprendizagem) do que o modelo pedagógico que se aplique, não obstante alguns modelos estimularem mais o trabalho intelectual e a disciplina pessoal (criação de melhores condições e oportunidades de trabalho), como o modelo pedagógico do MEM, embora não signifique que garanta resultados em quaisquer circunstâncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As condições de trabalho em muitas turmas são como uma &lt;strong&gt;montanha russa&lt;/strong&gt;, de altos e baixos, de instabilidade e imprevisibilidade quase constantes, sem nunca ou raramente atingirmos um planalto de serenidade para o trabalho de aprendizagem. É quase impossível trabalhar nestas condições, além de tudo o resto: as outras faltas de condições de trabalho nas escolas e a crítica social constante a que estão submetidos os docentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As principais dificuldades não tiveram, até agora, a ver com o modelo pedagógico em si ou com os ecos da cultura profissional do professor baseada no método simultâneo, mas sim com as condições de trabalho nas turmas: disciplina e atitude perante o trabalho intelectual. A &lt;strong&gt;envolvente socio-cultural&lt;/strong&gt; (as baixas - ou ausência de - qualificações, chagas sociais como o alcoolismo, a violência doméstica ou bolsas de pobreza e analfabetismo - o clássico e o funcional -, os poucos estímulos para a disciplina, treino, rigor e amadurecimento do raciocínio, a escassa cultura de trabalho e empenho, a indisciplina, o escasso civismo e autodeterminação de comportamentos sociais, a desvalorização do saber, da escola e da actividade intelectual, a desigualdade de oportunidades, o nivelamento por baixo, a não valorização de nada além do horizonte futebol-bar-sobrevivência, o não privilegiar nem reconhecer da competência, o domínio do tráfico de influências em lugar do mérito no acesso ao emprego e à mobilidade social, entre outros) e a &lt;strong&gt;natureza humana&lt;/strong&gt; têm a força de um tsunami. E impedem o modelo de carborar. Fica atolado nessas areias movediças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O modelo de diferenciação pedagógica do MEM permite os &lt;strong&gt;alunos seguirem o seu ritmo pessoal e poderem contar com o apoio do professor ou de outros colegas&lt;/strong&gt;, desde que as circunstâncias (premissas) o permitam: se a turma é indisciplinada e pouco empenhada obrigará o professor a ser mais um regulador de comportamentos e conflitos (“polícia”...) do que a ser o apoio (diferenciador) aos alunos com mais dificuldades, como tem acontecido. Há aulas em que o professor quase “desaparece” e fica comprometido o seu apoio aos alunos durante o estudo autónomo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O modelo do MEM estimula e desenvolve a &lt;strong&gt;autonomia&lt;/strong&gt;, a &lt;strong&gt;interajuda&lt;/strong&gt; (quem ensina aprende duas vezes), a &lt;strong&gt;partilha&lt;/strong&gt;, a &lt;strong&gt;responsabilidade pessoal&lt;/strong&gt;, o papel de cada um na construção da sua aprendizagem e da dos outros (a «aprendizagem é uma construção social» - Sérgio Niza, 1999, p.48), responde à &lt;strong&gt;heterogeneidade&lt;/strong&gt; dos grupos (não há grupos homogéneos) e à escola de massas (inclusiva e para todos), mas essa resposta pode ser comprometida pelas circunstâncias envolventes (o tal caldo socio-cultural), como a indisciplina ou a falta de empenho dos alunos. Estes factores fazem parte da equação. O espaço da sala de aula não é um laboratório asséptico ou um espaço à parte da realidade. Mesmo aplicando correctamente o modelo pedagógico, &lt;strong&gt;há coisas que não se resolvem (por arrastamento ou contágio)&lt;/strong&gt;, por mais virtudes que tenha (e tem de facto) o modelo pedagógico. Aliás, se o modelo pedagógico tudo fizesse e tudo pudesse, o professor tornar-se-ia irrelevante, um mero operário, executor sem componente humana e individual. Se o problema fosse sempre o professor, que não sabe aplicar o modelo, que não é bom técnico, então isso seria o mesmo que já acontece com o modelo tradicional, em que o professor é sempre o culpado (responsável) de tudo. Afinal, a equação do sucesso escolar é complexa e não entra só a pedagogia. Nem é o voluntarismo e o sacrifício do docente que tudo podem e resolvem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O facto de os alunos entrarem e saírem do modelo para a disciplina de Inglês causa dificuldades e impossibilitarão conclusões definitivas sobre a aplicação do modelo pedagógico (perverte a análise), porque teria de acontecer em todas as disciplinas. De novo a envolvência. &lt;strong&gt;As aulas de Inglês são uma ilha no meio do método simultâneo&lt;/strong&gt;. Causa reacções virulentas por parte de alguns alunos, que questionam até de forma grosseira e leviana o modelo de trabalho e a competência do docente (bofetadas de ingratidão), muitas vezes para justificar a sua própria inércia, indisciplina e, quando se aproxima o final do período, os maus resultados. Exigem tudo e mais alguma coisa do professor e pouco de si próprios. Percebem que é preciso trabalhar e viram-se contra o método de trabalho. Isso também acontece no método simultâneo: o vulgar «o professor não explicou»; «o professor não deu»; «o professor...» qualquer coisa. Percebe-se o problema: é mais fácil memorizar, na véspera do teste, meia dúzia de conteúdos comunicados pelo professor à turma, do que trabalhar (produzir e estudar) todos os dias. E aqui a contestação ao modelo pedagógico sobe de tom, porque não é facilitista nem laxista. Quando um aluno diz na cara do professor «não quero fazer esforço» está tudo dito. Afinal, para a generalidade dos alunos e pais o que é mais importante? Passar (diploma) ou saber (fazer)? Será o saber e a competência valorizada pela nossa sociedade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;A nenhum modelo pedagógico se pode exigir a solução para tudo&lt;/strong&gt; (ou a mudança do mundo) &lt;strong&gt;a partir da sala de aula e da acção isolada (em exclusão) do professor&lt;/strong&gt; com cada turma, quando passa com cada uma das várias turmas que tem apenas duas ou três horas por semana. A pedagogia não pode tudo. O professor não pode tudo, muito menos sozinho na sua sala. Há variáveis e envolventes que ultrapassam a pedagogia e o professor (e dizem respeito à família, aluno, escola, sociedade, política, etc.). A escola instituição deve criar condições para criar pontes entre todos, para que cada parte assuma a sua responsabilidade. E não é justo nem humano pedir a um professor que dê cabo da sua saúde e da sua vida pessoal, em grande sacrifício (que vai além do profissionalismo e mergulha no sacerdócio...), para chegar ao final do ano com meia dúzia de migalhas como resultado e recompensa. É desumano que, já em grande empenho e sacrifício, se peça, sem limites, que o professor aplique sempre uma nova estratégia, sem fim, até à exaustão. Se a milésima primeira estratégia não deu, terá de partir para a milésima segunda, numa angústia constante e insana, carregando o mundo às costas? Como se através de uma técnica se pudesse chegar sempre onde se quer... Como se, para qualquer problema ou dificuldade, houvesse sempre um remédio... Pode ser que esteja ao alcance de alguns, mas a genialidade é algo raro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Passa-se demasiado tempo hoje, independentemente do modelo pedagógico, a gerir conflitos relacionais e indisciplina nas turmas (a educar socialmente) e menos tempo nas actividades de aprendizagem, fustigadas por esse ruído. &lt;strong&gt;Não de pode ter na sala de aula uma ditadura por disciplina, nem podemos ter a ditadura da indisciplina&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Perante o maior espaço de autonomia na gestão do seu trabalho, os alunos estão a &lt;strong&gt;confundir, contraditoriamente, essa maior exigência, trabalho e responsabilidade pessoais com facilitismo e laxismo&lt;/strong&gt;. E têm consciência disso. Aproveitam o espaço para a turbulência, a indisciplina e menor esforço. Há alunos que conseguem passar um aula inteira sem fazer nada, apesar da insistência do docente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O aluno habituado a seguir regras impostas e instruções por parte do professor, tem dificuldades em auto-regular e autodeterminar atitudes e comportamentos, em tomar decisões e assumir responsabilidades, confundindo até com permissividade do professor. Têm de &lt;strong&gt;ter o espaço de liberdade e autonomia consoante as competências sociais que vão desenvolvendo&lt;/strong&gt;, como na construção de uma parede, tijolo após tijolo. O tijolo seguinte precisa do anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Todos os dias e a todas as horas, na nossa escola, nas nossas turmas, há alguns &lt;strong&gt;alunos a violar grosseiramente, com indisciplina camuflada, o dever de respeitar o direito dos restantes alunos ao bom ambiente e à qualidade das aprendizagens&lt;/strong&gt;. E parece que muita gente acha isso normal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A &lt;strong&gt;ausência de disciplina e trabalho (acção individual) parecem ter um peso maior no sucesso ou insucesso escolar do que as origens socio-económicas e culturais do aluno&lt;/strong&gt;, que têm o seu peso, mas muitas vezes são eleitas como a fonte de todos os insucessos. Como se a culpa do insucesso pessoal estivesse sempre na sociedade e não fosse também da esfera da responsabilidade pessoal da família e do aluno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não obstante ser imprescindível que se compreenda as coisas, é preciso aprender por nós próprios (conhecer e fazer), o que requer esforço e estudo individual. &lt;strong&gt;A maioria dos alunos pensa que o facto de terem compreendido as explicações do professor isso equivale ao que foi aprendido&lt;/strong&gt;. Dá apenas algum conforto e a impressão que já sabem, mas é com a necessidade de produção oral ou escrita, que percebemos de facto aquilo que sabemos ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Alunos mais &lt;strong&gt;preocupados em compreender os conteúdos (teoria - conhecimentos) &lt;/strong&gt;e menos com o saber fazer (prática - competências): é como se conhecer e fazer estivessem separados. Denota preocupação com o que é útil para depositar no teste sumativo para assegurar a passagem, como já trás referimos. Temos constatado que aquilo que os alunos sabem fazer (competências) é ainda inferior às notas que aparecem nas pautas e fazem as estatísticas do insucesso escolar da Região e do país. Apesar de andarmos a camuflar o saber e as competências reais dos alunos, apesar de todo o facilitismo, as estatísticas do país são o que são. Porque falta trabalho e disciplina, o mínimo de predisposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Apesar das dificuldades, &lt;strong&gt;existem factores de optimismo (possibilidade) nesta mudança de paradigma pedagógico, desde que não se perca a realidade de vista&lt;/strong&gt;. Operar a mudança é o primeiro passo e o fundamental. Depois o processo é lento e é preciso paciência (e muitos desafios) até surgirem resultados mais substantivos, decorrente de ajustes e afinações sucessivas, sem esquecer o diálogo, a &lt;strong&gt;negociação entre ideal e realidade, teoria e prática, entre o desejo e o possível&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A conclusão final é de que o modelo pedagógico tem de ser &lt;strong&gt;adaptado à realidade&lt;/strong&gt;, tão simples quanto isto. &lt;strong&gt;Não está em causa a comunhão com os princípios ou filosofia de base do modelo do MEM&lt;/strong&gt;. Concordamos com eles, nomeadamente no belo ideal de criar um aluno e um cidadão novo ou ideal (nem que seja pelo lançar de sementes), mesmo que seja uma utopia que serve de farol e confere sentido (rumo) para uma caminhada. Uma caminhada que poderá ser interminável, já que &lt;strong&gt;a realidade (toda a História) tem demonstrado ser impossível criar o homem ideal&lt;/strong&gt;, embora seja possível dar passos (num processo que é lento) na melhoria da Humanidade. Estamos apenas a com um pé no modelo pedagógico e outro na realidade, na busca de um equilíbrio possível (no meio parece estar de facto a virtude). É um grande desafio, num caminhar contante entre os pressupostos teóricos e o terreno. Os docentes voltam com impurezas do terreno, com o objectivo de voltar para a esse mesmo terreno com soluções práticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É bom e positivo acreditar e partir do pressuposto que as pessoas são naturalmente boas, mas não se pode esquecer o outro lado menos positivo da natureza humana, também demonstrado por toda a História da Humanidade. O homem pode ser naturalmente bom (o bom selvagem de Rosseau), como pode não ser naturalmente bom. Será que o potencial (homem ideal) está já nas pessoas e que o contexto (social) encarrega-se de fazer tudo o resto (se não faz então a culpa é da sociedade - ou do professor no contexto da escola)? Que a estrutura pedagógica, neste caso específico, fará tudo o resto? Que o professor fará tudo, desde que conduza bem o modelo pedagógico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, não fazem. &lt;strong&gt;Temos é de encontrar formas de lidar com o homem e a realidade em que se move tal como são.&lt;/strong&gt; Quando as pessoas são imaturas, irresponsáveis e indisciplinadas precisam de limites claros porque senão limitam e violam a liberdade dos outros. Nem é bom para ninguém. &lt;strong&gt;Temos de partir, também em termos de competências sociais (além do que se faz com os conhecimentos, as competências académicas) do ponto onde estão os alunos, para se ir construindo o edifício (o estudante e o cidadão) a partir do alicerces, a partir do que já tem edificado, a partir do que já sabe&lt;/strong&gt;. Construir castelos no ar é um erro, seja no campo dos conhecimentos académicos, seja no campo das competências sociais (cívicas). Tal como se devem respeitar as leis da Natureza, não se podem esquecer as leis (naturais) do Homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não se esqueça que &lt;strong&gt;as pessoas&lt;/strong&gt; (incluindo as crianças e jovens nas escolas) &lt;strong&gt;não estão assim tão desejosas de liberdade e autonomia como às vezes pode parecer&lt;/strong&gt;. Porque dá muito trabalho, traz muita responsabilidade individual, exige pensar e decidir por si próprio, traz perturbação ao pensamento. Querem é alguém que ponha pão na mesa e lhes trate da vida. &lt;strong&gt;Mais depressa querem espaço para fazer o que lhes dá na telha, espaço para o ego crescer sem se importar com os outros, pensando que têm direito a tudo e a exigir tudo dos outros&lt;/strong&gt;. É a natureza humana. &lt;strong&gt;Quantos na História trocaram pão por liberdade?&lt;/strong&gt; Um punhado de idealistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diz Rubem Alves (&lt;em&gt;Se eu pudesse viver a minha vida novamente...,&lt;/em&gt; 2005), «toda a gente diz que quer liberdade. É mentira. A liberdade traz muita confusão à cabeça. &lt;strong&gt;Melhores são as rotinas que nos livram da maçada de ter que tomar decisões sobre o que fazer com a liberdade&lt;/strong&gt;. Quem tem rotinas não precisa de tomar decisões. A vida já está decidida. O cavaleiro nem precisa de puxar a rédea: o cavalo sabe o caminho a seguir.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode cruzar estas conclusões com outras reflexões temáticas (e outras que se seguirão além destas nos próximos tempos, neste blogue), para desafiar o pensamento e suscitar debate e, espera-se, alguma clarificação (para não nos cansarmos, não perdermos o prazer nesta demanda - mas também não perdermos de vista o princípio da realidade, que prepara as pessoas para as dificuldades e para a luta - e alcançarmos os objectivos):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A recordar:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/racionalidade-e-realismo-precisam-se.html"&gt;Racionalidade e realismo precisam-se&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/educao-infantil-em-portugal.html"&gt;Educação infantil em Portugal&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/estudantes-escolantes-e-faltantes.html"&gt;Estudantes, escolantes e faltantes&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/violncia-e-coisas-mais-camufladas-na.html"&gt;Violência e coisas mais camufladas na escola&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/antero_25.html"&gt;Sem título 2&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/antero.html"&gt;Sem título 1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/idealismo-e-equvocos-sobre-assiduidade.html"&gt;Idealismo e equívocos sobre a assiduidade escolar&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/o-bispo-do-funchal-chamou.html"&gt;Primeira responsabilidade&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/mais-grave-discriminao-anti.html"&gt;A mais grave discriminação (ainti-democraticidade)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/condies-de-trabalho.html"&gt;Condições de trabalho&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/nem-ditadura-por-disciplina-nem.html"&gt;Nem ditadura por disciplina nem a ditadura da indisciplina&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E ainda:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/photo-copyright-madeiraarchipelago.html"&gt;Insucesso escolar vem de longe 3&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/insucesso-escolar-vem-de-longe-2.html"&gt;Insucesso escolar vem de longe 2&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/09/insucesso-escolar-vem-de-longe-1.html"&gt;Insucesso escolar vem de longe 1&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-8929966861007937884?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/8929966861007937884/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=8929966861007937884' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/8929966861007937884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/8929966861007937884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2007/11/relato-de-prtica-1-balano-da-aplicao-do.html' title='Relato de prática: 1º balanço da aplicação do modelo pedagógico do MEM (parte B: conclusões gerais)'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/R3vAhaBXXMI/AAAAAAAAAKs/OWSDDNF8Tbw/s72-c/relato.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-7857950564571943125</id><published>2007-11-25T23:24:00.000Z</published><updated>2008-01-02T16:57:14.258Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Acção pedagógica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pedagogia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reuniões fazer +'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relatos de práticas'/><title type='text'>Relato de prática: 1º balanço da aplicação do modelo pedagógico do MEM (parte A: 5 estruturas)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/R0oFJYmNAGI/AAAAAAAAAKc/92QVab7bbuU/s1600-h/relato+prÃ¡tica14nov2007.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136923983749120098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/R0oFJYmNAGI/AAAAAAAAAKc/92QVab7bbuU/s320/relato+pr%C3%A1tica14nov2007.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Damos aqui conta das primeiras conclusões da aplicação do modelo de diferenciação pedagógica do Movimento da Escola Moderna (MEM), na Escola Básica e Secundária da Calheta, Madeira, em quatro turmas de 7º ano e outras quatro de 8º ano, por dois docentes de Inglês. O relato da prática aconteceu numa reunião do Fazer +, a nona, aberta à participação dos professores da escola e além dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma forma de cumprir o dever de partilha com outros docentes, do que corre bem ou mal, dos aspectos positivos ou negativos, sem esquecer o princípio da realidade. Algumas das conclusões menos positivas e insucessos poderão vir a ser superados ao longo do tempo. Como disse C. R. Rogers, «...nem a Bíblia, nem os profetas - nem Freud, nem a investigação - nem as relações de Deus ou dos Homens - podem ganhar precedência relativamente à minha própria experiência directa.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modelo pedagógico do Movimento da Escola Moderna é um modelo sociocentrado, isto é, centrado na dinâmica cultural e contratual dos grupos sociais, na construção do cidadão e não apenas do indivíduo: a aprendizagem é uma construção social, para parafrasear Sérgio Niza, fundador do MEM. O que constrói uma individualidade e dá sentido social às aprendizagens de cada um e de todos é o facto de se pertencer a um grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa organização social das aprendizagens faz-se em cinco estruturas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conselho de Cooperação&lt;/strong&gt; (planificação e avaliação); &lt;strong&gt;Trabalho nos projectos&lt;/strong&gt; (em grupo); &lt;strong&gt;Comunicação à turma&lt;/strong&gt; (apresentação dos projectos e rotinas de oralidade); &lt;strong&gt;Trabalho em colectivo&lt;/strong&gt; (professor orienta e sistematiza com o grupo-turma) e &lt;strong&gt;Trabalho Autónomo&lt;/strong&gt; (individual, em pares ou em pequenos grupos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoalmente, no seguimento desta curta experiência - podemos estar equivocados - vemos o Trabalho Autónomo como a estrutura nuclear que mais diferencia o modelo pedagógico do Movimento da Escola Moderna do método simultâneo (modelo tradicional). O núcleo à volta do qual orbitam as restantes estruturas de trabalho, que o interceptam ou o acompanham em paralelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No método simultâneo dominante na cultura escolar, os docentes já introduzem, dispersamente, modalidades de trabalho como o trabalho de projecto (em grupo), a comunicação dos alunos à turma, rotinas de oralidade, discutem e negoceiam regras e critérios de avaliação (a planificação dos conteúdos parece ser mais raro... pelo facto de não haver diferenciação pedagógica) com a turma e trabalham em colectivo na orientação, explicitação e sistematização dos conteúdos. São inovações que atenuam e disfarçam o método simultâneo, mas não rompem com ele. Todavia, são estratégias ou estruturas de trabalho que estão muito dissiminadas, impurificando e abastardando o método simultâneo e a pedagogia instrutiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o &lt;strong&gt;trabalho autónomo&lt;/strong&gt; e a forma de &lt;strong&gt;organização articulação (inter-relação) de todas as cinco estruturas&lt;/strong&gt; parecem ser o que mais distingue o modelo do MEM, que tem subjacente um conjunto de princípios como a partilha, a cooperação ou a autonomia. O Plano Individual de Trabalho (PIT), na posse de cada aluno, para poderem seguir o seu ritmo e se diferenciarem os percursos, é um instrumento fundamental no estudo autónomo. Além de dar autonomia e liberdade, é altamente responsabilizador e exigente em termos de volume de trabalho para o aluno. Quanto mais faz o aluno, melhor nota terá no PIT e, por arrastamento, melhor será o seu desempenho e os resultados escolares. Trabalho resulta em aprendizagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumimos as conclusões possíveis após a primeira unidade, que agrupamos por cada uma das cinco estruturas, com os aspectos positivos (sinal mais) e os negativos (sinal menos). No &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; seguinte temos as conclusões gerais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Conselho de cooperação&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;Apresentação do programa anual e do 1º Período mais os critérios de avaliação. Negociação das regras para a relação de trabalho. Distribuição de tarefas de sala de aula para todo o ano. Utilização do Diário de Turma (trabalho, funcionamento e socialização democrática na turma: gostei/não gostei/fizemos/queremos fazer)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Mais:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;+ na posse do PIT o aluno faz o seu planeamento (sequência dos conteúdos e quantidade das diversas actividades propostas)&lt;br /&gt;+ alguns alunos utilizam com frequência e correctamente o Diário de Turma&lt;br /&gt;+ apresentação de toda a organização dos tempos de aprendizagem do modelo&lt;br /&gt;+ em geral, gostam de cumprir as tarefas atruídas para gestão da sala de aula&lt;br /&gt;+ espaço para esclarecimento do trabalho e de aspectos relacionais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Menos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- negociação dos projectos e actividades condicionada pela sequência programática do manual (necessidade de rentabilizar recurso no qual investiram as famílias)&lt;br /&gt;- critérios de avaliação condicionados pela legislação, decisões da escola e disciplinas&lt;br /&gt;- regras negociadas para o funcionamento da aula não são levadas a sério (integradas) pelos alunos&lt;br /&gt;- calendarização das aulas e tempos de trabalho feita pelo professor (justificar-se-á nesta fase inicial)&lt;br /&gt;- pena não haver mais tempo para outros conselhos, por exemplo para regular conflitos, muito comuns na turmas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Trabalho autónomo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;Momento de produção, treino, estudo e aprofundamento (individual, pares, pequenos grupos), segundo o que está previsto no Plano Individual de Trabalho (PIT).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Mais:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;+ percurso autónomo (pedalar por si próprio) a partir do que já sabe (seu nível de conhecimento e competências)&lt;br /&gt;+ apoio diferenciado pelo professor aos alunos com mais dificuldade&lt;br /&gt;+ interajuda entre os alunos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Menos:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- quase totalidade dos alunos cumpre apenas o mínimo de tarefas do PIT&lt;br /&gt;- preocupação mais em fazer fichas e menos em saber&lt;br /&gt;- se há indisciplina e agitação o apoio individualizado do professor e trabalho da turma são comprometidos, o que tem acontecido com frequência&lt;br /&gt;- professor tem de, no início de cada aula, fazer ponto da situação e orientar para as tarefas (o que falta fazer) e gestão do tempo&lt;br /&gt;- alunos sentem falta da exposição da matéria pelo professor (acham mais cómodo, sobretudo os alunos menos empenhados)&lt;br /&gt;- rara utilização dos ficheiros do professor, na sala de aula&lt;br /&gt;- recorrem muito ao professor (em vez de recorrer a outras fontes: dicionário, colegas, manuais, autocorrecções, etc)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Trabalho de projecto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;É feito um projecto por período. Trabalho de aprendizagem curricular por via de projectos cooperativos (em grupos de 2 ou 3 pessoas no máximo). Há um roteiro de orientação.&lt;br /&gt;O produto e o guião escrito são avaliados pelo professor e seus autores (auto-avaliação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Mais:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;+ trabalho em cooperação, de produção com sentido social e de aprendizagem&lt;br /&gt;+ é tempo de construção pelos próprios, gerando aprendizagens mais significativas (competências)&lt;br /&gt;+ permite criatividade e a ligação do saber escolar com a vida dos alunos (saberes extra-curriculares)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Menos:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- alguns grupos têm dificuldades em funcionar, sobretudo em cumprir os prazos (gestão do tempo)&lt;br /&gt;- alguns trabalhos são incipientes, com pouca qualidade e com informação copiada&lt;br /&gt;- pouco método de trabalho (não seguem a metodologia/roteiro de projecto disponível)&lt;br /&gt;- tendência para sobrevalorização do esforço investido e qualidade do produto final&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Trabalho de comunicação&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Apresentação oral do projecto pelo grupo, em inglês (15m máximo); apresentação oral individual – rotina de oralidade (5m): Speakers’ Corner A comunicação oral (individual ou de grupo) é avaliada pelos próprios, pelos colegas e pelo professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Mais:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;+ pertinência e sentido social que é dado às aprendizagens&lt;br /&gt;+ partilha e validação do conhecimento pela turma&lt;br /&gt;+ cumprimento dos prazos pela maioria dos grupos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Menos:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- os alunos foram esquecendo a rotina de oralidade individual&lt;br /&gt;- os alunos que fizeram a comunicação individual à turma limitaram-se a ler um texto&lt;br /&gt;- muitas deficiências técnicas na comunicação em público, seja em grupo, seja individualmente&lt;br /&gt;- maioria esqueceu guião de apresentação, vocabulário necessário e de cuidar da pronúncia&lt;br /&gt;- investimento maior na estética do que no conteúdo&lt;br /&gt;- tendência para sobrevalorizar a qualidade da comunicação&lt;br /&gt;- pouca atenção da turma às apresentações dos colegas, que surpreendeu (não estávamos à espera que ignorassem - prejudicassem - tanto os colegas e o seu trabalho)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Trabalho colectivo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Trabalho de toda a turma e o professor (sessões comparticipadas), com comunicação de informação, esclarecimento de dúvidas, construção de conceitos e sistematização de conteúdos nucleares pelo docente. É um momento para aperfeiçoar textos em colectivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Mais:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;+ organização e sistematização dos saberes&lt;br /&gt;+ alunos mais auditivos beneficiam&lt;br /&gt;+ esclarecimento de dúvidas&lt;br /&gt;+ defesa do professor (não ser acusado de não ter dado matéria)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Menos:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- perigo de os alunos se apoiarem e confiarem demasiado na comunicação do professor, desvalorizando o maior peso (ou até prescindindo) do seu esforço, concentração, disciplina e trabalho individuais&lt;br /&gt;- perigo de os alunos pensarem que, para saber, basta compreender o que apresenta o professor&lt;br /&gt;- os alunos maçam-se com o trabalho de aperfeiçoamento de texto: aborrecem-se com a procura dos erros e tendem a ver tudo superficialmente&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-7857950564571943125?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/7857950564571943125/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=7857950564571943125' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/7857950564571943125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/7857950564571943125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2007/11/relato-de-prtica-1-balano-da-aplicao-do_25.html' title='Relato de prática: 1º balanço da aplicação do modelo pedagógico do MEM (parte A: 5 estruturas)'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_n0y2wpxkPck/R0oFJYmNAGI/AAAAAAAAAKc/92QVab7bbuU/s72-c/relato+pr%C3%A1tica14nov2007.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-719451876361129032</id><published>2007-11-25T23:14:00.000Z</published><updated>2007-11-25T23:26:08.540Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>Racionalidade e realismo precisam-se</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/R0YkP_W4q1I/AAAAAAAABb0/_QQu9UJ7t2k/s1600-h/CM20nov2007.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5135832282186689362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/R0YkP_W4q1I/AAAAAAAABb0/_QQu9UJ7t2k/s400/CM20nov2007.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/R0YkGPW4q0I/AAAAAAAABbs/cVySbp0Spk4/s1600-h/JM2007-11-21g.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5135832114682964802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/R0YkGPW4q0I/AAAAAAAABbs/cVySbp0Spk4/s400/JM2007-11-21g.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Duas manchetes, dois caminhos. Um irrealista e outro realista, que não dispensa o esforço essencial por parte de quem aprende.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A realidade que sustenta a notícia do &lt;a href="http://www.correiomanha.pt/"&gt;Correio da Manhã&lt;/a&gt; (20.11.2007), &lt;em&gt;Professores obrigados a dar boas notas&lt;/em&gt;, dá conta de mais um sinal da perversidade de algumas políticas educativas. Além do mau sinal (de mais facilitismo) que passa para a sociedade, em particular para as famílias e alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamente quando o discurso político é de rigor, meritocracia, produtividade, trabalho e de investimento nas qualificações... Bonitas qualificações que daqui resultarão, não haja dúvida, a diplomar pessoas sem uma correspondência com as suas reais competências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As escolas começam a organizar-se para responder à avaliação externa e aos &lt;em&gt;rankings&lt;/em&gt;. Os critérios pedagógicos são chutados para canto. O Correio da Manhã dá conta de um atalho, com prejuízos educativos, sobretudo para a qualidade, contraditoriamente, para melhorar os resultados das escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os conselhos executivos, supostamente, em Portugal continental, estão a pressionar os docentes a dar boas notas, sem corresponder ao desempenho real do aluno e sem medidas que criem as condições e oportunidades para que tal aconteça, evitando-se inflacionar as notas e mascarar a realidade (fingir que o aluno sabe quando não sabe, o que dificultará e desmotivará uma melhoria futura). Tudo para fugir à realidade... Que pavor temos, nós portugueses, da realidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os professores, por sua vez, tentarão organizar-se (será possível?) para responder ao facto de serem avaliados pelos resultados escolares dos alunos e pelo nível de abandono escolar, responsabilizados por factores socio-culturais, que estão além (da exclusiva) responsabilidade do trabalho docente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se o aluno fosse dispensado do trabalho, esforço, predisposição para a aprendizagem e disciplina pessoal. O professor arranjará um jeito de dar a boa nota... Nunca se pensaria que o nível de desresponsabilização daqueles que aprendem atingisse este patamar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;O professor orienta, apoia, cria as condições e oportunidades para que o processo de aprendizagem seja o melhor possível, mas não é o professor que tem de trabalhar em vez de quem aprende&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, parece que o aluno está a fazer um favor ao professor quando tem de empenhar-se e mostrar trabalho. E quando as notas dos alunos têm peso na avaliação do docente, a situação piora. «Ó professor, veja se me passa sem me dar muito trabalho e sem me exigir disciplina... para ver se sobe de escalão na carreira...»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estão a destruir a profissão e a escola pública de uma só vez. Não é com falta de qualidade que se valoriza a escola pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, a manchete do &lt;a href="http://www.jornaldamadeira.pt/not2008.php?Seccao=17&amp;amp;id=82899&amp;amp;sdata=2007-11-21"&gt;Jornal da Madeira&lt;/a&gt; (21.11.2007) dá um sinal diferente, em contra corrente. E é preciso estes gestos de racionalidade, de pragmatismo, de realismo e bom senso. Na Escola Básica e Secundária da Calheta, «em termos de produção, a pressão é exercida aos alunos, porque os resultados não dependem exclusivamente dos professores, mas do trabalho e do empenho que os discentes colocam», diz o jornal em consequência de uma conversa com o presidente do conselho executivo daquela escola, António Lucas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a pressão sobre os professores durante as últimas duas décadas, ao nível pedagógico, para melhorar os resultados educativos, acaba por não ter o retorno desejado, é mais do que claro que a solução não está só no trabalho docente. Há toda uma envolvente, várias premissas, que condicionam muito mais do que se pensa o sucesso das aprendizagens em sala de aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se explica que os alunos dos países de Leste, deslocados e com dificuldades socio-económicas, alcancem elevado sucesso escolar no nosso sistema educativo? Porque trabalham, são disciplinados e as suas famílias, com outra cultura, valorizam a escola. É assim tão difícil perceber que o trabalho e a disciplina são a base do sucesso de qualquer pessoa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom que o paradigma de colocar o peso do desempenho dos alunos (quase) exclusivamente em cima do professor termine, porque está a deixar um rasto de maus resultados escolares no país, hipotecando também o futuro. Seja qual for a motivação, puramente idealista e facilitista ou de mascarar as estatísticas, administrativamente, é tempo de dizer alto que o rei vai nu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não basta o professor ser avaliado pelo seu desempenho? Tem de ser avaliado pelo desempenho de terceiros, realidade que não controla nem depende só de si? Ainda por cima retira-se autoridade ao professor para poder exercer pressão para o trabalho e a disciplina por parte do aluno. Desresponsabilize-se e facilite-se a vida ao aluno (o trabalho e a disciplina traumatiza...), que o coitado do professor logo resolverá... nem que fique traumatizado e acabe no divã do psiquiatra, como acontece a muitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A recordar:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/educao-infantil-em-portugal.html"&gt;Educação infantil em Portugal&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/estudantes-escolantes-e-faltantes.html"&gt;Estudantes, escolantes e faltantes&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/violncia-e-coisas-mais-camufladas-na.html"&gt;Violência e coisas mais camufladas na escola&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/antero_25.html"&gt;Sem título 2&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/antero.html"&gt;Sem título 1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/idealismo-e-equvocos-sobre-assiduidade.html"&gt;Idealismo e equívocos sobre a assiduidade escolar&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/o-bispo-do-funchal-chamou.html"&gt;Primeira responsabilidade&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/mais-grave-discriminao-anti.html"&gt;A mais grave discriminação (ainti-democraticidade)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/condies-de-trabalho.html"&gt;Condições de trabalho&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/nem-ditadura-por-disciplina-nem.html"&gt;Nem ditadura por disciplina nem a ditadura da indisciplina&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/photo-copyright-madeiraarchipelago.html"&gt;Insucesso escolar vem de longe 3&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/insucesso-escolar-vem-de-longe-2.html"&gt;Insucesso escolar vem de longe 2&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/09/insucesso-escolar-vem-de-longe-1.html"&gt;Insucesso escolar vem de longe 1&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-719451876361129032?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/719451876361129032/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=719451876361129032' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/719451876361129032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/719451876361129032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2007/11/racionalidade-e-realismo-precisam-se.html' title='Racionalidade e realismo precisam-se'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/R0YkP_W4q1I/AAAAAAAABb0/_QQu9UJ7t2k/s72-c/CM20nov2007.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-6539302247871937165</id><published>2007-11-25T23:11:00.000Z</published><updated>2007-11-25T23:14:39.061Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Indisciplina e violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>Educação infantil em Portugal</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/R0NmkPW4qzI/AAAAAAAABbk/TCIvSb_le-Y/s1600-h/Eduardo+LourenÃ§o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5135060772916341554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/R0NmkPW4qzI/AAAAAAAABbk/TCIvSb_le-Y/s400/Eduardo+Louren%C3%A7o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.agal-gz.org/blogues/index.php?blog=14&amp;amp;m=20060906"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;photo copyright&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.iplb.pt/pls/diplb/!get_page?pageid=402&amp;amp;tpcontent=FA&amp;amp;idaut=1424946&amp;amp;tipo=&amp;amp;format=NP405"&gt;Eduardo Lourenço&lt;/a&gt;, um dos mais prestigiados pensadores portugueses, «embora favorável a ideias de esquerda, nunca abandonou uma atitude crítica perante essa esquerda.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.arlindo-correia.com/101003.html"&gt;Ele&lt;/a&gt; faz uma abordagem crítica da realidade, que lhe permite analisar as «motivações menos evidentes no comportamento dos portugueses como povo» (citado &lt;a href="http://www.universal.pt/scripts/hlp/hlp.exe/artigo?cod=2_358"&gt;daqui&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí colocar, por exemplo, o dedo na ferida da educação infantil permissiva em Portugal, que tantos maus resultados tem dado ao país, sustentada por uma certa esquerda irrealista, que não assume os contornos negativos e perversos da natureza humana (a tal teoria do bom selvagem...), desculpabilizando-os ao transferir a responsabilidade individual para a sociedade, eleita como fonte de todo o mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N'&lt;em&gt;O Labirinto da Saudade: Psicanálise Mítica do Destino Português&lt;/em&gt;, de 1978, podemos ler o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«É pena de Freud não nos tenha conhecido: teria descoberto, ao menos, no campo da pura vontade de aparecer, um povo em que se exemplifica o sublime triunfo do princípio do prazer sobre o princípio da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez não ficasse admirado se conhecesse, mesmo pela rama, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;umas das menos repressivas educações infantis que existem&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e tanto entusiasmaram Sartre quando observou a análoga, a vizinha Espanha. &lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;strong&gt;Adulação permanente e espectacular da criança-rei (sobretudo o macho), porta aberta para a suas pulsões narcisistas e exibicionistas, ausência de perspectiva social positiva salvo a que prolonga a afirmação egoísta de si&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, tais são os mais comuns reflexos da educação portuguesa, defesa natural de mães frustradas nela pelo genérico absentismo e irresponsabilidade paternos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A contrapartida desta “realeza” que converte cada adolescente (macho) na famosa espécie dos «matões» cara ao nosso Épico, traduz-se numa &lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;strong&gt;indefinição do espaço humano que nada limita e define senão a vontade oposta&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, e dá origem a &lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;strong&gt;uma sociedade que, sem paradoxo algum, suscista e impõe uma “violência estatal” que, exteriormente, equilibra essa fictícia realeza individua&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;l.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;strong&gt;Nada há na educação portuguesa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – sobretudo hoje que a também «exterior» mas efectiva pressão ética de ordem religiosa naufragou – &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;que contribua para a existência de um comportamento tanto quanto possível autodeterminado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 1978 (30 anos) a situação extremou-se na educação das crianças, agora com ambos os pais ausentes por razões laborais, que se tornam permissivos e laxistas, numa tentativa de compensação, criando &lt;em&gt;realezas&lt;/em&gt; individuais, egos insuflados que tudo trituram à passagem. Como se não bastasse, os pais cobrem a irresponsabilidade dos filhos quando os problemas surgem, sobretudo na escola. A responsabilidade é sempre exterior aos próprios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho fica todo aberto para as tais pulsões narcisistas e de afirmação egoísta de si próprios, sem ter em conta, minimamente, o outro, sem ter em conta a estrutura moral e sentimentos alheios, sem ter uma perspectiva positiva do que os rodeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sua perspectiva só conta uma coisa: &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;EU, EU, EU&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; e absolutamente mais nada e ninguém. Nada põe travão a essa afirmação egoísta de si. Nada trava essa «realeza individual». Nada obstaculiza a violência. Nem a vontade alheia, seja ela qual for. Nada conta senão a vontade própria. Sentem-se o centro do mundo e tudo querem que orbite à sua volta, em vertigem. São &lt;em&gt;petits dictateurs&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois há falta de condições de trabalho para o desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem na escola pública, dominada por atitudes e comportamentos obstaculizantes do trabalho pedagógico e das aprendizagens. Algumas &lt;em&gt;realezas&lt;/em&gt; individuais ignoram o dever de reconhecer o direito à educação e ensino dos outros, dos que querem aprender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é um problema central que não pode ser lateralizado, porque arruina as condições de trabalho nas escolas. Mas tem sido lateralizado porque é mais fácil responsabilizar a sociedade do que resolver os problemas e responsabilizar os indivíduos. A sociedade é toda a gente e ninguém em concreto, mas quando é preciso personalizar aí está o professor, o padre, o governo, entre outros, uma qualquer entidade exterior ao tal EU omnipotente, para transferir as suas responsabilidades para a esfera alheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo assobia para o lado para não ser politicamente incorrecto e não dizer que o rei vai nu. A indisciplina, a falta de civismo (há melhor exemplo do que a matança nas estradas portuguesas?), a ausência de competências sociais de convivência, a atitude perante o trabalho e o pouco esforço do aluno minam e degradam a escola pública, que não consegue qualidade, nem quantidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem nunca conseguirá. A não ser apenas administrativa e estatisticamente, como é moda laxista do pós-25 de Abril, ou melhor, no pós-adesão à União Europeia, para mascarar, de forma irresponsável, a realidade que nos pesa na consciência, nos envergonha e nos atrasa. O que não é assumido não é resolvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«A escola é um lugar de esforço», disse um homem de esquerda, José Pacheco, mentor da Escola da Ponte, na Vila das Aves, quando esteve numa conferência na Calheta, no auditório do Centro de Artes, em Janeiro de 2007. «Os alunos da Ponte trabalham que se fartam», reforçou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita democracia, autonomia e liberdade, mas muito trabalho e disciplina pessoais por parte dos alunos naquela escola progressista perto do Porto, uma utopia feita prática. E a prática deveu-se às condições envolventes que foram sendo resolvidas. Sem esforço e (auto)disciplina dos seus alunos, o projecto da Escola da Ponte, uma escola pública, teria sido um fracasso e não o sucesso que alcançou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Invejamos muitas nações mas não queremos trabalhar para ser como elas. Nada de rigor e disciplina. Como se fossem sinónimo de fascismo para uma certa esquerda idealista. Trabalho, rigor, autodeterminação, responsabilidade individual e meritocracia não é de direita nem de esquerda: é o que é sensato ser, em equlíbrio e bom senso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A disciplina não tem de ser medo e opressão. A disciplina pode ser construtiva e positiva, mesmo que seja incómodo para quem gosta do conforto da inércia. Nem sempre é fácil determinar a linha entre disciplina positiva e negativa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acreditamos que a melhor educação é aquela que se faz democraticamente. Mas, não consideramos que democracia (diálogo, negociação, comunicação) e disciplina se excluam ou sejam incompatíveis. Disciplina não tem de ser ditadura (ainda estamos muito próximos desse trauma histórico), nem a insdisciplina deve tornar-se numa ditadura, num &lt;em&gt;despotismo&lt;/em&gt;. O ideal seria que nunca tivéssemos de impor disciplina se as pessoas fossem todas suficientemente autodeterminadas (responsáveis) e se correspondessem à acção dialogante (negociante).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não acreditamos, apenas, em normativos disciplinares e castigos para resolver problemas de conduta ou outros. Mas, por outro lado, a prevenção também não resolve tudo. É preciso actuar, simultaneamente, nas causas (a montante) e nos sintomas no presente (a juzante), como já &lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/nem-ditadura-por-disciplina-nem.html"&gt;aqui dissemos&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-6539302247871937165?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/6539302247871937165/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=6539302247871937165' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/6539302247871937165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/6539302247871937165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2007/11/educao-infantil-em-portugal.html' title='Educação infantil em Portugal'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/R0NmkPW4qzI/AAAAAAAABbk/TCIvSb_le-Y/s72-c/Eduardo+Louren%C3%A7o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-2366466929602934053</id><published>2007-11-25T23:08:00.000Z</published><updated>2007-11-25T23:10:53.745Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>Estudantes, escolantes e faltantes</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/Ry5hMr_a-mI/AAAAAAAABak/pkZWAoeXN_M/s1600-h/reforÃ§o+autoridade.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5129143896216631906" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/Ry5hMr_a-mI/AAAAAAAABak/pkZWAoeXN_M/s400/refor%C3%A7o+autoridade.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://antero.wordpress.com/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;antero.wordpress.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;«&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Devolver autoridade aos professores e às escolas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;»,&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;segundo o &lt;a href="http://fazermais.blogspot.com/2007/11/idealismo-e-equvocos-sobre-assiduidade.html"&gt;entendimento da ministra da Educação&lt;/a&gt;, na Grande Entrevista, na RTP1 (31.10.2007).&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ainda neste tema da desvalorização das faltas, para a aprendizagem e para a avaliação, comandada pela actual ministra da Educação, leia-se o que escreveu (&lt;/em&gt;&lt;a href="http://quartarepublica.blogspot.com/2007/10/diz-me-o-que-ls-2.html#comments"&gt;&lt;em&gt;Diz-me o que lês, ... - 2&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;) o antigo ministro da referida pasta, David Justino, actual assessor do Presidente da República para os Assuntos Sociais:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Quando os sinais que se transmitem à sociedade vão no sentido da desvalorização das regras mais elementares, é natural que nem os professores possam ser levados a sério, nem as escolas consigam impôr as mais elementares normas de justiça e de disciplina.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Afinal "&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;estudantes&lt;/span&gt;" (os que vão à escola e estudam), "&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;escolantes&lt;/span&gt;" (os que vão à escola e não estudam) e "&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;faltantes&lt;/span&gt;" (os que não vão à escola e não estudam) passam a ser tratados ao mesmo nível, com &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;os mesmos direitos, mas raramente com os mesmos deveres&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Assim, não há volta a dar.»&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-2366466929602934053?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/2366466929602934053/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=2366466929602934053' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/2366466929602934053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/2366466929602934053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2007/11/estudantes-escolantes-e-faltantes.html' title='Estudantes, escolantes e faltantes'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/Ry5hMr_a-mI/AAAAAAAABak/pkZWAoeXN_M/s72-c/refor%C3%A7o+autoridade.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-5698728527078135608</id><published>2007-11-25T23:06:00.002Z</published><updated>2007-12-26T23:50:37.440Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Indisciplina e violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>Violência e coisas mais camufladas nas escolas I</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/Ry5P8b_a-lI/AAAAAAAABac/jncoxLhxPfw/s1600-h/bully.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5129124925346085458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/Ry5P8b_a-lI/AAAAAAAABac/jncoxLhxPfw/s400/bully.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.santaclaracountylib.org/kids/lists/bullies_younger/bully.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Cartoon copyright&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A violência verbal e física, o chamado &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bullying"&gt;&lt;em&gt;bullying&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, parece ganhar terreno &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bullying#Escolas"&gt;na escola&lt;/a&gt;, sem que se encare este &lt;a href="http://www.bullying.com.br/BConceituacao21.htm"&gt;grave problema&lt;/a&gt; com a seriedade que exige. Geralmente, é confundido com brincadeira ou ritual de crescimento ou maturação, nomeadamente para aprender a defender-se e a responder à letra aos respectivos agressores (fanfarrões).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imprensa (&lt;a href="http://www.dnoticias.pt/"&gt;Diário&lt;/a&gt; 2.11.2007) deu conta de uma «espécie de 'jogo' que está a acontecer em muitas escolas da Região», que «tem por objectivo dar um murro no estômago de um aluno.» Quem se dobrar ou queixar apanha mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pouco tempo, veio para as páginas dos jornais o caso de um aluno que deixou de ir à escola devido à violência a que era sujeito no estabelecimento de ensino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 3 de Novembro, no jornal já citado, distinguia-se, e muito bem, brincadeira de violência. O «'murro no estômago' [...] nada tem de jogo e esbarra a &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;violência gratuita&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.» Diria que se trata de crueldade e de terror. Há ainda o «'corredor da morte', onde o jovem que passa entre os colegas é alvo do mais variado tipo de agressões, desde pontapés, bofetadas, socos e rasteiras.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem tem razão o Procurador Geral da República em tratar nos tribunais os crimes de violência que acontecem na escola e lá tendem a ficar abafados e camuflados de brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este problema, a par de outros, estão a acentuar a crise da escola pública. Sem que se tomem medidas claras, tanto preventivas, como sancionatórias. Uma escola precisa de um ambiente de serenidade e de confiança para que as aprendizagens sejam produtivas e as pessoas se sintam bem. Não se pode permitir que um punhado de agressores atemorize e humilhe os mais pequenos ou os não violentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;violência&lt;/span&gt; é camuflada em alegada brincadeira&lt;/strong&gt;, a &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;indisciplina&lt;/span&gt; obstaculizante da aprendizagem&lt;/strong&gt; (e violadora do direito dos outros à educação e ao ensino) é&lt;strong&gt; camuflada em alegada irreverência, hiperactividade ou sinal de vitalidade própria da idade&lt;/strong&gt;, a &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;ausência de empenho e trabalho na escola&lt;/span&gt; são camuflados em alegada falta de resposta da pedagogia ou do professor&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso deixar de camuflar, desculpabilizar, relativizar e ignorar a realidade à boa maneira portuguesa dos brandos costumes. Chamemos as coisas pelos seus nomes e deixemo-nos de rodeios ou paninhos quentes (laxismo). Uma coisa é não se querer fazer nada, outra coisa é negar ou mitigar os problemas, como se assim se resolvessem por si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas Áreas de Intervenção dos serviços de Psicologia e Orientação da Secretaria Regional de Educação há o &lt;a href="http://dre.madeira-edu.pt/index.php?option=com_content&amp;amp;task=blogcategory&amp;amp;amp;amp;amp;id=47&amp;amp;Itemid=111"&gt;apoio ao desenvolvimento do sistema de relações da comunidade educativa&lt;/a&gt;. É neste âmbito que é enquadrado o problema da indisciplina e da violência nas escolas da Madeira. Há que actuar, para prevenir e não apenas remediar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-5698728527078135608?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/5698728527078135608/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=5698728527078135608' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/5698728527078135608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/5698728527078135608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2007/11/violncia-e-coisas-mais-camufladas-na.html' title='Violência e coisas mais camufladas nas escolas I'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/Ry5P8b_a-lI/AAAAAAAABac/jncoxLhxPfw/s72-c/bully.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-22925148387926802</id><published>2007-11-25T23:06:00.001Z</published><updated>2007-11-25T23:06:30.923Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/Ry0cVL_a-kI/AAAAAAAABaU/vnVt24MQo_Q/s1600-h/falta+_.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5128786700966492738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/Ry0cVL_a-kI/AAAAAAAABaU/vnVt24MQo_Q/s400/falta+_.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://antero.wordpress.com/2007/11/01/era-o-que-faltava-2/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;antero.wordpress.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-22925148387926802?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/22925148387926802/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=22925148387926802' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/22925148387926802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/22925148387926802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2007/11/antero_25.html' title=''/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/Ry0cVL_a-kI/AAAAAAAABaU/vnVt24MQo_Q/s72-c/falta+_.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-4380084271055460653</id><published>2007-11-25T23:04:00.000Z</published><updated>2007-11-25T23:06:03.884Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/Ry0bFb_a-jI/AAAAAAAABaM/WwfiQCmbhsw/s1600-h/falta+2.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5128785330871925298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/Ry0bFb_a-jI/AAAAAAAABaM/WwfiQCmbhsw/s400/falta+2.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://antero.wordpress.com/2007/11/01/era-o-que-faltava-3/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;antero.wordpress.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-4380084271055460653?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/4380084271055460653/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=4380084271055460653' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/4380084271055460653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/4380084271055460653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2007/11/antero.html' title=''/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/Ry0bFb_a-jI/AAAAAAAABaM/WwfiQCmbhsw/s72-c/falta+2.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-6755670048128743911</id><published>2007-11-25T23:00:00.000Z</published><updated>2007-11-25T23:04:18.170Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>Idealismo e equívocos sobre a assiduidade escolar</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/RypWob_a-gI/AAAAAAAABZ0/VGHQMGZBJuQ/s1600-h/MInistra+lures+r.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5128006378423253506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/RypWob_a-gI/AAAAAAAABZ0/VGHQMGZBJuQ/s320/MInistra+lures+r.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Maria de Lurdes Rodrigues assumiu, na Grande Entrevista, desvalorizar as faltas às aulas ao desconectar assiduidade e avaliação: "A avaliação tem que incidir sobre o conhecimento: sabe, passa; não sabe, não passa". Independentemente da falta de assiduidade ou da conduta indisciplinada do aluno nas aulas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O regime de faltas dos alunos contido no projecto para o novo Estatuto do Aluno, para aprovação na Assembleia da República, tem gerado muita controvérsia, que não vai ficar por aqui. Por mais explicações que sejam dadas, por melhores que sejam as intenções, uma coisa é certa: passa um &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;sinal de balda e facilitismo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; para a sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarta-feira passada, na Grande Entrevista (Canal 1), a ministra da Educação não esclareceu o assunto. Chamou de demagógicos aqueles que argumentam haver facilitismo no novo Estatuto do Aluno, mas não falou claro e não provou o contrário («Maria de Lurdes Rodrigues [...] não foi clara sobre o alcance das novas regras», escreveu o Público no dia seguinte). Não explicou, com base no articulado da lei, de que forma o novo estatuto permite aos professores, como disse, agir, actuar e disciplinar, ao contrário do anterior estatuto, que, supostamente, impedia os mesmos professores de agir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas falou de generalidades e questões de princípio, como a maior responsabilização dos pais e alunos e da devolução da autoridade aos professores e às escolas. Não disse como isso acontece na realidade concreta. Chutou para canto dizendo que são os docentes e as escolas que têm de definir, nomeadamente em Regulamento Interno, o que fazer na sequência do novo regime de faltas do Estatuto do Aluno. Se é para as escolas decidirem, como se explica que o Estatuto do Aluno as obrigue a fazer provas para os absentistas? Há um condicionamento prévio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fugiu das questões da jornalista dizendo que os exemplos que dava eram caricaturas. Por exemplo, o que acontece ao aluno que falta sempre às aulas e faz a prova e passa? Sem resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que a ministra não conhece as escolas. Diz que agora as escolas vão apostar na prevenção dos comportamentos em vez do castigo pela falta de assiduidade. Parte do pressuposto que isso não acontece hoje de forma generalizada. Que os directores de turma e as escolas deixam os meninos faltar sem dar conhecimento aos pais nem tentarem prevenir a situação. Que só punem com expulsão assim que ultrapassam o limite de faltas. Que não comunicam com alunos e encarregados de educação. Que só reprimem e não actuam preventivamente. É falso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse que, com o estatuto actual, os pais não eram interpelados sobre o que estava a acontecer. Que os pais eram apenas informados e que nada decorria daí. Falso. Diz que agora a escola pode castigar quem falta. Que até aqui não havia penalizações. Falso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, o que se está a fazer é:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Colocar o &lt;strong&gt;ónus basicamente na escola e nos professores&lt;/strong&gt;, ao dizer-se que a solução para o absentismo é a escola fazer as provas (e repeti-las se necessário) para substituir a presença nas aulas (bem como substituir a responsabilidade das famílias).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto está dependente da atitude do aluno e da família, o que está fora do controlo exclusivo da escola. A escola pode, tem e deve ter sempre uma acção preventiva e de sensibilização junto destes actores, ou de encaminhamento dos casos para técnicos sociais ou psicólogos consoante as situações. Mas isso já podia fazer e já faz. Os pais já eram interpelados. Poder-se-á fazer melhor? É sempre possível fazer melhor, naquilo que cabe à escola. A escola não deve nem tem meios para assumir as responsabilidades de outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Dar um &lt;strong&gt;sinal de desresponsabilização&lt;/strong&gt; a alunos e famílias, porque a escola é que tem de resolver o problema como uma prova de recuperação, para solucionar e cobrir o absentismo. A prova pode ser encarada como uma saída fácil, relativizando-se o problema do absentismo e o valor da assiduidade e do trabalho de aprendizagem diário nas aulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. &lt;strong&gt;Mascarar o abandono e insucesso escolar&lt;/strong&gt;, valorizando o passar de ano e desvalorizando as aprendizagens efectivas que acontecem no trabalho em espaço de aula. O que se quer é os meninos "na escola" sem lá ir, ou melhor, indo lá para a prova de recuperação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já antes houve medidas para mascarar o insucesso escolar como o aluno poder transitar com três notas negativas, em vez de proporcionar o acompanhamento extra preventivo e/ou remediação, para que ganhasse as competências e não escorregasse para o insucesso ou ficasse retido. Fica mais barato assim, mas a qualidade das aprendizagens e as competências e os conhecimentos efectivos dos portugueses não melhoram. Se a avaliação fosse das competências reais, as notas ainda seriam piores. E a produtividade do país é o que se vê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. &lt;strong&gt;Desvalorizar a avaliação contínua&lt;/strong&gt;, no dia a dia, para valorizar a avaliação circunstancial numa prova chamada de recuperação (avaliação sumativa), ao ponto de compensar a ausência do trabalho de aprendizagem nas aulas, como se a prova ensinasse e nela se aprendesse o que não se aprendeu nas aulas. Como se recuperar o que não se aprendeu ao longo de semanas pudesse ser resposto (recuperado) por uma prova...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. &lt;strong&gt;Valorizar o conhecer (saber teórico)&lt;/strong&gt;, que se deposita numa prova escrita, em detrimento do fazer (saber prático e das competências). Vão surgir ainda explicadores e manuais especializados em fazer memorizar a teoria necessária para passar nas provas de recuperação do absentismo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. &lt;strong&gt;Estimular e valorizar a burocracia&lt;/strong&gt;: aumenta-se o número de actos que exigem formalização, que vai aumentar as perdas e desviar os professores e as escolas do trabalho nuclear, o trabalho pedagógico e as aprendizagens, para mais burocracia capaz de encobrir o absentismo, que é uma responsabilidade do aluno e da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. &lt;strong&gt;Desvalorizar as faltas às aulas&lt;/strong&gt; ao desconectar assiduidade e avaliação: "A avaliação tem que incidir sobre o conhecimento: sabe, passa; não sabe, não passa". Independentemente da falta de assiduidade ou da conduta indisciplinada do aluno nas aulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ministra diz que o importante é que passe quem sabe. Mesmo que não compareça às aulas. Parte do pressuposto que as aulas são irrelevantes e completamente dispensáveis para a aquisição de saberes e competências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz que o importante é &lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;strong&gt;desconectar o castigo&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;(pelo absentismo)&lt;/span&gt; &lt;strong&gt;da avaliação&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Não dá conta que está a introduzir o vale tudo desde que se saiba a matéria. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Como se saber dispensasse as regras. Se eu sei, posso deixar de ir às aulas; se eu sei, posso ser indisciplinado; se eu sei, posso bater no professor; e por aí adiante.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ao desconectar a sanção (por absentismo) da avaliação, não percebe a ministra que está a &lt;strong&gt;desconectar, simultaneamente, o trabalho dos alunos nas aulas e o sucesso escolar&lt;/strong&gt; (formalizado no passar de ano). O valor do trabalho e do esforço é secundário. Basta saber para passar na prova de recuperação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ministra aprofundou a tese e afirmou, na mesma entrevista, não concordar que o aluno indisciplinado, que sabe os conteúdos, devesse ser penalizado, na avaliação, pela sua indisciplina. Disse ainda que o aluno disciplinado que não sabe não deveria ser favorecido na avaliação (classificação). Isto é, as atitudes e valores não interessam ou interessam muito pouco. Vale o que se sabe e de nada vale o que se é como pessoa, numa comunidade de aprendizagem (e de educação) como é a escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é inabilidade e uma baralhada tal que justifica por si só a demissão de Maria de Lurdes Rodrigues. Até onde se vai para mascarar as estatísticas do insucesso escolar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Significa ainda que quer desconectar o absentismo da consequência: da consequência da não aquisição de conhecimentos e/ou de competências; da consequência da sanção; enfim, de qualquer consequência. Desde que as estatísticas melhorem para salvar a imagem da política educativa deste Governo... cuja marca é o ataque aos professores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os alunos absentistas e as famílias que cobrem essa irresponsabilidade dos seus filhos podem relaxar mais um pouco: há sempre mais uma oportunidade para quem não é disciplinado, não trabalha, não vai às aulas - agora até vem uma prova de recuperação, com direito a repetição...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As intenções, como dissemos, podem ser as melhores, mas a ministra da Educação e o Governo estão equivocados. Se o que parece - objectivo de mascarar, administrativamente, as estatísticas de abandono e de insucesso escolar - não é, há no mínimo um equívoco. Não esquecendo que em política o que parece é...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa é o idealismo da intenção, como é partir do pressuposto que todas as famílias actuam, orientam e disciplinam (educam) as suas crianças e jovens, no sentido da responsabilidade e autodeterminação no que toca a deveres, atitudes e comportamentos. Outra coisa é lidar com a realidade e ser-se prático (racional e realista) na acção, tanto preventiva como sancionatória, relativamente à ausência do aluno da actividade lectiva e de aprendizagem. &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;O idealismo pode ser também demagógico&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, a realidade demonstra que problemas como o absentismo ou a indisciplina escolares não se resolvem apenas com prevenção. Muito menos só com boas intenções, bondade e paninhos quentes até à exaustão. Há situações prementes que precisam de actuação no momento com recurso à sanção e à penalização, se necessário, depois de esgotadas as vias do diálogo e das medidas preventivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como nem tudo se resolve, infelizmente, com advertências, medidas preventivas e conversas até ao infinito, a infracção das regras tem de ter consequência, senão passa-se a ideia de impunidade, permissividade e laxismo, bem ao jeito dos nossos brandos costumes e do "deixa andar". E a vida não é assim. Se a via do diálogo e da sensibilização é esgotada e não funciona, é preciso resolver e actuar por outros meios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobretudo numa sociedade como a portuguesa, indisciplinada (incivilizada) e pouco autodeterminada nos comportamentos sociais, é preciso haver consequência imposta do exterior, senão ninguém leva nada a sério. Os acidentes nas estradas portuguesas só diminuem com medidas de repressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gastaram-se quantias enormes em campanhas de prevenção que pouco resultado tiveram. Imagine-se que, em vez de multas às infracções os polícias passassem a penalizar os condutores (alguns deles autênticos homicidas) com uma conversa de sensibilização... A sanção também é precisa, em especial nas situações limite. A prevenção não resolve tudo. A não ser que se vivesse num conto de fadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-6755670048128743911?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/6755670048128743911/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=6755670048128743911' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/6755670048128743911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/6755670048128743911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2007/11/idealismo-e-equvocos-sobre-assiduidade.html' title='Idealismo e equívocos sobre a assiduidade escolar'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/RypWob_a-gI/AAAAAAAABZ0/VGHQMGZBJuQ/s72-c/MInistra+lures+r.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-790147754869097338</id><published>2007-11-25T22:57:00.000Z</published><updated>2007-11-25T22:59:43.505Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>Primeira responsabilidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/RySuh7_a-eI/AAAAAAAABZk/kdyuxcYLB9A/s1600-h/d_antoniocarrilho.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126414173917084130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/RySuh7_a-eI/AAAAAAAABZk/kdyuxcYLB9A/s320/d_antoniocarrilho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;«O bispo do Funchal chamou [...] a atenção dos pais para o facto de terem a primeira responsabilidade na Educação dos filhos. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Tudo o resto, como a escola e a catequese, servem apenas de "apoio" aos pais&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. "Os catequistas e os professores é que estão a colaborar convosco na educação dos vossos filhos. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Os primeiros responsáveis pela educação das crianças são os pais e por isso não podem desligar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;". Nesse sentido, o bispo do Funchal sublinha que os pais não devem perder "a relação nem com as escolas nem com a catequese". (Diário de Notícias da Madeira 28.10.2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste alerta, o bispo do Funchal, D. António Carrilho, não está a ser original. É algo muito óbvio, mas parece que toda a gente esqueceu nos tempos que correm. Os pais parece que se demitiram da escola, talvez por sinais errados por parte da escola pública. Não a valorizam. Além disso, há aqueles que cobrem a irresponsabilidade dos filhos nessa mesma escola, pela ausência de disciplina e trabalho. Deixam-nos à deriva, em autogestão. Alguns pais até desautorizam os professores perante os filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pais e encarregados de educação têm um peso fundamental. A família é a instância principal de socialização. A escola colabora e faz o que pode, mas os pais têm de garantir duas premissas e condições à escola: disciplina e trabalho da parte das crianças e jovens. Depois de garantirem isso, então exijam resultados e educação de qualidade à escola. Não lhe peçam tudo sem colaborar e sem lhe dar as condições para fazer o seu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os problemas que surgem devem ser resolvidos em conjunto, pela escola como instituição (com direcção, professores e técnicos vários, como o psicólogo e assistente social) em colaboração com a família e até outras instituições. Nunca deixar o docente isolado (excluído) na sala de aula a resolver assuntos que o ultrapassam e para os quais não tem meios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escola pode e deve agir para atenuar problemas sociais e emocionais que obstaculizem o rendimento escolar e o sucesso educativo do aluno. Mas em colaboração. Nada de deixar outros sacudirem a água do capote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Esquerda dos complexos pensará: mas D. António Carrilho é conservador e de Direita. Pois é, se o que está certo, nesta matéria, implica ser conservador e de Direita, há que sê-lo. A realidade não é unidimensional.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-790147754869097338?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/790147754869097338/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=790147754869097338' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/790147754869097338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/790147754869097338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2007/11/o-bispo-do-funchal-chamou.html' title='Primeira responsabilidade'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/RySuh7_a-eI/AAAAAAAABZk/kdyuxcYLB9A/s72-c/d_antoniocarrilho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-1163076524311350132</id><published>2007-11-25T22:56:00.000Z</published><updated>2007-11-25T22:57:33.000Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>A mais grave discriminação (anti-democraticidade)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/RySo_r_a-cI/AAAAAAAABZU/0UMyUoJKrp4/s1600-h/school_building_cartoon.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126408087948425666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/RySo_r_a-cI/AAAAAAAABZU/0UMyUoJKrp4/s320/school_building_cartoon.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A escola pública é um bem inestimável, não tenho dúvidas. Todavia, é preciso cuidar dela para que não se degrade ainda mais. Para que professores e alunos deixem de querer fugir dela a sete pés...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se fala do privado, mais conotado com a Direita, a Esquerda acusa-o de fazer selecção social. Porque selecciona os alunos com base no sua proveniência socio-económica e cultural, que expulsa os alunos indisciplinados em direcção à escola pública, de serem escolas elitistas, entre outros aspectos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que toca à selectividade social, será que o público pode dar lições ao enino privado? Na minha perspectiva, e do conhecimento que tenho da escola pública, posso dizer com segurança que a selectividade social acontece também no ensino público. Mais grave ainda quando é suposto não acontecer e é vendida a ideia de que não tem lugar. É gato por lebre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acontece é que no público a selectividade social é camuflada. Estão lá turmas com maior número de alunos da classe média. Estão lá as turmas de currículos alternativos (nunca dei conta que um filho de médico, professor, enfermeiro ou quadro superior fosse lançado numa dessas turmas de filhos do insucesso escolar, no ensino básico). Estão lá a falta de condições de trabalho (indisciplina obstaculizante do bom decorrer do processo de ensino-aprendizagem e a atitude de pouco empenho perante o trabalho intelectual), que acabam por prejudicar o trabalho de professores e as aprendizagens e competências dos alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, a falta dessas condições de trabalho, mais do que as condições de partida dos alunos, são, a meu ver, causa ainda maior e mais grave de selectividade social e de discriminação. Porque se falha em dar aos alunos as condições para poderem desenvolver aprendizagens significativas, de qualidade, de elevado nível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escola pública ao permitir (pactuar, tolerar, ignorar) a falta de condições de trabalho para alunos e docentes está a conduzir aqueles para o insucesso escolar (e até abandono) e estes para a permamente insatisfação profissional. &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Essa é a maior e mais grave discriminação e selectividade social que a escola pública faz. Ao não dar aos alunos as ferramentas para a vida&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Cria inadaptados. Cria analfabetos funcionais. Gera marginalização social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuidar da escola pública implica dar-lhe qualidade, implica obter resultados (aprendizagens), implica disciplina e trabalho para alunos, implica professores com elevado profissionalismo, implica uma organização escolar e uma comunidade educativa que faça a sua parte fora do espaço da sala de aula e não abandone lá os alunos e professores à sua sorte. E resultados inclui também exames, apesar de ser um instrumento perverso e parcial. Contudo, se os alunos têm de facto competências não há razão para receios: deixam de ter conhecimentos e competências naquilo que no exame escrito permite fazer prova?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.icsd.k12.ny.us/northeast/rnovick/school_building_cartoon.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Photo copyright&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16512706-1163076524311350132?l=fazermais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fazermais.blogspot.com/feeds/1163076524311350132/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16512706&amp;postID=1163076524311350132' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/1163076524311350132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16512706/posts/default/1163076524311350132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fazermais.blogspot.com/2007/11/mais-grave-discriminao-anti.html' title='A mais grave discriminação (anti-democraticidade)'/><author><name>fazer +</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13080334571303763184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4331/1373/1600/crop.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/RySo_r_a-cI/AAAAAAAABZU/0UMyUoJKrp4/s72-c/school_building_cartoon.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16512706.post-4435764523214940534</id><published>2007-11-25T22:44:00.000Z</published><updated>2007-11-25T22:56:20.040Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação geral'/><title type='text'>Condições de trabalho</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/RySp57_a-dI/AAAAAAAABZc/SgmP4TF_Wr0/s1600-h/Cartoon%20-%20walk2skool.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126409088675805650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_PoLxaj_tQwI/RySp57_a-dI/AAAAAAAABZc/SgmP4TF_Wr0/s320/Cartoon%252520-%252520walk2skool.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://risingtide.org.uk/files/rt/Cartoon%20-%20walk2skool.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;photo copyright&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;«...Nem a Bíblia, nem os profetas – nem Freud, nem a investigação – nem as relações de Deus ou dos Homens – podem ganhar precedência relativamente à minha própria experiência directa.»&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;C. R. Rogers&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os exames e os rankings medem o que podem medir. Deixam de fora outras variáveis mais subjectivas e de difícil medição contabilística, comparam realidades que não se podem comparar, mas não se pode dizer, no oposto, que nada mostram e nada valem. Valem o que valem. Mostram pelo menos, que há diferenças entre duas regiões insulares como a Madeira e os Açores. A Madeira fica para trás, infelizmente, em relação a outras realidades insulares e do interior do país. É preciso &lt;a href="http://olhodefogo.blogspot.com/2007/09/insucesso-escolar-vem-de-longe-1.html"&gt;ver o que se passa&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É triste que tenha sido preciso este mecanismo, e não a avaliação interna, devidamente contextualizada, a fazer o sistema e as escolas agirem no sentido de minimizar certas causas e sintomas do insucesso escolar, naquilo que está ao seu alcance. Não se pode, por exemplo, exigir às escolas que resolvam os problemas sociais, culturais e económicos da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Esquerda gosta de justificar o insucesso e abandono escolar apenas a montante: nas causas socio-económicas e culturais. As crianças e jovens não têm responsabilidade no seu insucesso escolar e a justificação está no contexto, é-lhes exterior. Detém-se no factor social e identifica-o como a causa dos resultados escolares e educativos. O papel do indivíduo, a sua vontade pessoal, é menosprezada. Tem um peso relativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom haver uma atitude compreensiva quanto às condicionantes externas ao indivíduo, mas não cair na desculpabilização e no laxismo. No deixar andar até que se resolva espontaneamente... ou colocar o ónus apenas sobre o professor, que resolve tudo sozinho, isolado na sua sala de aula, em exclusão. A exclusão se for para o professor já pode ser?... Já é positiva?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Direita detém-se mais nos factores da disciplina e do trabalho. Na acção do próprio indivíduo. Nos factores intrínsecos ao indivíduo. Relativiza os factores externos, como o contexto socio-cultural, no sucesso escolar e educativo da pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como me disse José Augusto Fernandes, nós somos 100% o nosso património genético, 100% a educação que tivemos, mas somos, sobretudo, o que fazemos com essas duas componentes. Concordo. O indivíduo tem uma palavra a dizer e um papel no seu próprio destino. Não é um mero joguete do destino e do contexto socio-cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante muito tempo, pensei que a variável socio-cultural tinha um peso esmagador no sucesso ou insucesso escolar. Era uma justificação cómoda para tudo, que dava imenso jeito. A realidade mostra que, afinal, não é bem assim. A variável socio-económica e cultural tem o seu peso e condiciona. Ninguém o nega. Mas há outros factores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou nem com a Direita, nem com a Esquerda no que toca à explicação do insucesso escolar. Cada qual tem a sua razão, parcialmente. Estou convencido que é preciso actuar em múltiplas frentes, em simultâneo. A montante e a juzante, nas causas e nos sintomas, ao nível dos factores intrínsecos e extrínsecos ao indivíduo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;A disciplina e o trabalho individuais são dois factores nucleares para o sucesso escolar. São as condições base do trabalho numa escola, seja do aluno, seja dos professores&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Seja escola pública ou privada. O contexto socio-cultural do indivíduo não deve relativizar esses factores. Este contexto social tem o seu peso, que não deve ser dramatizado e amplificado ao ponto de justificar a inércia e o laxismo individual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jovens estão na escola para estudar e trabalhar. Não se dispense o seu papel. Se tem problemas, a escola pode e deve ajudar a minimizar naquilo que está ao seu alcance, com a colaboração de outros actores, como os encarregados de educação ou técnicos sociais e de saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se existir trabalho e disciplina, as desvantagens socio-culturais podem ser muito esbatidas. Agora, quando existe uma cultura de laxismo, de indisciplina e ausência de empenho, não há milagres. Não há pedagogia que faça milagres se os alunos não estudam e se não há um ambiente propício ao processo de ensino-aprendizagem, isto é, com uma atitude favorável ao trabalho intelectual. Cada vez mais acredito, a partir da realidade em que me movimento, que a ausência de trabalho e disciplina (e a consequente não centralidade nas aprendizagens), mais do que tudo o resto, está a colocar a escola pública numa profunda crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou mais convencido que a disciplina e o trabalho fazem maior diferença entre privado e público do que o factor socio-cultural. Dizer isto choca a Esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dou o meu exemplo: fiz o 5º ano num colégio privado. Não era filho de uma classe favorecida social, cultural e economicamente, mas obtive bons resultados. Quando passei para a escola pública, "disseram-me" que podia deixar para trás duas disciplinas e assim fiz até ao nono ano. Deixei de ter as referências de exigência que tinha, os tempos de estudo, a pressão para trabalhar mais. Em casa pediam-me para passar. E correspondia a essas expectativas. No colégio pediam-me para trabalhar muito e passar a todas as disciplinas. Correspondi a essas expectativas enquanto lá estive. Só vim a ter boas notas no 12º ano e na Universidade, quando a minha responsabilidade individual veio ao de cima. Quando trabalhei duro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era mais feliz no colégio, ainda por cima em regime de internato? Claro que não. Na escola pública pude brincar mais, ser "mais livre", mas também trabalhar menos e ser menos disciplinado. Se eu passava sem estudar para que raio iria estudar? Limitava-me a rever umas coisas na véspera do teste e a depositar o mínimo para passar. A criança resiste à disciplina e ao trabalho. Porque custa. Mas, os adultos, têm de fazer o seu papel e preparar as crianças para a realidade da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse a professora Andreia Carvalho, no 29º 
